<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663</id><updated>2012-01-14T05:09:07.588-08:00</updated><category term='Falácias sobre o sistema penitenciário como panacéia social'/><title type='text'>Ofereça a outra face!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-4412981179558375902</id><published>2011-02-16T15:30:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T03:33:24.201-08:00</updated><title type='text'>Eternas "figuras" do Poder!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PHfzcRAz4l4/TVxdV8nVdII/AAAAAAAAAFo/NxbsXsLG1Sk/s1600/sarneyy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-PHfzcRAz4l4/TVxdV8nVdII/AAAAAAAAAFo/NxbsXsLG1Sk/s1600/sarneyy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na semana que passou, dois artigos publicados nos jornais me chamaram à atenção (fato raro hoje em dia), talvez não por causar espanto em meio a tanta mixórdia e sordidez da vida pública, mas por me fazer relembrar de um amigo em especial e das estórias que contava sobre sua família. Vamos aos artigos: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Luis Fernando Veríssimo nos brindou mais uma vez com seu talento e capacidade de dizer o simples, de maneira reflexiva e pontual, no artigo intitulado "Tiririca e Sarney", onde iniciou citando que certa vez Richard Nixon, defendeu a nomeação de um juiz reconhecidamente inadequado para a Corte Suprema americana com o argumento de que a mediocridade também precisava estar representada no tribunal. Na sequência,&amp;nbsp;seguiu afirmando que todo tipo de cidadão deve ser representado numa democracia. Mais adiante, ressaltou que o recém empossado congresso brasileiro talvez seja o mais representativo da nossa história. No desenrolar da brilhante crônica, mencionou o senador Sarney eternizando-se no comando do Senado pelo seu poder de manobra e de conchavo, e completou dizendo que falar mal do Sarney é um pouco como falar mal de um velho tio excêntrico, mas cujas peripécias divertem a família. Tudo se perdoa e tudo se aceita com a frase: "que figura...". O indestrutível Sarney representa a persistência do gosto nacional por "figuras". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Outro artigo, do jornalista Carlos Brickmann, intitulado "A imundinha política", reproduzo aqui na íntegra: Ser aliado de Sarney garante no mínimo um bom emprego no setor elétrico. Ser adversário de Sarney significa encontrar obstáculos em qualquer caminho. O então governador do Amapá, João Capiberibe, do PSB, eliminou por lá, em 1995, as tais aposentadorias para governadores. É dele, também, a autoria da Lei da Transparência, que obriga a divulgação das contas públicas, em tempo real, na Internet. Mas é adversário de Sarney. Resultado: sua eleição para o Senado, em 2010, não valeu (nem a de sua mulher, Janete, para deputada federal). Ambos foram acusados de comprar dois votos por R$ 26,00 (vinte e seis reais), pagos em duas prestações, mais dois lanches. Baratinho, baratinho. Ainda mais considerando-se que o fato não aconteceu: um dos autores da denúncia admitiu ter comprado testemunhas para prejudicá-los. Mesmo assim, ambos continuam fora do Congresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O amigo que mencionei no início desse texto é Carlos Camilo Capiberibe, atual governador do Amapá, com quem estudei na PUC-Campinas nos anos 90, filho de João e Janete Capiberibe. Camilo estudava Ciências Sociais na UNICAMP, durante o dia e Direito na PUC, no período noturno. Costumava realizar um sarau de poesia com suas irmãs uma vez por semana em seu apartamento. Ouvi algumas das estórias de luta e resistência de sua família na região norte do país. Camilo e sua família, sei muito bem quem são; Sarney, em contrapartida, todos vocês sabem quem é. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;___________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Obs.: Vem aí o &lt;strong&gt;PMB – Partido Militar Brasileiro&lt;/strong&gt;, a sigla não está registrada mo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas já conta com estatuto e cerca de 5 mil pré-filiados nos 27 estados do País.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-4412981179558375902?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/4412981179558375902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=4412981179558375902' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/4412981179558375902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/4412981179558375902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2011/02/eternas-figuras-do-poder.html' title='Eternas &quot;figuras&quot; do Poder!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PHfzcRAz4l4/TVxdV8nVdII/AAAAAAAAAFo/NxbsXsLG1Sk/s72-c/sarneyy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-632358912499442975</id><published>2010-11-03T09:55:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T09:59:06.831-07:00</updated><title type='text'>O círculo vicioso das eleições</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/TNGT3G1g20I/AAAAAAAAAEw/RZvzcEXB8E0/s1600/tr.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/TNGT3G1g20I/AAAAAAAAAEw/RZvzcEXB8E0/s1600/tr.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Com a vitória de Dilma Roussef para a presidência da república do Brasil encerra-se mais uma espetaculosa campanha política, a qual desde 1989, não era tão disputada e rasteira. Após breves conjeturas, seria a hora de reflexões, esperanças e merecido descanso do cidadão, extenuado pelo massacrante noticiário eleitoral. Primeira mulher a presidir o país; segunda política brasileira a ganhar a presidência do Brasil sem nunca ter disputado uma eleição anteriormente; fenomenal transferência de votos do presidente Lula a uma tecnocrata competente, mas desconhecida; receio inevitável ao imaginar o astuto e insípido Michel Temer vice-presidente e a avidez de seu partido (PMDB) por cargos e poder, etc. Nada diferente do que seria se o outro candidato tivesse ganhado a disputa (com o agravante de que seu partido possa de "vestais do cenário político", inclusive com a obsoleta cafajestagem de utilizar religião em assuntos laicos"). Porém, preocupa a impossibilidade da reflexão tão necessária e fundamental para a evolução dos principais interessados nesse acontecimento democrático: nós, o povo. Ocorre algo parecido com a diferença entre o cinema e a televisão. Ao terminar um bom filme no cinema o próprio "apagar das luzes" nos remete a reflexão, remoem-se as mensagens num saudável exercício evolutivo. Em contrapartida, mesmo assistindo a algo profundo na televisão, com o seu término, o processo de ponderação é interrompido abruptamente por uma nova atração. Partindo do disposto no parágrafo único do primeiro artigo da Constituição Federal, o qual diz que: "todo o poder emana do povo...", abordemos os direitos sociais previstos e tutelados por aquela carta (direito à educação; saúde; trabalho; moradia; lazer; segurança; previdência social; proteção à maternidade e infância, e a assistência aos desamparados), e vamos ao debate, às proposições, às cobranças, e brademos: estamos aqui! Por que assumirmos a posição de meros coadjuvantes nos processos eleitorais, meros expectadores do show de marketing político. Ao contrário disso, somos bombardeados imediatamente ao pleito por uma nova campanha. Toda a imprensa dedicou quase que exclusivamente seu espaço à biografia da futura presidente e as manobras que já se iniciaram visando as próximas eleições. E o objetivo principal disso tudo que seria nossa evolução social, e os meios de alcançá-la? A campanha para as prefeituras em 2012 já está à todo vapor: Netinho de Paula se lança candidato e força Luiza Erundina a lançar-se também. José Aníbal antecipa-se ao "cadáver insepulto" José Serra e diz que disputará a convenção do PSDB. E, para 2014 Aécio Neves (com sua raquítica biografia nem de longe comparável a de seu avô Tancredo Neves) sai fortalecido como candidato; Beto Richa assanha-se; Alckmin não convence nem o mais incauto dos cidadãos com o aceno positivo às costas de Serra, ao ouvi-lo dizer que a briga está apenas no começo. E estamos envolvidos novamente em disputas eleitorais, relegando o sentido disso tudo à segundo plano. Basta, quero sinceramente sentir a política no meu cotidiano e não apenas o subproduto que ela infelizmente produz. Um abraço!&amp;nbsp;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-632358912499442975?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/632358912499442975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=632358912499442975' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/632358912499442975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/632358912499442975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2010/11/o-circulo-vicioso-das-eleicoes.html' title='O círculo vicioso das eleições'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/TNGT3G1g20I/AAAAAAAAAEw/RZvzcEXB8E0/s72-c/tr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-2962517591280745590</id><published>2010-10-06T12:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T12:58:37.307-07:00</updated><title type='text'>Eleições 2010</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/TKzUQ6DZy4I/AAAAAAAAAEs/EUCQO6L-HFs/s1600/elei.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/TKzUQ6DZy4I/AAAAAAAAAEs/EUCQO6L-HFs/s1600/elei.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As eleições em solo brasileiro, regulam historicamente com o próprio surgimento do país. Segundo especialistas no assunto, o livre exercício do voto surgiu em terras brasileiras com os primeiros núcleos de povoadores, logo depois da chegada dos colonizadores. Foi o resultado da tradição portuguesa de eleger os administradores dos povoados sob domínio luso. Os colonizadores portugueses, mal pisavam a nova terra descoberta, e passavam logo a realizar votações para eleger os que iriam governar as vilas e cidades que fundavam. Portanto, são aproximadamente 500 anos de sufrágios de toda natureza, e falar sobre conjeturas, estratégias, projeções, seria "chover no molhado". Prefiro dar minha contribuição de forma muito pessoal, dizendo como sinto esse último pleito eleitoral. Lembro-me quando criança, de colecionar santinhos em dia de eleições, e tenho gravado em minha memória as siglas ARENA e MDB, o que só viria entender o que significavam tempos depois. Sentir política de verdade, somente com a abertura política e o fim do bi-partidarismo, e conseqüentemente, com o surgimento de diversas agremiações políticas. O encantamento de menino com pouco mais de dez anos se deu – talvez por um espírito precocemente revolucionário – com a criação do Partido dos Trabalhadores, com seus primeiros filiados advindos do sindicalismo, da intelectualidade, das artes, etc. Durante muitos anos o PT representou tudo o que havia de isento e contestador na política brasileira, e sua militância era quase um sacerdócio. Recordo-me das primeiras conquistas eleitorais, como a prefeitura de Fortaleza/CE e de São Paulo/SP, e também dos primeiros problemas. Senti na pele todos os preconceitos por levantar a bandeira de um partido político, cujo principal líder era um trabalhador não alfabetizado. O alento vinha das dezenas de intelectuais de primeira grandeza, que de certa forma davam sustentação à causa e hierarquicamente se subordinavam ao tal líder. Mais tarde, em 1988, já com pequena noção política, assisti ao surgimento do PSDB, dissidência "das cabeças pensantes" e intelectualidade do PMDB, e seu imediato posicionamento "em cima do muro"; não corriam riscos desnecessários e flutuavam em sua cômoda posição de centro esquerda. Poucos anos depois, ingressei no serviço público paulista no início do monopólio do PSDB no estado de São Paulo, e apesar de muita admiração pelo único tucano – que para mim – não tinha alma social democrata (Mário Covas), senti a infelicidade de estar subordinado aos "vestais de fachada" e seus discursos suaves e atitudes desleais. A identificação com o PT se dava principalmente pela convivência quase pacífica de várias tendências conflitantes, co-existindo pacificamente dentro da mesma agremiação política. E tudo era "à flor da pele", às claras, às vezes vazando seus embates ingenuamente para a imprensa. Combatíamos ferozmente a tendência "Articulação", de onde vieram José Dirceu e outros "à direita" do partido; porém, nos respeitávamos. Nunca me envolvi burocraticamente com o partido, mas sempre compartilhava de seus rumos e ideais. Até o seu final, após à chegada ao poder nacional, com o "Lulismo" substituindo o "Petismo". Esclareço que não me tornei um anti-petista, e não fui enganado pelo engodo de atribuir o início da corrupção do Brasil ao tal "mensalão", essa prática sempre existiu e continua existindo em todas as esferas públicas. Como eram inexperientes e tolos, os petistas apontados pelo "mensalão" foram execrados por continuar uma atividade que existia desde o império. Ao longo de sua história, o PT foi se profissionalizando e tornando-se mais parecido com os outro partidos, preparando-se para uma eventual tomada do poder, e conseqüentemente, perdendo seus integrantes mais ilustres, relegados a pecha de utópicos e apeados da caminhada rumo ao objetivo inicial. E, quando José Dirceu finalmente profissionalizou o PT, cacifando-o à tomada de poder, abriu uma mácula na história petista, a qual insiste em não cicatrizar, fazendo dissidentes e ressentidos, os quais fazem muita falta. Mesmo com essa opção equivocada que o partido tenha tomado, não critico e nem perco totalmente a admiração, ignorando sua história, afinal, foi uma opção, que de certa forma funcionou para chegar ao poder, nada diferente do que os outros fizeram. Não comungo com essas práticas, mas não sou ingênuo nem hipócrita para dizer que isso não ocorre diariamente, guardada as devidas proporções, na vida de todo brasileiro. Porém, o partido perde muito de sua história, atentem-se para o número de candidatos ex-petistas concorrendo ao cargo de Presidente da República: Marina Silva (fundadora do PT); Plínio (fundador do PT); Zé Maria (fundador do PT); e ironicamente, o partido sustentando a candidatura de uma histórica integrante do PDT (Dilma).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Talvez por isso tudo, que eu tenha sentido um frescor reconfortante em ver a candidatura de Marina Silva, e sua ideologia sustentável. Um inevitável receio inicial em ver acontecer tudo de novo (até a escolha de um empresário bem sucedido para vice) se desfaz com suas palavras firmes e o mesmo preparo para chegar ao topo. Talvez por ter feito parte do time que chegou ao poder, mas não compartilhou com suas praticas espúrias, tendo encontrado outro caminho. Lamento apenas (relembrando dos bons amigos dos tempos de militância) que ela tenha deixado o partido, sem lutar pela sua reconstituição inicial. Mas, tenho muito prazer em rever o surgimento de uma liderança quase paradoxal, com um revigorante objetivo metódico-selvagem (na acepção mais pura da palavra) para uma iminente chegada ao poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mal comparando, comecei a ouvir a banda Titãs ainda pré-adolescente e senti toda a sua pureza e vigor. Ao longo do tempo a banda foi perdendo seus integrantes mais importantes, e bandeando-se para o Pop. Até hoje acompanho a banda, e sinto sua trajetória atrelada a minha própria, com aprendizados, erros, perdas, frustrações e adaptações. Contudo, a banda permanece – agora com sua nova identidade – natural para esse mundo de expiações. Ao contrário de muitos fãs iniciais, procuro acompanhar os novos lançamentos e rumos dos remanescentes titãs, para compreender e aceitar minha própria sorte e trajetória; mas, diante das acomodações da vida, extravaso no bom e sempre contestador punk rock irredutível. Um abraço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-2962517591280745590?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/2962517591280745590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=2962517591280745590' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2962517591280745590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2962517591280745590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2010/10/eleicoes-2010.html' title='Eleições 2010'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/TKzUQ6DZy4I/AAAAAAAAAEs/EUCQO6L-HFs/s72-c/elei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-8804062363583625723</id><published>2010-01-18T09:24:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T09:41:40.494-08:00</updated><title type='text'>Fé!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/S1SYUO5SUfI/AAAAAAAAAEY/bYltDXK4HCo/s1600-h/haiti,+antes+do+terremoto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/S1SYUO5SUfI/AAAAAAAAAEY/bYltDXK4HCo/s320/haiti,+antes+do+terremoto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Haiti, antes do terremoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... no líder carismático que conduzirá;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... no conhecimento adquirido prá sobrepujar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... no Deus que não existe, mas ajudará;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... na força física passageira que exigirá;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... no pedido prá não sofrer;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... na crença de não desanimar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... na comida que não pode faltar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... no remédio pra remediar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... na cura que vai chegar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... na montanha que se moverá;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... prá gente poder passar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... na nossa or(ação) que nos acorrentará,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... na in(ação) companheira que apascentará, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... no redentor cogumelo de poeira e de sujeira, que&amp;nbsp;surgirá,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;... da&amp;nbsp;hecatombe! que redimirá!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-8804062363583625723?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/8804062363583625723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=8804062363583625723' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8804062363583625723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8804062363583625723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2010/01/fe.html' title='Fé!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/S1SYUO5SUfI/AAAAAAAAAEY/bYltDXK4HCo/s72-c/haiti,+antes+do+terremoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-6148703760617912642</id><published>2009-09-29T14:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T15:21:16.102-07:00</updated><title type='text'>PEC dos vereadores</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SrwGKEK8gyI/AAAAAAAAAEA/sqlY2JDZq1k/s1600-h/pec_vereadores1-200x200.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SrwGKEK8gyI/AAAAAAAAAEA/sqlY2JDZq1k/s320/pec_vereadores1-200x200.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;(suplente de vereador reza durante votação da PEC)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Este homem da fota acima, vestido formalmente, em posição cristã-ocidental, instropectivo em seu agradecimento, estampando uma alegria incontida, é um suplente de vereador de uma comarca qualquer. Encontra-se na ocasião em pleno Congresso Nacional, e sua indisfarçável euforia explica-se pela aprovação da impopular "PEC (projeto de emenda constitucional, instrumento pelo qual altera-se a Constituição do Brasil em assuntos não classificados como cláusulas pétreas, imutáveis) dos vereadores". Pressume-se que sempre que a carta magna de um país for alterada; modificada; mexida ou habilmente violada - o que deveria ocorrer raramente - fosse em explícito, comprovado e irrefutável&amp;nbsp;benefício da sociedade, e, em consequência, do cidadão comum. Evidentemente, não é&amp;nbsp; caso desse arranjo amparado em crescimento demográfico, o qual catastroficamente irá onerar os cofres públicos já tão usurpados. Muitas cidades&amp;nbsp;brasileiras irão "ganhar" novos vereadores com tal aprovação. Hipócritas oportunistas vão dizer frente aos holofotes, que&amp;nbsp;o número atual de vereadores, primeiros representantes em contato direto com a "epiderme social", é insuficiente para atender às necessidades dos citadinos. Puro engodo travestido de civilidade! A felicidade desse futuro edil aí da fotografia só se explicaria por um dos &amp;nbsp;dois&amp;nbsp;supostos motivos: um irremediável&amp;nbsp;êxtase em imaginar os projetos de lei que irá propor em plenário, quando empossado para um cargo que preparou-se muito para exercer abnegadamente em prol de uma parcela de sua comunidade, a qual&amp;nbsp;irá "sentir-se" representada nos próximos anos; ou, uma irresponsável comemoração ao vislumbrar o cargo bem remunerado, que agrega poder ao patrimônio pessoal e financeiro de quem o exerce, com verbas injustificáveis de representação e outras "cosas" impublicáveis. Infelismente, sabemos que eleição&amp;nbsp;transformou-se em "loteria", onde os apostadores marcam seus bilhetes nas urnas já sabendo que irão perder. E oportunistas lançam-se inconsequentemente na aventura excitante , ávidos pelo dinheiro público, com raríssimas exceções. Somente na semana passada filiaram-se&amp;nbsp;a partidos políticos os seguintes nomes: Romário (PSB), o qual declarou estar contente em ingressar no "PSDB"; o "BBB Cléber Bambam",&amp;nbsp;que declarou que o que mais o desagrada em política é a lavagem de dinheiro, já que tem tanta gente precisando; Edmundo (PP); Maguila (PTB); Vampeta (PTB); Popó (PRB); o ator Anfré Gonçalves (PMN); o cantor Sérgio Reis (PR); o cantor uruguaio "Gaúcho&amp;nbsp;da fronteira (PTB)... Ressalto que qualquer cidadão pode e deve (se tiver convicção, boa intenção e coerência) pleitear um cargo&amp;nbsp;político, não pretendo discriminar ninguém, porém, de "boas intenções" maquiando devaneios imorais, já estamos saturados. A atuação do vereador nos dias de hoje é deveras limitada, tanto pela parca matéria sobre a qual é permitido legislar; quanto pelos interesses escusos da maioria. Os Prefeitos, condutores vorazes da "máquina pública", encontram pouquíssima resistência em aprovar seus projetos. Com a "chave" dos cofres públicos nas mãos, formam bases de apoio enormes e desmontam as inconsistentes "oposições", com maneiras - digamos - misteriosas. De certa forma, trata-se da reedição do bi-partidarismo no Brasil, com a base aliada relembrando a antiga ARENA (o partido do sim); e a cambaleante oposição relembrando o MDB (o partido do sim, senhor!). Está difícil sentir a política nos dias atuais, até mesmo&amp;nbsp;por parte dos partidos mais isentos. Um exemplo prático: O Psol - partido que respeito, mas não simpatizo - elegeu uma vereadora combativa e intelectualmente preparada nas&amp;nbsp;eleições de 2004, a qual dentre incontáveis lugares, fez campanha em uma área periférica aqui da cidade de Campinas/SP. A grande maioria das casas em áreas pobres não possui documentação regular, escritura registrada, etc, quando muito, guardam registros de negócios feitos em cartórios impróprios, acreditando ter a posse de documento definitivo e legal. Um pequeno grupo dessa área de favela visitada pela&amp;nbsp;candidata, relatou-me que procurou pela citada vereadora&amp;nbsp;após sua eleição, mas conseguiu falar somente com seu educado assessor, o qual deu explicações plausíveis sobre a "incompetência" para poder solucionar o caso, o qual não era de sua alçada. Indignado, um dos moradoes esbravejou enquanto me relatava o fato: "a vereadora tomou café na minha casa na campanha,&amp;nbsp;e agora não resolve&amp;nbsp;nosso&amp;nbsp;caso". Essas pessoas estão cansadas de explicações, querem ações, e que alguém lhes apontem o caminho e saiba mais sobre suas reais necessidades, além de meras formalidades e discursos vãos. Coincidência ou não, a vereadora não se reelegeu nas eleições seguintes. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;_____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dia desses, caminhava com a companheira por um &lt;em&gt;Shopping Center&lt;/em&gt; de Campinas, quando lembramos da necessidade dela adquirir um compasso para o estudo da Geometria. Dirigimo-nos às papelarias existentes no próprio shopping,&amp;nbsp;para realizar a aquisição. Surpreendentemente, pelo menos para mim, nenhuma delas vendia tal utensílio. Patrícia apelou então para um esquadro, o qual a auxiliaria igualmente na tarefa. Em vão. Transferidor então, nem ouviram falar. Nas paredes das "papelarias" (inclusive uma grande rede) badulaques, futilidades, pequenos minos... Sorte de Gilberto Gil que cantou: "a Bahia já me deu, graças à Deus, régua e compasso..."&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-6148703760617912642?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/6148703760617912642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=6148703760617912642' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6148703760617912642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6148703760617912642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/09/pec-dos-vereadores.html' title='PEC dos vereadores'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SrwGKEK8gyI/AAAAAAAAAEA/sqlY2JDZq1k/s72-c/pec_vereadores1-200x200.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-2407330403708448592</id><published>2009-09-21T09:30:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T09:52:54.104-07:00</updated><title type='text'>Sobre dores e amores!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SrelkVKbpYI/AAAAAAAAAD4/HyDPslocefM/s1600-h/3231002750_1e50d8277b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SrelkVKbpYI/AAAAAAAAAD4/HyDPslocefM/s320/3231002750_1e50d8277b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;... &lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Algumas pessoas que passaram em minha vida - de importâncias e em circunstâncias diferentes - eram unânimes em ressaltar uma pseudo qualidade: a facilidade em traduzir a vida, essa mesma, pessoal e cotidiana; desvelando tabus familiares; cauterizando feridas; aplacando mágoas indeléveis; explicitando a dor alheia; pontuando "pontos de vista" conflitantes, os quais alicerçam razões equivocadas que acreditamos ter. E, por essas "verdades absolutas", de que nos julgamos portadores, despendemos toda nossa força para sustentá-las, persistindo inconscientemente no erro, perpetuando a malquerença. O poeta indagou em uma de suas canções: "prá onde vai o amor, quando o amor acaba?" E respondeu complacentemente em outra composição: "...amores serão sempre amáveis!" Isso leva-nos a crer na consciência derradeira, em um sentimento superior e final, que - mesmo após fúrias, revanches, insanidades - poupará a consequência inocente do irresponsável ato de nos relacionarmos. Ressalto também, que apesar de outra&amp;nbsp;expressão&amp;nbsp;ser muito usada pelos poetas, a desprezo completamente. O (para mim) paradoxal clichê: "o amor e o ódio se irmanam". O ódio é excludente, frágil, egoísta, covarde e induz ao erro, e quase sempre, atinge somente quem o emana, particularmente, o ignoro! A dor que sinto, cortante, lenta e cotidiana, é a dor que divido com João Caetano. A mesma dor que atinge João Pedro. A que alcança Maria Clara e seu irmão com nome de poeta, o qual nem conheço. A dor que encontra amparo e se estanca nos frágeis ombros de Heitor, que nem sabe que carrega esse nome forte prá suportar e dividir com seu pai - mesmo inconscientemente - tudo o que a vida insiste em machucar lancinantemente, portando-se bravamente, citando o nome de seus irmãos, como se convivesse com os mesmos. Mas, quem irá traduzir a vida e "trazer à luz", espíritos opacos e obscurecidos. O poeta também disse: "... a dor da gente não sai no jornal". Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;_____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Patrícia&lt;/strong&gt;, se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse o sonho dentro de mim, e vivesse na escuridão...&amp;nbsp;&amp;nbsp;Obrigado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-2407330403708448592?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/2407330403708448592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=2407330403708448592' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2407330403708448592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2407330403708448592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/09/sobre-dores-e-amores.html' title='Sobre dores e amores!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SrelkVKbpYI/AAAAAAAAAD4/HyDPslocefM/s72-c/3231002750_1e50d8277b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-5847730965796973821</id><published>2009-09-01T15:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T14:34:20.768-07:00</updated><title type='text'>Política, para mim!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sp2cW7N9qxI/AAAAAAAAADw/FMaonvLbOTc/s1600-h/7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376625447817554706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sp2cW7N9qxI/AAAAAAAAADw/FMaonvLbOTc/s400/7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Suplicy, conversando com moradores da comunidade "Olga Benário")&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...tenho grande temor quando vejo a maioria da população jovem do Brasil, ignorando e negligenciando a política, individualizando egoisticamente sua conduta, alienando-se em entretenimentos vazios, assistindo a tudo sem postura crítica, acostumando-se a escândalos e malversação do bem público, com lamentável apatia. Realmente não compreendo quando pessoas descrevem seu perfil no site de relacionamentos "Orkut", no item que questiona sua participação política, assinalando a opção "apolítico" (como se isso fosse possível), orgulhando-se e procurando eximir-se de qualquer culpa pelo mal andamento de nosso país. Admito que é muito difícil não desanimar e capitular frente a tantas más notícias, discursos demagógicos, práticas escusas. Nunca os políticos se pareceram tanto, e é raro destacar matizes que fujam do cinza dos nossos representantes em todas as instâncias. O ateniense Péricles discursou com orgulho aos seus concidadãos, após a guerra do Peloponeso: "Nós somos o único povo a pensar que um homem alheio à vida política, não deve ser considerado como um cidadão tranqüilo, mas como um cidadão inútil".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escrevi as palavras acima, neste mesmo espaço, em fevereiro de 2008, em um texto intitulado "Política, prá que"? Apoio-me nelas para tentar justificar a recusa em não rabiscar sequer palavra sobre Sarney , crise das casas legislativas, etc... Agradeço aos elogios que chegaram em meu e-mail, agregados à pedidos de pronúncia sobre o tema acima citado. "Sapecar tinta" - expressão usada por um jornalista amigo - e escrever sobre o tema, parece-me redundante no momento. Seria apenas mais um a apontar o óbvio da roubalheira generalizada e herança colonial de usurpação do público pelo privado. Sinto-me mais útil tentando "sentir a política", não esmorrecer e não aliar-me a argumentos ingênuos e irresponsáveis sobre fechamento de casas legislativas, volta de ditaduras e outros desvarios. Prefiro, sinceramente, discutir em nível não especializado e relatar o que percebo como cidadão comum sobre política partidária, partindo de minhas próprias impressões e experiências pessoais. Tento responder para mim, os questionamentos que me chegam, tais como: o que vale à pena em política hoje em dia, para que serve eleições... Possuo um passado de fidelidade às minhas convicções políticas, sempre apoiei, debati e votei no mesmo partido político. Nunca lancei mão do "voto útil" mesmo para evitar que um mal caráter qualquer ganhasse alguma eleição. Mas sinto-me como o amigo, no belíssimo texto publicado por Roberto Barbato Jr., "Homem não chora", em seu blog "Lápis Impreciso": &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Lembro-me de ter lido, no início da década de 1990, a entrevista de um jornalista que estava prestes a assumir um cargo público em São Paulo. Seu pai, àquela época já falecido, foi um comunista bastante ativo. Costumava dizer aos filhos (um dos quais, filósofo marxista) que quando alguma coisa estivesse errada, seria preciso olhar em direção ao Kremlin. Um dia, o jornalista resolveu romper com o comunismo. Abandonara as convicções que sempre deram sentido à vida do pai. Ideologicamente, distanciou-se dele e do irmão. Na entrevista, o tal jornalista contou que tivera um sonho bastante significativo a respeito de seu rompimento com as tendências de esquerda: num quarto branco, sóbrio, sem cores, ele levantava o pai pelo colarinho e gritava:- Você me enganou! Você me enganou!O pai, provavelmente ciente de que escolhemos ideologias por afinidades e devemos recusá-las quando desejamos, apenas respondeu:- Homem não chora! Homem não chora! Hoje, quando olho para trás, relembro minhas opções políticas sem arrependimento. Mas, quando vejo que os representantes que ajudei a eleger servem para perpetuar o que há de mais atrasado na política brasileira e ainda reivindicam o monopólio da moralidade pública, confesso que tenho vontade de chorar. É nessas horas que lembro da lição do velho comunista: homem não chora!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acho esse texto elucidativo o bastante, o que dispensa maiores explicações. Então, voltemos para o que se tornou a política atual depois do fim das ideologias, dos partidos políticos independentes, da fidelidade partidária sem ameaça judicial, das discussões escrupulosas e utópicas, das formações de careteres juvenis, etc. Percebo a política atual como mera troca de interesses escusos; más intenções; aplicação de meios injustificáveis e inaceitáveis para atingir fins, deixando um rastro de sujeira no meio do caminho. Tudo foi nivelado pelo mais rasteiro patamar, dos representantes públicos ao eleitorado. A sensação que posso compartilhar é a de que tudo se individualizou, os membros de nossa comunidade buscam uma recompensa pessoal para cada ato. A contrapartida que cada um exige para qualquer atitude que transpasse os limites de sua residência é egoísta e limitada, uma sociedade de consumo que perdeu o freio e desce ladeira abaixo rumo ao interesse escuso. Nas últimas eleições municipais fui procurado por uma candidata à vereadora que - incensando meu conhecimento político - pediu o meu apoio em sua campanha. Não me fiz de rogado e firmei uma permuta, à moda da política moderna, e pedi subsídios para um projeto social que almejo realizar há tempos, em troca do tal apoio. Andei por todos os bairros da cidade de Campinas, e a experiência foi enriquecedora. Conversei com pessoas de todos os níveis por cerca de quatro meses e atesto que a visão política atual individualizada é desconhecida do público em geral. As pessoas não têm convicções claras de representação política e não se sentem representadas de fato por ninguém. Votam por pequenos mimos; por escracho; para ver alguém pobre e humilde prosperar; por se enganar quanto à trajetória e caráter de postulantes que o marketing político encobre habilmente; por culto à pseudo celebridades; e raramente, por certeza da representação satisfatória. Porém, apesar desses equívocos o povo permanece sábio, e no fim das quase infindáveis e gratificantes conversas eu ouvia o insofismável argumento de que qualquer um que caísse no "ninho de serpentes" das casas legislativas, não teriam força para mudar sozinhos o status quo. Poderia ficar por horas relatando experiências sobre essa empreitada e constatando que, no "acomodar das abóboras" o povo está cansado de engodos, e desgastado demais com tanta decepção. Contudo, particularmente, continuo persistindo, acreditando no imponderável, aliando utopia com coisas concretas, buscando o equilíbrio de forças. Há alguns dias, uma favela da zona sul paulistana foi desapropriada e as famílias foram literalmente jogadas ao relento. O escritor Ferréz iniciou uma luta inglória para viabilizar alento àquelas pessoas (o que pode ser melhor relatado em seu blog, "linkado" aí ao lado), e, buscando todo tipo de ajuda possível, telefonou para o senador Eduardo Suplicy, o qual chegou ao local em 40 minutos, dirigindo um veículo FIAT/DOBLÔ, fazendo os desalojados "sentirem" a política da forma como sinto atualmente. Da única forma que interessa e vale à pena, "lutando contra o Leviatâ", e levando conforto a quem precisa. O resto é desprezível e vil, como todo mundo já conhece. Um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-5847730965796973821?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/5847730965796973821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=5847730965796973821' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5847730965796973821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5847730965796973821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/09/politica-para-mim.html' title='Política, para mim!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sp2cW7N9qxI/AAAAAAAAADw/FMaonvLbOTc/s72-c/7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-9021909921621274298</id><published>2009-08-26T14:45:00.001-07:00</published><updated>2009-08-27T11:59:08.736-07:00</updated><title type='text'>Contadores de histórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SpWttjkGVPI/AAAAAAAAADo/DuDSxMLLvKE/s1600-h/Roberto_Carlos_revista_afro.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374392728488924402" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SpWttjkGVPI/AAAAAAAAADo/DuDSxMLLvKE/s400/Roberto_Carlos_revista_afro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há poucos dias (exatamente há dez dias) completei os emblemáticos 40 anos de vida, e dentre reflexões, pensamentos, melancolias, agradecimentos e afins, percebi que realmente o espírito torna-se mais maleável com o conhecimento adquirido ao longo dos anos, e as costas calejam, invariavelmente, com as "pancadas da vida". Justamente em meio a esses desvarios, defronte ao painel que indicava as opções de minha arte preferida, resolvi dar uma chance ao "mago", pelo qual nutri uma antipatia intrinsica por anos. Explico, chamou-me a atenção o título do filme "Verônika decide morrer", mas quando li a sinopse e atentei-me para o fato da película ser uma adaptação de um livro do badalado Paulo Coelho, fui acometido por uma "catatonia" instantânea. Recordando a data festiva (40) e o desgastado brocardo: "a vida começa aos quarenta", decidi por de lado um suposto preconceito, ignorar uma intuição inata que repele os oportunistas e relembrar algumas composições que o "alquimista" fez em parceria com o ídolo de sempre Raul Seixas, e aceitei o desafio. Ao final do filme, conclui que se Veronika decidir morrer, realmente morrerá: de tédio. O velho "dom Paulete", como se referiu um dia Raul Seixas ao seu amigo continua o mesmo das colunas sobre fábulas - quase sempre orientais - com seus finais felizes que invariavelmente nos remete ao redundante &lt;strong&gt;&lt;em&gt;moral da história&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;... que publica em alguns jornais. Soube ao sair do cinema que este filme foi indicado a uma categoria do Oscar americano (só poderia ser mesmo), e aumentei minha indignação. A obra trata-se de uma armadilha de clichês e más interpretações, atenuados pela beleza da protagonista Sarah Michelle Gellar, que desponta em meio ao feio e evidente lugar comum da previsibilidade. Reflito sobre a quantidade de livros vendidos por Paulo Coelho; do seu sucesso na Europa e Estados Unidos; de sua petulância em postular um lugar na Academia Brasileira de Letras, mas, resigno-me frente aos fatos. Não tem como negligenciar o momento de carência, medo e ignorância pelo qual a sociedade contemporânea atravessa; e à lembrança de que José Sarney assenta seu traseiro em uma das cadeiras da ABL (embasado por seus "Marimbondos de Fogo"), onde já sentou-se Machado de Assis. Também assisti na semana passado ao filme "O contador de Histórias", que aborda a vida de Roberto Carlos Ramos (foto acima), o qual - por uma singela ingenuidade de sua genitora - passou a infância na famigerada FEBEM, e só teve sua tragetória de desventuras e agruras modificada por cruzar - em um momento de sua vida - com a francesa Margherit Duvas, que o alfabetizou e o levou para a França, de onde voltou para ensinar na própria FEBEM, e tornar-se, porteriormente, o maior contador de história do mundo. Esse filme - se comparado ao adaptado do livro do "mago" tinha tudo para cair no oceano de clichês, porém, sobrevive com galardia, e nos oferece uma obra com recursos lúdicos que descrevem com leveza, uma trama tão ácida. Essa, ao meu ver, é a diferença entre contadores de histórias e contos-do-vigário (ou do mago). E saber diferenciá-los (apreciá-los ou repelí-los) vai da ótica e intenção de cada um. No final do filme "Verônica decide morrer" um psiquiátra desvela toda a saturada trama ao revelar que mentiu sobre uma suposta doença terminal que a protagonista acreditava ter. Mentiu para que ela desse o verdadeiro valor a cada dia de sua vida e o vivesse como se fosse o último. Não precisava faltar com a verdade, à moda do mago, para dar o devido valor à vida, bastava mergulhar no universo dos adolescentes da FEBEM, como fez a francesa na vida de Roberto Carlos Ramos, denotando assepcia e dignidade à obra e à própria vida, atitudes tão em falta no nosso cotidiano. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-9021909921621274298?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/9021909921621274298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=9021909921621274298' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/9021909921621274298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/9021909921621274298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/08/contadores-de-historias.html' title='Contadores de histórias'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SpWttjkGVPI/AAAAAAAAADo/DuDSxMLLvKE/s72-c/Roberto_Carlos_revista_afro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-6687786709891101568</id><published>2009-07-09T14:53:00.000-07:00</published><updated>2009-07-10T14:56:15.625-07:00</updated><title type='text'>Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sle28P-7QxI/AAAAAAAAADg/RHGB0UvERvY/s1600-h/balancajusticadr2ox.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356951427979363090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sle28P-7QxI/AAAAAAAAADg/RHGB0UvERvY/s400/balancajusticadr2ox.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há aproximadamente quinze dias, foi noticiado nos jornais "Correio Popular" e "Diário do Povo" de Campinas/SP o seguinte acontecimento: um morador de rua foi agredido violentamente por um estudante de medicina (o qual estava acompanhado por mais dois amigos e fugiu logo após a covardia, em um veículo AUDI/A3), na saída de um &lt;em&gt;shopping&lt;/em&gt;, porque - segundo o próprio agressor, &lt;em&gt;ele não gostou do modo como o pedinte olhou para ele&lt;/em&gt;. Posteriormente localizado e encaminhado a uma Delegacia de Polícia, o estudante "esclareceu" que cometeu o ato de selvageria porque aquele mendigo &lt;em&gt;"não acrescentaria nada à sociedade, no futuro",&lt;/em&gt; sendo liberado em seguida. Recordo-me de um providencial texto de Marina Colassanti, intitulado "Uma Crônica", o qual nos desperta para o fato de que a gente &lt;em&gt;se acostuma&lt;/em&gt; a certos acontecimentos em nossa vida, mas &lt;em&gt;não deveríamos&lt;/em&gt;. As reiteradas notícias padronizadas que nos chegam sobre esse tipo de canalhice (do índio Galdino - confundido com um mendigo - queimado em Brasília; à empregada doméstica violentamente espancada no Rio de Janeiro - segundo seus agressores - confundida com uma prostituta), são sempre protagonizadas pelos filhos da classe média alta, motivados pelo mesmo desprezo aos seres humanos menos favorecidos. Assistimos ao noticiário, ficamos estarrecidos por alguns minutos e voltamos ao nossos afazeres, aguardando à próxima novidade macabra. Relegamos a gravidade dos atos cometidos por esses biltres à fatos corriqueiros e continuamos injustos, nos tornando insensíveis. Façamos um exercício de reflexão e desconstrução das notícias frias e superficiais contadas pela grande imprensa sobre esses inaceitáveis crimes cometidos e tratados como "curiosidade", à partir desta agressão ocorrida aqui em Campinas. O referido shopping está instalado em uma área nobre, e é frequentado por pessoas abastadas que tiveram as melhores oportunidades (estudo particular; convênio privado de plano saúde; boa alimentação; segurança pública que funciona...). O estudante agressor frequenta uma faculdade de medicina &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;pública&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de alta qualidade - onde as pessoas bem nascidas acima citadas têm acesso. Os mais pobres pagam por faculdades privadas de qualidade questionável (comprovadamente inferiores às públicas) e ainda seus impostos, os quais sustentam a universidade pública do &lt;em&gt;playboy&lt;/em&gt;. Depois de medicado, apurou-se que o suposto mendigo agredido adentrou a pararia do shopping, consumiu e pagou com cartão de débito, apresentando inclusive ticket comprobatório. Falando um pouco de sua vida afirmou que frequentou até o quarto ano de direito em uma faculdade &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;privada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de ensino superior, não a concluíndo por falta de recursos. O beócio estudante de medicina, assim que se formar, certamente trabalhará em hospitais públicos ou em alguma clínica - da profusão de convênios médicos menores - que visam as classes "C" e "D", agora interessantes pelo recente poder de compra adquirido, atendendo justamente a pessoas que - segundo ele - "&lt;em&gt;não acrescentarão nada a sociedade futuramente&lt;/em&gt;". O crime de lesão corporal dolosa (a agressão) será apurado pelo Distrito Policial da área, onde cabe outra reflexão. Até alguns anos atrás, Campinas possuía doze distritos policiais, e estudos para a eminente instalação de outros para suprir a carência de segurança pública. Áreas carentes como a região do Jd. São Marcos e do Terminal Campo Grande seriam as próximas beneficiadas pelo governo estadual, existindo até uma frágil iniciativa da instalação de uma delegacia na primeira área citada, mais precisamente no bairro "Recanto da Fortuna", até hoje não concluída. Os mais abastados se "anteciparam" e viabilizaram a instalação do 13o. Distrito Policial no coração da área nobre, a qual inclui o tal shopping, e a casa do playboy agressor, em detrimento da eterna espera dos mais pobres das áreas críticas e violentas. Abstraindo a inconsistência do argumento, e tentando enxergar pelo prisma do descelerado estudante de medicina, ignorando que um mendigo é ser humano, que as pessoas merecem respeito, e outros "ensinamentos" que certamente recebeu de seus pais; imaginemos o mesmo fato invertendo os personagens. O "mendigo" seria execrado publicamente, condenado pela justiça e pela opinião pública, e o fato teria uma repercussão bem maior que a atual. Órgãos de imprensa bradariam que a vilência estaria atingindo níveis alarmantes, que isso não poderia continuar acontecendo, e comandantes da força policial seriam entrevistados. É pertinente citar que a revista "Caros Amigos", do mês de maio/2009, tráz como matéria de capa, uma reportagem sobre "&lt;em&gt;Por que a justiça não pune os ricos&lt;/em&gt;" (pág.13). Para auxiliar e enriquecer nosso debate, reproduzo um trecho que explicíta a opinião do juiz criminal Sérgio Mazina sobre o tema: &lt;em&gt;"... a justiça brasileira é constituída para não ser popular. Em sua avaliação, desde a formação da legislação, há uma preocupação muito maior com a preservação patrimonial em detrimento da integridade física. Isso constribui para a criminalização das camadas mais baixas da população, mais propensas - por sua condição social -  a cometerem delitos contra o patrimônio. O Código Penal Brasileiro criminaliza a pobreza&lt;/em&gt;". Colassanti, ainda diz em seu belo texto: &lt;em&gt;"A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto se acostumar, se perde de si mesma!&lt;/em&gt; Um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-6687786709891101568?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/6687786709891101568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=6687786709891101568' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6687786709891101568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6687786709891101568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/07/eu-sei-que-gente-se-acostuma-mas-nao.html' title='Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sle28P-7QxI/AAAAAAAAADg/RHGB0UvERvY/s72-c/balancajusticadr2ox.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-8908559004109222940</id><published>2009-06-28T11:48:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T17:25:32.399-07:00</updated><title type='text'>Michael</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SkkxeM_k8CI/AAAAAAAAADY/jw2J8MyK1xQ/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352864027060269090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 119px; CURSOR: hand; HEIGHT: 119px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SkkxeM_k8CI/AAAAAAAAADY/jw2J8MyK1xQ/s400/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Lembro-me de um trecho do livro "Pergunte a quem conhece", do &lt;i&gt;rapper&lt;/i&gt; Thaíde, onde o mesmo relata sua trajetória, e um determinado momento especial que se sucedeu em sua pré-adolescência. Thaíde nos remete a um dia de total letargia onde assistia televisão descompromissadamente em seu barraco, ao lado da família, quando inesperadamente surgiram na tela do humilde televisor, alguns negros americanos dançando uma dança esquisita (break), no programa do jornalista Goulart de Andrade. Desse dia em diante, passou a frequentar a estação do metrô "São Bento" em São Paulo, a imitar os dançarinos e a buscar avidamente mais informações sobre o &lt;i&gt;hip-hop. &lt;/i&gt;Nunca mais parou, tornando-se um dos ícones da cultura periférica brasileira. Recordo-me deste fato porque foi de forma muito parecida que tive o mesmo contato inicial com o maior ídolo pop da minha geração. Tudo o que "apreendíamos" era através da televisão, numa remota pré-adolescência no interior paulista. Numa madrugada perdida, ainda criança, assiti a um filme melodramático, sobre a amizade de um garoto com um ratinho, só para ouvir a musica &lt;em&gt;Ben&lt;/em&gt; de Michael Jackson. E, anos mais tarde - no início dos anos 80, surge aquele cara cantando afinadamente e dançando de forma surpreendente. Eram tempos pós "Panteras Negras", de uma incipiente fase do genuíno ritmo &lt;em&gt;funk soul&lt;/em&gt;, com os concursos de equipes de danças, e posteriormente a chegada do &lt;em&gt;break&lt;/em&gt; . Michael, de forma contundente, limpou, lustrou e agregou assepcia àquela irreverente maneira de expressão, transformando os vídeos-clipes (massantes e relegados a 2ª classe de divulgação) à arte final dos discos em vinil recém-lançados. Desde os 8 anos de idade, Michael dirigia seus irmãos na imperdível obra do grupo &lt;em&gt;Jacksons Five&lt;/em&gt;, e no auge de sua carreira nos levou ao êxtase com trabalhos como &lt;em&gt;Thriller, Beat it, Billie Jean&lt;/em&gt;, etc. Era também o autor da música &lt;em&gt;We are The World, &lt;/em&gt;tema de um clip estrelado por vários artistas americanos. Sua obra e seu talento eram incontentáveis, e poderia ficar por horas citando genialidades do cantor, compositor e dançarino - que criava coreografias e não perdia o frescor da música negra contundente e contagiante. Para mim foi uma perda irreparável (não como força de expressão, pois todas as perdas são irreparáveis), mas com convicção de que certas figuras não deveriam sair do nosso meio nunca. Atentem-se para o paradoxo de que certas figuras tachadas como desajustadas, trazem o equilíbrio necessário para a nossa vida em sociedade. Particularmente, até me irritava com algumas declarações de Clodovil Hernandes, mas, em contrapartida, adorava quando ele - às vezes ingenuamente - dizia verdades que não temos coragem de dizer, ainda mais em plenário, como a irrefutável de que Maluf é ladrão. Renato Russo declarou em um momento de maturidade que viver nosso momento cultural era deveras pesado para ele, e nos deixou dezenas de reflexôes em forma de letras musicais. Cazuza levou uma curta, intensa e conturbada vida, e mais nos ajudou do que foi feliz, ao retirar por vezes o manto da hipocrisia que nos cobre e nos abafa. Como não associar os dramas pessoais de Jackson, com a questão do racismo, cruel e excludente, que canalhas não cansam de ignorá-la. A imprensa mundial desconstruiu a imagem do ídolo com inúmeras exposições de sua vida pessoal e suas excentricidades (a famosa bolha onde instalou-se por alguns dias; a tentativa de congelamento; as acusações de pedofilia; a mutilação do próprio corpo; os casamentos; os filhos; etc.), porém, não resvalaram na infância sofrida, na sociedade americana que avassala a vida dos mais sensíveis, que não têm tanta estrutura para suportar. Michael, não gostava de sua imagem, tinha obcessão por embranquecer sua pessoa, e segundo familiares, tinha dificuldade em olhar-se no espelho. Não era louco, e sim vítima de uma cultura de massa que cultua o branco, o &lt;em&gt;clean. &lt;/em&gt;Talvez não tivesse a consciência que os anos 80 foram anos difíceis para afro-descendentes, e que sua música contribuiu muito para superá-los, e começar a resistência no início dos 90 com o &lt;em&gt;rap&lt;/em&gt; do Racionais, Thaíde e suas consequências. Gilberto Gil cantou: "Bob Marley morreu, porque além de negro era judeu; Michael Jackson ainda resiste, porque além de branco ficou triste!" Não mais, Michael, descanse em paz! Um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-8908559004109222940?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/8908559004109222940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=8908559004109222940' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8908559004109222940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8908559004109222940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/06/michael.html' title='Michael'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SkkxeM_k8CI/AAAAAAAAADY/jw2J8MyK1xQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-5323776476752816615</id><published>2009-03-03T10:56:00.000-08:00</published><updated>2009-03-10T15:27:53.441-07:00</updated><title type='text'>Capitães da Areia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sa19q4cQKBI/AAAAAAAAADQ/0uBwTAIKoXU/s1600-h/66330_~1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309037711398545426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sa19q4cQKBI/AAAAAAAAADQ/0uBwTAIKoXU/s400/66330_~1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Neste final de semana passado, li o livro "Capitães da Areia", do escritor Jorge Amado. Não consegui parar de lê-lo desde as primeiras linhas. É impressionante como essas coisas se repetem em minha vida, sempre que tudo "está que é só escombros", alguma idéia ou boa leitura aparece como por encanto e me arrebata, levando à reflexão. Por mero acaso esse livro veio parar em minhas mãos. Veio através de minha mulher Patrícia, uma legítima "Capitã da Areia", que certamente não tinha a consciência da obra que carregava. Lera apenas as trinta e seis páginas iniciais e dissera-me com convicção: "estou achando esse livro a sua cara". Como não tenho conseguido dormir regularmente, cerrei os sentidos para as maldades cotidianas, para a fome e para a desesperança, e degustei o citado livro até o final, com um inevitável "nó na garganta". Um turbilhão de lembranças me acompanharam durante a leitura, numa estranha catarse. Lembrei-me da infância difícil e rude dos meus pais; das injustiças sociais; do poder infindável das elites e seu aparato para manter tudo obtuso como está, há séculos, nessa nossa iniqua e desleal sociedade. Lembrei-me do terrível percalço que se passou comigo, e de como me fechei para tudo que estava desmoronando (perda de trabalho, de minha casa, de minha dignidade) e escrevi meu livro em seis meses, porque segundo Clarice Lispector: existe o direito ao grito! Lembrei-me da vocação de minha irmã mais velha para a justiça social. De quando ela leu esse mesmo livro, há aproximadamente vinte e cinco anos atrás - o qual deve estar até hoje na estante da casa de meus pais - e ficou radiante, com o ímpeto de querer mudar alguma coisa, com a excitação e alegria que os livros sempre trouxeram a ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sei explicar o motivo, talvez seja pela comodidade de conhecer sua obra através das adaptações para cinema e televisão ("Gabriela Cravo e Canela"; A morte e a morte de Quincas Berro-D´água"; "Dona Flor e seus dois maridos"; "Tenda dos milagres"; "Tereza Batista cansada de guerra"; "Pastores da noite"...), mas o fato é que eu nunca tinha lido um livro do escritor Jorge Amado. Recordei-me de alguns velhos comunistas como Niemayer, Kfouri e o próprio Jorge Amado, e seus nobres ideais. Dos meus amigos petistas pré-poder, verdadeiros revolucionários, e seus desencantos com a política atual. E de como as relações humanas tornaram-se mesquinhas, oportunistas e sórdidas. Como pode, em uma sociedade que supostamente evoluiu e aperfeiçoou-se, os problemas, mazelas, negligências, injustiças, vilanias, hipocrisias e descasos sociais abordados nesta bela obra escrita em 1937, estarem tão atuais. Não sou excessivamente religioso, mas é até compreensível a sucessão de tragédias que mancham os noticiários diariamente. Chega a provocar náusea a encenação política em todas as esferas do poder público; a letargia do "populacho" cada vez mais alienado pelos órgãos de imprensa e entretenimento; e a mera catalogação de tudo isso pelos pesquisadores acadêmicos, no mundo universitário apartado da realidade. Existe nesse momento, uma legião de menores abandonados nas ruas das cidades brasileiras. Cruzamos com eles todos os dias. Nossa sociedade hoje é mais grave e mais complicada. Negligenciamos demais nossas crianças e é inimaginável uma solução imediata e eficáz. Pode parecer clichê para alguns, mas o problema está aí, e as consequências são diárias. Os poucos "Capitães da Areia" que conseguiram algum alento para suas vidas na ficção, hoje fracassariam. Quem manda é o mercado, o qual comprou o sindicato, o partido político, as artes, e enquadraria até o bando do temido cangaceiro "Lampião", que no livro é um verdadeiro herói para um dos meninos penitentes e abandonados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No final do livro, Zélia Gattai (mulher de Jorge Amado), confidenciou que o autor, quando escreveu essa obra, foi dormir com os meninos no trapiche para conhecer os detalhes e adquirir um "olhar de dentro". Falta-nos comprometimento e coragem. Fiquemos com os vagos discursos. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;_____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Patrícia, terminei de ler o livro meu amor, queria lê-lo para você, que é uma verdadeira "Capitã da Areia", minha guerreira! Nada é justo nesse mundo. Dá até medo de viver. Tá tudo dominado pelas elites, e nossa chance é mínima. Somos mais que tudo isso, mas, não basta. Te amo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-5323776476752816615?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/5323776476752816615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=5323776476752816615' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5323776476752816615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5323776476752816615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/03/capitaes-da-areia.html' title='Capitães da Areia'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/Sa19q4cQKBI/AAAAAAAAADQ/0uBwTAIKoXU/s72-c/66330_~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-4200570057151948213</id><published>2009-01-28T12:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T13:28:27.588-08:00</updated><title type='text'>Seguro Desemprego</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SYDM-XF1enI/AAAAAAAAADI/fm-7_6DLaXY/s1600-h/232055.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296458533510150770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SYDM-XF1enI/AAAAAAAAADI/fm-7_6DLaXY/s400/232055.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma discussão que ocorre por esses dias entre o Governo Federal e as principais Centrais Sindicais à respeito do seguro-desemprego, chama minha atenção pelo grau de cidadania (ou pela falta dela) em nossos dias, e como, às vezes, nos igualamos a quem tanto criticamos. As partes acima mencionadas pretendem elevar das atuais cinco para doze as parcelas a serem pagas a quem estiver desempregado. Porém, o Ministério da Fazenda, cumprindo com sua obrigação desanconselhou tal empreitada, alegando que o fundo que sustenta o seguro-desemprego deve apresentar déficit nos próximos anos, mesmo se mantidas as parcelas atuais. Ou seja - assim como a Previdência, esse serviço social também corre o risco de entrar em colapso futuramente. Recordamos com facilidade os tantos "assaltos" aos cofres da previdência, com seus "esquemas", "fantasmas", "Georginas" e tantos outros, e também do dinheiro imediato oferecido pelos governos quando instituições bancárias necessitam serem "salvas". Mas, surpreendentemente, quando trata-se de socorrer o trabalhador, os órgãos financeiros e econômicos cumprem seu papel de evitar um desajuste (muitas vezes motivados por fins eleitoreiros). Mas, por que razâo se omitem quando trata-se de evitar a quebra de um banco ou qualquer outra instituição econômica? Ou são silenciados à força pelo sempre coercitivo poder político, sempre altivo, poderoso, impune e livre de explicações pláusíveis. De certo, surgirão infindáveis explicações acadêmicas para os argumentos deste humilde blogueiro, mas - do alto de minha impaciência - darei as costas a todas elas. Se são tão sapientes em elucidar os nós da "coisa pública", resolvam essa equação para nós "coisas também públicas". Quanto custa pegar um ônibus, metrô, trem todos os dias para procurar trabalho; quanto tempo uma sola de sapato conserva se você o fizer à pé; e uma refeição entre uma procura e outra; e um curso de especialização; cópias de documentos; pagamentos para que seu &lt;em&gt;curriculum&lt;/em&gt; fique por um tempo nos cadastros das agências de emprego; no aperitivo que você tomará para poder encarar sua família e mentir que está quase acertado em um emprego; na calça e camisa da promoção para parecer "apresentável ao novo empregador; etc? Nunca fui de "acender uma vela à Deus e outra ao Diabo", por isso, critico sempre qualquer conhecido que protela a entrega de sua Carteira de Trabalho" ao novo empregador, porque pretende receber as parcelas do seguro-desemprego (agregadas ao novo salário) mesmo estando empregado. Isso é falta de cidadania, e se igualar da mesma forma a quem te governa e privilegia os abastados em detrimento dos necessitados. Você que utiliza esta prática, não está levando nenhuma vantagem, pelo contrário, apenas enganando a si mesmo, porque o buraco meu irmão, é muito lá em cima. Um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-4200570057151948213?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/4200570057151948213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=4200570057151948213' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/4200570057151948213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/4200570057151948213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/01/seguro-desemprego.html' title='Seguro Desemprego'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SYDM-XF1enI/AAAAAAAAADI/fm-7_6DLaXY/s72-c/232055.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-7749355797079728944</id><published>2009-01-16T10:36:00.000-08:00</published><updated>2009-01-17T11:55:16.715-08:00</updated><title type='text'>Leonera</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SXIvYQWtY3I/AAAAAAAAADA/RJDLnBenjY8/s1600-h/leonera-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292344605867336562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SXIvYQWtY3I/AAAAAAAAADA/RJDLnBenjY8/s400/leonera-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com o filme "Leonera", o cineasta argentino Pablo Trapero não apenas produz uma bela obra, como - de maneira sutil (evita com sucesso qualquer possibilidade de denúncia) - consegue abordar temas ácidos, nos remeter à reflexão e desnudar de forma surpreendente o (muito parecido com o nosso) sistema carcerário feminino argentino. A história gira em torno de uma mulher que desperta cheia de sangue. Ela descobre que algo muito grave aconteceu em sua casa e dois homens (seu namorado e o amigo dele) se encontram desfalecidos e cheios de golpes de facas. Ela vai para a prisão, acusada de matar um deles. Mas está grávida e é encaminhada a um pavilhão somente para gestantes e detentas com filhos menores de quatro anos. No início, com uma gestação de aproximadamente três meses, tenta interromper a gravidez, porém, vai se acostumando com a idéia de conceber uma criança na cadeia, em situação higiênica precária e sem educação oficial. Com a ajuda de uma detenta que torna-se sua amiga e amante (Marta), a qual também cria suas crianças no presídio, desperta um incrível e comovente instinto maternal e luta com todas as forças para criar seu filho atrás das grades. Confesso que já assiti a inúmeros filmes sobre o sistema prisional masculino, a até o excelente documentário que aborda o cotidiano de mulheres de detentos nas horas que antecedem os dias de visita ("Do lado de fora"), porém, nunca a uma obra que retratasse com tanta perfeição e crueza o dia-a-dia de instituições prisionais femininas. A personagem principal, com o desenrolar da trama, passa pelos percalços e mazelas que todo indivíduo é submetido quando relegado ao vazio do cárcere (violência, depressão, falta de entendimento, abandono estatal, etc.), porém, o grande paradoxo para mim é a explicitação da suposta fragilidade feminina, confrontada com a solidariedade, resistência, perseverança... Imagino o universo feminino com suas alterações hormonais, cuidados especiais, em um ambiente prisional insalubre, gerando um filho ou cuidando do mesmo até os quatro anos de idade, para em seguida, cumprir uma ordem judicial e entregá-lo para a família ou instituição oficial. À época da instalação da CPI do Sistema Carcerário, escrevi em um &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; neste blog que temia pelo fracasso dos trabalhos parlamentares diante de tema tão delicado e carente de providências pontuais. E, de fato, apesar da exposição positiva dos absurdos jurídicos cometidos e da mera expiação dos supostos infratores às leis penais, o cerne do problema não foi sequer resvalado: qual o objetivo de nossa sociedade com o encarceramento em regime fechado de quem está sendo investigado ou fora condenado criminalmente? A prisão representa a total depressão dos direitos de um cidadão, e causa uma mácula irreversível à sua pessoa, e à estrutura de sua família, portanto, o motivo para tal constrangimento e violência deve vir agregado a um "caminhão" de motivos nobres, tais como os hipócritas e desgastados termos usados habitualmente: recuperação, reeducação, reinserção social, ressocialização, e outros "res". Neste exato momento, centenas de mulheres estão cumprindo suas penas nos calabouços estatais, algumas com suas barrigas salientes ou crianças à tira-colo. Independentes dos crimes que tenham cometido, quem as mantém em cruéis condições de sobrevivência sem propósitos reais de cidadania e civilidade, pela simplista justitificativa de "punir" (no sentido rasteiro da palavra) é tão ou mais criminoso quanto elas, pois, na maioria das vezes, tiveram melhores oportunidades e educação para esse dicernimento. Voltando à "ficção", um belo filme, com direito a um plano final de emocionar, e voltarmos nossos olhos para as mamorras femininas aqui de nossa terra, onde literalmente choram mães, filhos e quem presenciar aquela crueldade. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;_________________________________________________________ &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Repito aqui a frase do meu post de 1º de março do ano passado, quando dos trabalhos da CPI do Sistema Carcerário: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"&lt;strong&gt;É preciso julgar o grau de civilização de uma sociedade visitando suas prisões." (Dostoiévski)&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-7749355797079728944?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/7749355797079728944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=7749355797079728944' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7749355797079728944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7749355797079728944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2009/01/leonera.html' title='Leonera'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SXIvYQWtY3I/AAAAAAAAADA/RJDLnBenjY8/s72-c/leonera-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-428850353820771404</id><published>2008-12-23T12:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T13:00:23.784-08:00</updated><title type='text'>É Natal!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SVFHMl-gmWI/AAAAAAAAACw/yOJjsifCcS4/s1600-h/favela-rio-janeiro_~AA010606.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283082119560599906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SVFHMl-gmWI/AAAAAAAAACw/yOJjsifCcS4/s400/favela-rio-janeiro_~AA010606.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Papai Noel, Velho Batuta!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Papai Noel velho batuta, enjeita os miseráveis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;eu quero matá-lo, aquele porco capitalista,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;presenteia os ricos, cospe nos pobres,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;presenteia os ricos, cospe nos pobres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas nós vamos sequestrá-lo, e vamos matá-lo, por que?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;aqui não existe natal, aqui não existe natal, Por que?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(grupo punk "Garotos Podres")&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Feliz natal!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É nossa a festa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que era dia do criador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mesa farta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mesa falta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É nossa hora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De esquecer a dor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A hora é de luz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As estrelas no céu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;São o lustre do teto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que a todos seduz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A hora é de festa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas outros meninos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De outras manjedouras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Carregam sinos pequeninos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em usinas e lavouras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A hora é de festa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na casa do patrão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E na casa do empregado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Numa Jesus não se manifesta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na outra não foi convidado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Sérgio Vaz, poeta e escritor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esses dois textos tão distintos, traduzem minha empolgação com data tão comercial, a qual deveria ser de muita solidariedade. Quase ninguém se lembra do aniversariante, e ao contrário, cerram os olhos e consomem assustadoramente. Natal dos Shoping Centers, supermercados lotados, e enormes diferenças sociais e constrangimentos. Pais apreensivos, filhos ávidos por presentes, esmolas de quem "faturou em cima do seu irmão", e falta de senso crítico dos que aceitam as migalhas em forma de "doações" em favelas e cortiços. Mais um ano, mais um natal, tudo igual... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-428850353820771404?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/428850353820771404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=428850353820771404' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/428850353820771404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/428850353820771404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/12/natal.html' title='É Natal!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SVFHMl-gmWI/AAAAAAAAACw/yOJjsifCcS4/s72-c/favela-rio-janeiro_~AA010606.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-5533380174575836087</id><published>2008-11-25T09:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T13:16:35.594-08:00</updated><title type='text'>Barack Obama e a bola 8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No dia 04 de novembro de 2008, os Estados Unidos da América elegeram seu primeiro presidente negro. É inegavel que trata-se de um algo relevante e surpreendente, principalmente pelo fato do país estar atravessando sua pior crise econômica e financeira desde a "grande depressão" dos anos 30. Historicamente é um grande feito; politicamente, nem tanto. Após o malfadado governo do atual presidente George Bush, não sera tão difícil superá-lo em administração. No início da campanha eleitoral, John Mc´Cain postou-se como representante da ala moderada do partido Republicano, e o democrata Obama posicionou-se de forma flexível - de acordo com o estado onde discursava. Mc´Cain endureceu seu discurso e cedeu espaço a sua ultra-conservadora vice Sarah Palin, ao passo que caía nas pesquisas de opinião. Por sua parte, apesar do lema de sua campanha (change=mudança), Obama não as fará de forma tão radical assim, basta inteirar-se sobre a sua atuação como senador por dois mandatos. O futuro presidente é deveras melhor preparado que o atual. Formou-se em Direito pela Universidade de Harvard; foi membro da igreja da Trindade Unida de Cristo, a qual prega uma "teologia da libertação negra", porém, afastou-se do reverendo Jeremiah Whight durante a campanha, quando adversários exploraram dubiamente um discurso do religioso como "anti-americano". Em referência ao combate à crise americana causada pela ganância de seus próprios cidadãos - vale lembrar que nos anos trinta o presidente Franklin Roosevelt (um dos mais respeitados presidentes democratas) levou oito anos para vencer a grande depressão. Ressalto, que mudança política radical seria se alguns outros candidatos concorrentes de Obama - como a negra Cyntia Mc Kinney, do Partido Verde, a qual defende o fim do investimento em guerras e que o governo seja mais presente na vida da população americana; ou como a latina anti-globalização e fã de Che Guevara Glória La Riva, do partido Socialismo e Libertação, a qual defende a implantação do socialismo como a "única resposta", que quer estatizar a saúde, legalizar imigrantes irregulares, acabar com o embargo à Cuba e levar o presidente Bush à julgamento (devido a guerra do Iraque) - tivessem uma votação ao menos "expressiva". Em suma, o radicalismo na vitória de Barack Obama para a presidência dos E.U.A. acentua-se mais pela cor de sua pele, do que pelo seu posicionamento político. Sua vitória é comemorada em quase todas as partes do mundo pelo fato dele ser negro. Até o diretor de cinema Spike Lee (o qual realizou obras maravilhosas como "Mais e melhores blues", "Faça a coisa certa" e "Malcolm X") extrapolou sua alegria dizendo que não acreditava que estivesse vivo para ver o dia em que um negro seria o presidente dos E.U.A. Felicidade justificável em um país onde o preconceito racial é escancarado, como nas declarações recentes do diretor do grupo racista que apóia a supremacia branca, e que cansou de pendurar negros em árvores ao longo de sua história "Ku Klux Klan", o qual afirmou que Obama é apenas "meio" negro, visto que foi criado em um "lar branco", porque seu pai negro o havia abandonado quando criança. Porém, Barak Obama não é nenhum Martin Luther King, Malcolm X ou mesmo Jesse Jackson. Não estão assumindo a direção do país um negro (presidente Obama) e uma mulher (secretaria de estado Hilary Clinton) e sim, dois democratas que sabem muito bem "jogar o jogo" do capitalismo. Ao menos, lá na parte norte da América, o inimigo racista é explícito e não velado, camuflado e covarde como no Brasil. Onde, de geração em geração, os afro-descendentes (não importando seu grau de miscinenação) sofrem discriminação implícita, disfarçada, recorrente, sem reação ou desaprovação na maioria das vezes. Dias atrás, observava um grupo de jovens abastados financeiramente, brancos, estudantes da FACCAMP (faculdade particular com altíssimas mensalidades, que pretende ser a "Harvard" brasileira, instalada dentro do campus da UNICAMP) jogando sinuca em um bar, quando um deles - ao errar a bola 8 - repetiu displicentemente: "tinha que ser! Meu avô, depois meu pai, sempre disseram que enquanto não matar a bola 8 não se ganha o jogo, ela é zicada, dá azar...), em alusão ao preconceito repetido até em um simples jogo, em referência a cor preta da bola. Por falar em preconceitos implícitos no cotidiano brasileiro, se Barack Obama tivesse sido eleito presidente do Brasil, um racista acalmaria outro dizendo: "calma, ele é um preto de alma branca..." O problema é que aqui o inimigo é mais "suave" e perigoso do que o estúpido e revanchista diretor da Klan. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mara: Obrigado, espero que isso se realize em breve!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Camila: Espero encontrar você em um desses eventos, seria um grande prazer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Patrícia: Amor, realmente a poesia do Sérgio Vaz é contagiante, um beijo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Digão: o respeito é mútuo, a revolução continua, a reação está virando um monstro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Carlos: Penso como você, e tem coisas de qualidade sendo produzidas por lá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-5533380174575836087?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/5533380174575836087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=5533380174575836087' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5533380174575836087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5533380174575836087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/11/barack-obama-e-bola-8.html' title='Barack Obama e a bola 8'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-5876365231245079263</id><published>2008-11-20T10:39:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T11:24:35.511-08:00</updated><title type='text'>Mostra Cultural da Cooperifa!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1u4vHHsI/AAAAAAAAACQ/ZIQGNrTDuYs/s1600-h/coop.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270818756015627970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1u4vHHsI/AAAAAAAAACQ/ZIQGNrTDuYs/s400/coop.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1j0cU5mI/AAAAAAAAACI/RMZEKybMGh4/s1600-h/h.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270818565884536418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1j0cU5mI/AAAAAAAAACI/RMZEKybMGh4/s400/h.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Djalma Oliveira, o escritor Ferréz, o poeta Sérgio Vaz e uma estudante de história que não recordo o nome&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1b7ilqEI/AAAAAAAAACA/jd80X2qt-tI/s1600-h/mail.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270818430350895170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1b7ilqEI/AAAAAAAAACA/jd80X2qt-tI/s400/mail.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Marcelino Freire (poeta), Sacolinha (escritor), Sérgio Vaz (poeta e escritor) e Ferréz (escritor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1TSf9nRI/AAAAAAAAAB4/MFFuh7UubXc/s1600-h/i.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270818281895075090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1TSf9nRI/AAAAAAAAAB4/MFFuh7UubXc/s400/i.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW03rNybKI/AAAAAAAAABw/djr-qVaATss/s1600-h/i.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ontem fui até a Casa Popular de Cultura do M´Boi Mirim, na zona sul da capital paulista, conferir o debate: "Existe uma escrita periférica?", com mediação do poeta Marcelino Freire, e com a participação dos debatedores Ferréz (escritor), Sacolinha (escritor) e Sérgio Vaz (poeta), e a impressão não poderia ter sido melhor. Acompanho aqui da minha cidade a revolução literária e as agitações culturais da periferia de São Paulo, mas nada como ir até lá e constatar o quanto isso é realidade. A cooperifa está completando 7 anos de luta, e é reconfortante verificar ao vivo o quanto ela já produziu de cultura de qualidade. Antes do debate, ouvimos um CD com diversos poemas de artistas locais, e afirmo que trata-se de ótima literatura. O debate foi elucidativo, provocante e de alto nível, é indizível a satisfação de atestar algo tão positivo em um lugar tão carente de investimento estatal. Talvez por isso mesmo, que o resultado é tão puro e satisfatório, é arte brasileira legítima, onde literalmente - segundo palavras do próprio poeta simpatissíssimo Sérgio Vaz - as palavras sangram! Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Obs.: O evento com várias atrações de literatura, dança, cinema, debates, música..., o qual durou quase uma semana, não foi noticiado em nenhum órgão da imprensa paulista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-5876365231245079263?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/5876365231245079263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=5876365231245079263' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5876365231245079263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5876365231245079263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/11/mostra-cultural-da-cooperifa.html' title='Mostra Cultural da Cooperifa!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wo_X-FkNvGY/SSW1u4vHHsI/AAAAAAAAACQ/ZIQGNrTDuYs/s72-c/coop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-7028461804204383596</id><published>2008-10-29T10:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T11:49:03.415-07:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a cegueira.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Semana passada assisti ao filme “Ensaio sobre a cegueira”, do diretor Fernando Meirelles, baseado no livro do escritor José Saramago. A estória é sobre uma epidemia de cegueira branca que atinge a humanidade e leva as pessoas a explorarem seus instintos primitivos. O enredo desenvolve-se focando um grupo de pessoas atingido pela enfermidade, o qual busca a sobrevivência em meio ao caos, liderados por uma mulher imune à tal doença. Não obstante a qualidade do filme e sua imediata e contundente capacidade de nos remeter à mais profunda reflexão sobre nossas vidas, chamou-me à atenção o raciocínio sobre a cegueira “branca”. O preto seria a ausência de luz, impedindo a visualização; e o branco exatamente o excesso de matizes, de cores, o que levaria igualmente à cegueira. Seria o “ver demais” e “enxergar de menos”. Uma espécie de miopia do senso crítico, um astigmatismo social. Impossível não comparar com nossa visão adestrada pelos meios de comunicação de massa e os últimos acontecimentos. Um fato histórico ocorreu dias atrás no centro da cidade de São Paulo. As polícias civil e militar – pela primeira vez na história – enfrentaram-se violentamente sob o olhar neo-liberal do governador do estado. Por trás da simples e superficial “cobertura” da imprensa, há relevantes e pontuais observações. A polícia civil, pela primeira vez desde a sua fundação, reivindica - seriamente - melhores salários e condições de trabalho. Mesmo razoavelmente organizado, com pouco aprofundamento político, o movimento por si só, trata-se de uma evolução. Um grande número de profissionais da carreira policial civil está participando ativamente dos protestos. O que antes era tratado dentro da própria instituição como "bobagem", "perda de tempo", agora é encarado com comprometimento. É público que as polícias não são vistas de forma positiva pelos olhos da sociedade, muito pelo seu passado de "braço armado" da classe dominante e abastada, mantenedora do status quo, sendo o órgão repressor e avalista do autoritarismo. A mudança radical está no resultado de enquetes promovidas por órgãos de imprensa, que atestam o apoio da população aos protestos dos policiais. Esse é o momento da polícia civil enterrar de vez seus equivocados serviços prestados à ditadura militar, guinando sua atuação de polícia judiciária para perto da população, como deve ser. Para os que acham isso deveras utópico para um órgão público tão complicado e arraigado ao retrocesso, atente-se para uma faixa erguida por um grupo de "tiras" durante a passeata que redundou no confronto com a P.M., estampada pelos principais jornais de São Paulo, "se você não quer brigar pelo seu salário, é porque não está precisando dele", em clara alusão aos servidores atrelados à corrupção, que realmente não dão a devida importância aos seus vencimentos oficiais e à persistente greve. A polícia militar, por sua vez, continuou a servir de tropa de choque do governo, despreparada e irresponsável, ao participar do conflito em área pública, movimentada, colocando em risco os passantes, não avaliando seu papel dentro do processo democrático, nem durante e nem após a confusão. O governador, ratificando uma equivocada posição tomada pelos políticos que vieram de um passado de luta pela democracia, os quais abominam ser chamados de fracos e vacilantes pelos truculentos de plantão, determinou que se repreendese a passeata à força, sem diálogo, numa clara demonstração de falta de sensibilidade política, à moda "tucana", que enfrenta radicalmente às vistas da imprensa, e compõe e faz acordos nos bastidores. Apesar dos oportunismos, sindicalistas profissionais, discursos equivocados, trata-se de uma real evolução, apesar de parte da imprensa noticiar apenas como um distúrbio. Resta-nos acompanhar com olhos imparciais e atentos, e colaborar para o avanço democrático deste órgão público tão carente de ações sociais e relevantes. O que ocorrerá lentamente, devido ao enorme período de letargia que seus servidores atravessaram, porém, com a intervenção social, para cobrar os trabalhos e apoiar as reivindicações, esse processo pode surpreender. Alguém conseguiria fazer um exercício, e imaginar ser tratado com cordialidade e cidadania ao chegar em uma delegacia de polícia? Ou de imaginar uma greve efetiva e pontual de policiais civis apanhando da P.M. Basta equacionar essas "ilusões de ótica", e fazermos nossa parte. Um abraço!     &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;P.s.: O adolescente desequilibrado e possessivo, tomou de assalto o apartamento de sua ex-namorada, inconformado com o rompimento do romance, e a fez refém - juntamente com uma amiga. Parte da imprensa, com a falácia do "dever de informar", espetacularizou e confundiu, contribuindo para o desfecho trágico. Até quando isso irá ocorrer, com a nossa anuência e nenhum questionamente?                   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-7028461804204383596?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/7028461804204383596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=7028461804204383596' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7028461804204383596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7028461804204383596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/10/ensaio-sobre-cegueira.html' title='Ensaio sobre a cegueira.'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-8576936079777970830</id><published>2008-08-05T10:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T10:35:06.737-07:00</updated><title type='text'>De volta ao calabouço da av. Zaki Narchi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando inicia-se um processo judicial, tudo pode ocorrer às partes envolvidas. A defesa é reduzida aos ritos previsíveis, automatizados e fugazes das audiências forenses. Dependendo de como o “monstro de papéis timbrados” vai tomando forma, reduz-se vertiginosamente as chances de defesa do acusado. Em primeira instância, há um “justiçamento” incessante, e somente à partir da segunda instância da justiça, passa-se a configurar-se um julgamento propriamente dito. Pertinente esclarecer o significado dado a dois verbetes da nossa língua, conforme os dicionários mais populares: &lt;strong&gt;justiça&lt;/strong&gt;: “&lt;em&gt;a virtude de dar a cada um aquilo que é seu&lt;/em&gt;”, e &lt;strong&gt;justiçar&lt;/strong&gt;: “&lt;em&gt;punir com a morte ou com suplício”. &lt;/em&gt;Isso tudo já me enojou o bastante para perder mais tempo com esse espetáculo dos “semi-deuses” togados, e de certa forma, essa luta contra o “leviatã”, é uma luta particular, da qual tenho convicção que sairei vencedor; ou ao menos, causarei alguma avaria nesse injusta, cruel, e covarde estrutura estatal. Porém, o que cabe a mim relatar é que depois de dois anos da minha inclusão no Presídio Especial da Polícia Civil, quando organizava aos poucos minha vida, e estancava as feridas familiares causadas pelo trauma do encarceramento, fui surpreendido novamente com uma ridícula reinclusão no P.E.P.C., referente ao mesmo processo, retornando ao calabouço da av. Zaki Narchi. Uma nova decisão de um juiz de segunda instância, pôs fim a esse novo martírio, após 22 dias, alegando novamente que não havia motivo para a prisão. Mas, minha intenção primordial é narrar de que forma reencontrei o presídio e os penitentes, atestando a ineficiência desse modelo punitivo, supostamente de recuperação, a que me referi no livro que escrevi, do qual disponibilizei alguns capítulos nos posts iniciais desse blog. A estrutura física do presídio está mais deteriorada, suja e insalubre. “Polaco” depois de 13 anos recluso naquela “masmorra” foi libertado, e como eu pressagiava no capítulo que escrevi sobre ele, o presídio perdeu uma importante parcela de “urbanidade”. Até a hora da refeição na “boqueta” (também descrita em outro capítulo do livro) está mais tensa e desorganizada. O lugar continua dominado pelo ócio naquele campo infértil de martírio humano. Os urubus continuam pousando na caixa d´água da Penitenciária Feminina da Capital. O ar continua pesado, causando o estranho efeito do corpo mover-se – fugindo da depressão – e o espírito chegar apenas alguns segundos depois, trazendo de volta a consciência e a vigilância. É impressionante viver isso, aquele lugar continua surreal. Os evangélicos continuam sectários e os espíritas resignados. Delegada Maria agora não ocupa mais o templo religioso para suas aulas. Por causa da falta de interesse dos detentos, agora ministra suas aulas em pé, no pátio, andando entre as “bancas”, discursando sobre cidadania, direitos e deveres ao vento, lutando muito para “arrancar” as assinaturas necessária para a continuidade do seu trabalho naquele estabelecimento prisional. Em uma quarta-feira, dia de visitas, três juízes corregedores estiveram no presídio. Acompanhados de dois funcionários, adentraram a velha biblioteca improvisada (e agora mais abandonada). Indaguei a um interno sobre a razão da presença das autoridades e ele respondeu-me que tratava-se de uma visita de praxe por causa da CPI do Sistema Carcerário. Alguns poucos detentos conversaram com os apáticos juízes, porém, focalizaram equivocadamente o que mais interessa aos presos, a execução criminal e a progressão de regime, em detrimento daquela inútil forma de expiação humana. A indústria da punição não pode parar, aos olhos da alienada massa de encarcerados, que segue desarticulada, mal informada, urrando as injustiças durante o dia, e clamando aos céus pela liberdade à noite, embalada pelo bonito hino dos evangélicos: ...”você tem valor, o espírito santo se move em você!” Mesmo que através da inércia da vida entre muralhas. Um abraço!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-8576936079777970830?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/8576936079777970830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=8576936079777970830' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8576936079777970830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8576936079777970830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/08/de-volta-ao-calabouo-da-av-zaki-narchi.html' title='De volta ao calabouço da av. Zaki Narchi'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-894091609704123896</id><published>2008-04-29T13:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T13:56:13.477-07:00</updated><title type='text'>Sinestesia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                                                              Poucas pessoas, no começo do século XIX, precisavam de um publicitário para lhes dizer o que elas queriam (John Kenneth Galbraith). Ao longo do tempo, isso mudou gradativamente, até chegarmos aos nossos dias de total subserviência à sociedade da "representação" e impessoalidade. O "mundo virtual", criado para diminuir distâncias, quando manipulado habilmente, impõe hiatos intransponíveis às relações humanas. Empresas prestadoras de serviços, com o sofismável argumento de querer facilitar o contato do cliente com quem lhe oferece o produto, criaram os maquiavélicos "call centers", onde o contato ocorre apenas através das ondas invisíveis da comunicação à distância, redundando no inacreditável desprezo dessas empresas para com seus clientes. Tente uma comunicação com as empresas de telefonia, por exemplo. Institucionalizamos o estelionato. Nossos representantes nas casas legislativas se blindam de tal maneira, que um contato pessoal "à moda antiga" parece uma ofensa. Mas, seus "sites" e endereços eletrônicos – elaborados e pensados por "marketeiros políticos" – parecem convidativos, com perfis combatentes, e fotografias estratégicas, porém, ao tentar um contato, o máximo que o eleitor e principal interessado conseguirá, será receber periodicamente informativos inúteis de participações políticas questionáveis, chavões e "lugares comuns". As relações pessoais tornaram-se tão superficiais, que têm-se que tomar muito cuidado com o que se diz ou escreve para não comprometer-se de alguma maneira, ou "passar uma imagem negativa". Não importa que você seja um imbecil, um hipócrita, ou que sua inteligência seja extremamente "tímida", basta que você seja bem assessorado e estude o que vai dizer antes de comunicar-se. Os discursos frenéticos e apaixonados dos transparentes alunos dos cursos de história e sociologia nos "bares da vida" de outrora, deram espaços para orgulhosos, promissores e desconfiados jovens ostentando camisetas bonitas de cursos da moda como "midialogia", "publicidade e mercado", ou do intrigante "marketing político". O mundo invisível e virtual vai tomando vulto, e aos poucos vamos nos acostumando a obedecer, nos movermos e agregarmos esse modo de vida à nossa existência, onde tudo precisa ser interpretado, onde nossos sentidos não mais percebem primariamente, com alguma reflexão. No livro do escritor americano John Steinbeck, "As vinhas da ira", lavradores que desbravaram as áridas terras do estado de Oklahoma como arrendatários, e devido às más colheitas que conseguiam em solo tão pobre, foram contraindo empréstimos que tornaram-se impossíveis de serem saldados, indignavam-se com a perda da posse de suas propriedades para tal instituição financeira, e em um dos diálogos, um dos lavradores conscientiza-se que não sabe nem sequer com quem reclamar:&lt;br /&gt;- Mas essa é nossa terra, nós a cultivamos, fizemos ela produzir. Nascemos aqui e queremos morrer aqui.&lt;br /&gt;- É pena, sentimos muito, a culpa é dos bancos.&lt;br /&gt;- Mas os bancos são dirigidos por homens.&lt;br /&gt;- Não, vocês estão enganados, um banco é mais que um simples banco, é um monstro. Os homens fizeram os bancos, mas não os sabem controlar.&lt;br /&gt;- Então vou matar o diretor do banco, o presidente.&lt;br /&gt;- É, mas dizem que o banco recebe ordens do leste.&lt;br /&gt;- Então, quem devo matar?&lt;br /&gt;- Bem, talvez não haja a quem matar.&lt;br /&gt;Sempre gostei de escrever, e algumas vezes, utilizava - mesmo inconscientemente - algumas figuras de linguagem para enriquecer o texto, ou para torná-lo menos óbvio, porém, naquela época, a sinestesia (transferência de percepções da esfera de um sentido para a de outro) era empregada para construir pensamentos, não para desconstruir convicções. Os ouvidos ouviam; as mãos sentiam; e os olhos viam e apreendiam, livres e desobstruídos. E um bom "olho no olho", valia mais que mil palavras. Um abraço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-894091609704123896?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/894091609704123896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=894091609704123896' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/894091609704123896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/894091609704123896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/04/sinestesia.html' title='Sinestesia'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-9168955338401675013</id><published>2008-03-17T23:00:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T23:08:24.102-07:00</updated><title type='text'>Quanto custa a sua "indignação"?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                              &lt;span style="font-family:arial;"&gt; O satisfatório deste espaço é a interação entre pessoas de lugares diferentes, opiniões diversas, que enriquecem o debate, e revelam o grau de desenvolvimento cultural em que nos encontramos. Particularmente, tenho aprendido bastante, e recorro aos visitadores, para tentar dirimir as dúvidas que suscitaram com as notícias veiculadas nos principais noticiários nesta semana. Um levantamento da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo demonstrou o nível de aprendizado deprimente dos alunos da rede pública de ensino. Até aí, nada de novo. Diariamente, somos bombardeados com as notícias – que parecem requentadas – com a mesma informação e retórica: o contribuinte paga altos impostos, e não recebe a contrapartida que justificaria esse pagamento. Até quando vamos assistir matérias de filas em hospitais, atendimentos médicos negligentes, ensino deficitário, na forma do velho e desgastado discurso denunciativo. De certa forma, estamos nos acostumando a ver e ouvir esses absurdos passivamente, apenas exprimindo comentários vagos como: “esse país não tem jeito”, “isso é uma vergonha”, etc. As reportagens dos grandes órgãos de imprensa não induzem à reflexão, apenas “denunciam”, mostram-se “indignados”, e vendem vultosos anúncios publicitários. Então, vamos às nossas reflexões. Se nos preocupamos tanto com educação e saúde, se ficamos perplexos com as notícias que nos chegam, de total incompetência estatal para suprir essas duas necessidades básicas, isso no estado mais rico da união, com estabilidade administrativa (há treze anos o mesmo partido político – PSDB – governa o estado), por que aceitamos a raivosa grita contra a ilha de Cuba e seu comandante Fidel Castro, desferida no mesmo noticiário. Reiteradamente, todos os problemas e supostas chagas do modelo político adotado por aquela nação são jogados sem escalas em nossos lares. Cuba, invariavelmente, é apontada como a legítima representante do atraso da civilização atual. Vamos aos fatos. Os prédios e automóveis cubanos podem estar “caindo aos pedaços”, porém, não existem pessoas morando debaixo da ponte, e os indicadores sociais aproximam o país do primeiro mundo. Cuba ocupa e 50º. lugar no índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas, muito à frente do Brasil. De cada mil crianças cubanas que nascem, 7 morrem antes de completar cinco anos; no Brasil 34 morrem antes dos cinco anos. Em 1997, a UNESCO realizou estudo sobre a avaliação da qualidade de ensino em doze países latino-americanos. Os cubanos, que só estudam em escolas públicas, gratuitas, obtiveram resultados bem superiores aos outros. O Estado Cubano prioriza a medicina preventiva, e é país exportador de diversos medicamentos, e figura entre os que mais produzem produtos contra câncer, inclusive vacinas. Em 1993, o governo dos Estados Unidos autorizou um laboratório de lá a fazer um acordo com Cuba para a fabricação de vacina nos EUA, abrindo uma exceção pela primeira vez na estória do embargo. Esses fatos, nunca foram veiculados pelas grandes empresas de imprensa, que insistem em denegrir a imagem da ilha. Ajudem-me a compreender, qual “atraso” pretendemos para a nossa sociedade? Devemos seguir o pensamento da tendenciosa (para ser educado) revista Veja, com sua capa com a fotografia do presidente cubano e a manchete: “Já vai tarde”? Afora o desrespeito à opção de um povo que alcançou o nível social acima mencionado, que moral temos para acompanhar esse discriminatório raciocínio. Temos o direito de optar por andar com nossos automóveis modernos, construirmos nossos prédios imponentes, pagar por um convênio médico particular (que deveria ser obrigação estatal, segundo nossa Constituição), convivermos com uma juventude semi-analfabeta, e ouvirmos o governador do estado-membro mais rico da nação dizer que planeja fazer uma “operação de emergência” no ensino de matemática das escolas estaduais, dizendo ainda que “não se ensina direito matemática” e seria necessário estudar uma revisão metodológica. Isso depois de treze anos de administração do seu partido em São Paulo. Ora Serra, “Por que não se cala?” Pode-se enganar muita gente, durante um bom tempo; mas não toda a gente, para sempre. Um dia, independente da sua vontade, as pessoas vão refletir sobre a verdade da imprensa, a verdade dos órgãos oficiais, e a verdade dos sobreviventes! Um abraço!  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;O debate sobre a CPI do sistema carcerário foi sensacional, muito gratificante mesmo, que satisfação e orgulho de viver em uma democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Róbson, Carla, Márcia, Camila:&lt;/span&gt; É melancolia mesmo, misturada a indignação e cidadania, revanchismo nunca. Mas, graças a Deus tenho vocês e minha família. Obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Márcia: &lt;/span&gt;Pois só peço a Deus um pouco de malandragem (e paciência)... Um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carlos:&lt;/span&gt; Obrigado pelas citações e pelo comentário pertinente e competente. Um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________ &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo:&lt;/span&gt; Não concordo com suas convicções, mas lutarei com todas as forças pelo seu direito de dizê-las, seja bem vindo. Um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________ &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luiz Carioca:&lt;/span&gt; Muita boa a definição do neo-liberalismo, “foi na veia”. Um abraço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________              &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Celina:&lt;/span&gt; Também custo a acreditar na baixeza do pensamento de alguns seres, mas eles estão aí, e pior: formando opiniões, e nos representando em algumas casas legislativas. Estamos juntos, um abraço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-9168955338401675013?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/9168955338401675013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=9168955338401675013' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/9168955338401675013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/9168955338401675013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/03/quanto-custa-sua-indignao.html' title='Quanto custa a sua &quot;indignação&quot;?'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-3275402187517134080</id><published>2008-03-01T09:06:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T18:36:16.079-08:00</updated><title type='text'>CPI do Sistema Carcerário</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_wo_X-FkNvGY/R8mNtKP7AKI/AAAAAAAAABg/vhPHzb7F-KE/s1600-h/080222_f_026.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172821453996490914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_wo_X-FkNvGY/R8mNtKP7AKI/AAAAAAAAABg/vhPHzb7F-KE/s320/080222_f_026.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;"A indiferença é uma prisão a que nos condenamos"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Bertolt Brecht)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Está em andamento no país uma Comissão Parlamentar de Inquérito, instalada pela Câmara dos Deputados Federais, que descreve seu objetivo final no &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do Congresso Nacional, como: "... &lt;strong&gt;&lt;em&gt;investigar a realidade do sistema carcerário brasileiro, com destaque para a superlotação dos presídios, custos sociais e econômicos desses estabelecimentos, a permanência de encarcerados que já cumpriram pena, a violência dentro das instituições do sistema carcerário, a corrupção, o crime organizado e suas ramificações nos presídios e buscar soluções para o efetivo cumprimento da Lei de Execuções Penais&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. A grande imprensa tem noticiado, nas duas últimas semanas, as inúmeras viagens dos deputados para quase todos os estados brasileiros, e as "surpreendentes" constatações. A foto acima foi tirada na Cadeia Feminina da cidade de Bilac/SP, visitada pelos deputados federais Luiza Erundina e Jorge de Faria Maluly, os quais ficaram estarrecidos com as condições de sub-vida das presidiárias. A autoridade judicial local foi interpelada e a interdição daquele estabelecimento foi sugerida. Por sua parte, a deputada federal Cida Diogo (PT/RJ), visitou alguns estabelecimentos prisionais no estado de Minas Gerais, e em uma carceragem feminina da cidade de Belo Horizonte, detectou a superlotação e condições precárias das detentas (cerca de oitenta), que se amontoavam em um espaço onde caberiam apenas trinta. Também constatou as condições insalubres em que convivem os presos da carceragem masculina da cidade de Contagem/MG, os quais disputam espaço com ratos e baratas, desabafando com a seguinte frase: "eu não resisti, senti náuseas, cheguei a lacrimejar ao ver homens tratados como animais." Nos presídios da cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará, o deputado Neucimar Fraga averiguou e verificou os problemas de violência e superlotação nas carceragens locais. O mesmo ocorreu em Teresina/PI. Uma comitiva de deputados federais, tendo a frente Raul Jungmann (PPS/PE), viajou emergentemente para a cidade de Ponte Nova/MG, onde teria ocorrido uma briga de facções criminosas, que culminou com a morte de 25 presos. Nesta unidade também há o problema da superlotação e demais mazelas deste sistema punitivo. A CPI em questão foi criada após o fato de uma menina ter sido encarcerada com homens, em uma cadeia do estado do Pará - sendo agredida e abusada reiteradamente - ser largamente discutido nos grandes veículos de comunicação. Porém, todos esses problemas quase inverossímeis, fruto dessa aberração social que é o nosso sistema penitenciário, existem há anos, e são de conhecimento da população. Não compreendo onde está o motivo para surpresa dos nossos representantes, que deveriam ao menos estarem bem informados sobre os problemas brasileiros. Aconselho aos nobres deputados que assistam aos documentários "O prisioneiro da grade de ferro", "Do lado de fora", "Justiça", "Notícias de uma guerra particular"; ou aos filmes "Quase dois irmãos", "Estação carandirú", "Quanto vale ou é por kilo", "Meu nome não é Johnny", "Cidade de Deus"; ou leiam aos livros "Letras de Liberdade", "As prisões da miséria", "Vigiar e Punir", "Direito Formal e Criminalidade"; que folheiem algumas teses acadêmicas que catalogaram e arquivaram o problema social em alguma estante universitária; ou que contatem algumas das ONG's sérias que trabalham com reinserção social de egressos do sistema; que conversem com integrantes das "Pastorais Carcerárias", ou que ouçam "Racionais MC's"; que debatam com quem já passou pelo drama do encarceramento; ou que andem na periferia e conversem com os moradores; que visitem alguma cadeia no seu próprio município. Aqui embaixo, no mundo real, esse problema já está "investigado", o que faltam são ações efetivas e discussão com idéias e projetos sobre o objetivo real dessa cruel segregagação. Sem hipocrisias e discursos prontos. Espero verdadeiramente, que esse enorme dispêndio de dinheiro público com tantas viagens, sirva para alguma coisa, e que o desfecho de tal comissão seja desviar o foco do encarceramento: da mera vingança pública, para a necessidade de proporcionar um objetivo de vida para o penitente. Ou alguém acredita que um preso vai ser recuperado em um sistema punitivo, vingativo e expiatório, sem nenhuma política verdadeira de recuperação e reinserção social, o qual perdura há séculos, com a conivência de todos nós? Para o encarcerado, é mais importante um trabalho que proporcione uma nova chance de vida, com educação, cultura, cidadania e consciência de seus atos, do que o local onde ele será meramente castigado. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;P.s.: Há aproximadamente 15 anos atrás, durante férias que passava em minha cidade natal (Araçatuba/SP), acompanhei os amigos Edna Flor e Edilson Sérgio Borella (na época lutadores incansáveis do Centro de Defesa de Direitos Humanos "Antônio Porfírio") à carceragem do 2o. Distrito Policial daquela comarca. No local, constatamos o incrível estado de degradação em que viviam os presos naquela cadeia. O município de Bilac/SP (onde a foto acima foi tirada), pertence à região de Araçatuba, onde o pai do "pasmado" deputado Jorginho Maluly - que ficou estupefato com as condições das presas - é prefeito e elegeu-se deputado federal por vários mandatos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"É preciso julgar o grau de civilização de uma sociedade visitando suas prisões."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(Dostoiévski)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-3275402187517134080?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/3275402187517134080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=3275402187517134080' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/3275402187517134080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/3275402187517134080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/03/cpi-do-sistema-carcerrio.html' title='CPI do Sistema Carcerário'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_wo_X-FkNvGY/R8mNtKP7AKI/AAAAAAAAABg/vhPHzb7F-KE/s72-c/080222_f_026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-2635919683035259406</id><published>2008-02-24T08:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T09:15:35.939-08:00</updated><title type='text'>O que é que a Bahia têm?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Após vagar&lt;/span&gt; por incontáveis ruas e becos de Campinas/SP, tentando em vão procurar um alento, algo para acreditar, ou simplesmente me distrair com qualquer coisa, resistindo bravamente em não capitular frente a enxurrada de problemas quase incompreensíveis, resolvi parar em um bar no distrito de Barão Geraldo para rever um velho amigo. Havia falado com ele por telefone, e sabia que estava com um problema de hipertensão, tendo até ficado internado por uns dias. No bar, após cumprimentos, brincadeiras e recordações, ouvi o relato de uma das garçonetes, referida carinhosamente por "baiana", uma lutadora simpática, inexplicavelmente sorridente e bem humorada. Eu sabia que ela havia viajado para o seu estado natal no final do ano, e indaguei sobre a experiência de sacolejar por trinta horas em um ônibus, com o intuito de rever familiares e amigos. Surpreendi-me com sua resposta apática e triste, mas compreendi sua resignação quando ela contou o desencadeamento de fatos negativos e inverossímeis que insistem em ocorrer em nosso país, e nos envergonham profundamente. "Baiana" disse que após rever parentes, e matar um pouca a saudade de sua Eunápolis, cidade ao sul da Bahia, com aproximadamente 94.354 habitantes, próximo a badalada Porto Seguro, resolveu procurar por seu melhor amigo na cidade, o qual estava aniversariando e havia reservado um local público freqüentado pelos jovens menos abastados da cidade para fazer uma grande festa. Tudo muito humilde e em esquema de mutirão. Era uma sexta-feira (28/12/2007), e o local estava abarrotado, muita música baiana e bebida alcoólica à vontade. Ao chegar à festa, "baiana" avistou o amigo de longe, mas devido a turba que o cercava no momento, parou para tomar uma cerveja e cumprimentar outros conhecidos. Ainda à distância, acompanhou apreensiva a primeira confusão que se formou, com alguns jovens se desentendendo, e com a intervenção providencial do amigo para dirimir o alvoroço. Minutos depois, por causa de bebida, gostos musicais diferenciados ou qualquer outro motivo fútil, o amigo se viu diretamente envolvido em nova confusão, onde dois rapazes o ameaçavam. O aniversariante não queria tumulto naquela data, e relevou as ofensas, pedindo aos dois contendores, que deixassem aquilo prá lá, que depois resolveriam. Virou as costas e pôs-se a curtir a festa, dando o caso por encerrado. "Baiana" resolveu então atravessar o "oceano" de gente e finalmente cumprimentar o amigo, e quando chegava a poucos metros do mesmo, pôde ver um dos garotos que o havia ameaçado passar uma arma para seu acompanhante, que sem hesitar, atirou contra a sua cabeça. À "queima-roupa", sem anúncio, sem perdão, sem sentido... A vítima foi socorrida imediatamente e encaminhada para o hospital público da cidade. A forma pela qual os amigos do aniversariante julgaram "sentir a justiça" foi através do quase linchamento do dono da arma utilizada no crime, o qual foi alcançado e agredido raivosamente. Inexplicavelmente não morreu, após ataques ferozes de quase todos os presentes à fatídica festa. Segundo a própria "baiana" relatou naturalmente: "o cara ficou com o rosto todo deformado, mas não morreu, você acha?" O atirador conseguiu escapar, enquanto seu comparsa era reiteradamente espancado. Na manhã do outro dia (sábado), os amigos retornaram ao hospital para saber qual era o estado da vítima e ficaram perplexos frente a indiferença e conformismo do atendente, que então os comunicou que aquele hospital (como toda a cidade de Eunápolis/BA) não era provido de UTI, e que a vítima havia sido apenas "estabilizada", sem radiografia ou tomografia do crânio, o qual tinha sido perfurado pelo projétil da arma-de-fogo. Estarrecidos, os amigos telefonaram para a cidade mais próxima (Porto Seguro/BA, com aproximadamente 114.459 habitantes, a 62 km de Eunápolis/BA) e foram informados que a UTI daquele município estava ocupada, e não poderia receber mais ninguém. Tentaram a cidade de Teixeira de Freitas (cidade com 121.156 habitantes, e a aproximadamente 196 km de Eunápolis), onde finalmente conseguiram uma UTI para o amigo. A odisséia continuou quando o hospital de Eunápolis comunicou que a única ambulância do município estava sem combustível, obrigando os amigos a realizarem um rateio entre os parentes e conhecidos, e conseguir o dinheiro para abastecê-la. Porém, uma ambulância para deslocar-se de um município a outro com um paciente, necessita impreterivelmente de um médico, e, para variar, o hospital não contava com nenhum. Com muito esforço, conseguiram convencer um médico que atendia apenas clientes "particulares" a transpor esta barreira pela módica quantia de R$ 600,00; dinheiro conseguido com novo rateio e muita persuasão. Quando preparavam-se para levar o amigo para o município de Teixeira de Freitas/BA, foram comunicados de um grave acidente em uma estrada da região, e devido ao número de vítimas, o referido acidente deveria ter prioridade no atendimento. Nova espera, e apenas no domingo, o amigo conseguiu ser removido para a única UTI disponível na região. O tratamento médico em Teixeira de Freitas/BA foi satisfatório, a vítima permaneceu em coma, e apesar dos procedimentos corretos, não resistiu e morreu horas depois. O médico que o atendeu até constatar sua morte cerebral, disse aos amigos que o acompanharam até àquela cidade, a perturbadora frase:&lt;br /&gt;- "Esse rapaz queria viver, e lutou muito contra a morte". Quando a enlutada turma de amigos retornou à Eunápolis/BA, foram recepcionados pelos companheiros que haviam ficado, os quais contaram que o atirador havia fugido para a cidade de Vitória da Conquista/BA, e foi visto tomando o ônibus para aquele município. As autoridades policiais de Eunápolis/BA, informadas da fuga do matador, telefonaram para a delegacia da cidade de Vitória da Conquista/BA, porém, o delegado local afirmou que não poderia deter ninguém, pois não havia efetivo policial suficiente naquela período de festas de final de ano, alegando ainda que precisava de papéis em mãos que comprovassem o delito, permanecendo o crime impune. O estado da Bahia, cuja capital Salvador é uma das mais reverenciadas do país, foi governado durante décadas pela família Magalhães (exemplo clássico de coronelismo), e o recém falecido Antônio Carlos Magalhães, conhecido e venerado no estado como "painho", elegia com facilidade qualquer político, para qualquer cargo, naquelas paragens, tendo perpetuado sua influência com filhos e netos em cargos eletivos. Nenhuma sociedade fica impune ou escapa ilesa de suas más escolhas, motivadas pela falta de informação e ignorância; e Paulo Junior, o amigo de 21 anos da garçonete, lutou até o último fio de sua vida contra desmandos, ingerências, abusos de poder, usurpações, apropriações, roubalheiras e saques ao bem público, que levam qualquer civilização à estagnação, brutalização e apatia; com chances escassas de vencer esse mal que corrói as entranhas de nossa nação.&lt;br /&gt;Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Álvaro:&lt;/span&gt; Vi o carnaval em sua cidade pela TV, grande festa. Entendo perfeitamente o que você disse. O lado positivo da folia é que conservaram as marchinhas (exclusivas durante os cinco dias). Linda a sua cidade. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carlos, Camila, Carla, Mara, Róbson:&lt;/span&gt; Providencialmente, as palavras de incentivo e carinho chegam nos momentos mais delicados da nossa existência. Dá até para acreditar na vida quando isso acontece, obrigado! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Célia:&lt;/span&gt; Existem sim, são as "casas de custódia". A teoria diz o seguinte: "é uma casa de saúde a qual são levados os condenados por pena de reclusão que não possuem capacidade plena de entender o fato criminoso que cometeram e pelo qual foram condenados, ou aqueles que cometeram o crime em estado de embriaguez e foram declarados ébrios habituais. Nessa casa, o criminoso é submetido ao tratamento clínico necessário." Bela teoria, porém, na prática ocorrem as mesmas mazelas da vingança institucional de outros estabelecimentos prisionais, sem objetivo de recuperação, apenas com o intuito de castigar e expiar o corpo e a mente do encarcerado. Um exemplo clássico em São Paulo é a casa de custódia de Taubaté, o "Piranhão", onde estão detidos o "Maníaco do parque", "Pedrinho Matador", "Chico Picadinho", entre outros. Algumas dessas instituições são melhores do que retratado no filme, mas a maioria é pior ou igual. É a cadeia tradicional com aspecto e práticas dos antigos manicômios. Acrescento uma curiosidade, foi nessa Casa de Custódia de Taubaté, na década de noventa, que foi criado (com estatuto e tudo) o tão noticiado Primeiro Comando da Capital (P.C.C.). Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fábio Shiraga:&lt;/span&gt; Concordo plenamente com sua colocação, fazemos política o tempo todo, mas quem se julga "apolítico", seja por revolta como você disse, comete o erro total: revolta-se contra o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, e age com omissão ajudando a perpetuá-lo. Um grande abraço, amigo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-2635919683035259406?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/2635919683035259406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=2635919683035259406' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2635919683035259406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2635919683035259406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/02/o-que-que-bahia-tm.html' title='O que é que a Bahia têm?'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-5567226513888348706</id><published>2008-02-14T11:59:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T12:09:53.931-08:00</updated><title type='text'>Política, prá quê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                                            Lembro-me de meu pai pedir para que ficássemos em silêncio durante o telejornal das 20:00h, quando conversávamos diante do televisor. Como micro-comerciante e cidadão, acompanhava com grande interesse ao noticiário político/econômico. Em 1.986, durante o governo do presidente Sarney – primeiro presidente civil após mais de duas décadas de ditadura militar – eu estudava no Colégio Salesiano de minha cidade natal e assisti pela TV da cantina ao pronunciamento do ministro de Estado, informando sobre a decretação do Plano Cruzado. A notícia repercutiu como uma declaração de guerra, tamanho impacto que causou à população. Quando cheguei em casa, meu pai permanecia "plantado" defronte à TV, até o último telejornal, já no início da madrugada. Na ocasião, congelaram-se os preços e salários; aumentaram os impostos; tabelaram os juros; a inflação chegou a zero e o consumo explodiu. Apesar das dificuldades de um arrimo de família pobre do interior, meu pai assinou "às duras penas" por mais de vinte anos um grande jornal da capital paulista, com o nobre intuito de manter seu lar bem informado. Avalizou, torceu, acompanhou e sofreu com os malogrados Plano Cruzado 2 (1986); Plano Bresser (1987); Plano Verão (1989); Planos Collor 1 e 2 (1990/1991); e o derradeiro que o combaliu, Plano Real (1994). À época, meu pai já era comerciante havia vinte e oito anos, e tinha se acostumado a sobreviver com a inflação e outras mazelas econômicas. Juntamente com uma legião de outros pequenos comerciantes, não teve nenhum apoio ou esclarecimento de como adaptar-se à súbita "estabilidade", e nunca mais recuperou a saúde do seu negócio. Após apelar para tudo (todas as leoninas armadilhas do sistema financeiro), e dedicar-se exaustivamente ao trabalho em seu comércio por mais quatro anos, resignou-se. Agarrou-se a uma desmedida crença religiosa, e desistiu de acreditar em "coisas de política". Mesmo presenciando a brava luta de meu pai contra as inabilidades e experimentações políticas, e compreendendo seu profundo desgosto com a classe, sinto saudades de sua dedicação e perseverança, quando não havia optado em apenas orar por esse país. Contudo, tenho grande temor quando vejo a maioria da população jovem do Brasil, ignorando e negligenciando a política, individualizando egoisticamente sua conduta, alienando-se em entretenimentos vazios, assistindo a tudo sem postura crítica, acostumando-se a escândalos e malversação do bem público, com lamentável apatia. Realmente não compreendo quando pessoas descrevem seu perfil no site de relacionamentos Orkut, no item que questiona sua participação política, assinalando a opção "apolítico" (como se isso fosse possível), orgulhando-se e procurando eximir-se de qualquer culpa pelo mal andamento de nosso país.  Admito que é muito difícil não desanimar e capitular frente a tantas más notícias, discursos demagógicos, práticas escusas. Nunca os políticos se pareceram tanto, e é raro destacar matizes que fujam do cinza dos nossos representantes em todas as instâncias. Mas, existem duas maneiras de mesmo peso para cometer uma falta grave: a ação e a omissão; e omitir-se é o mesmo que avalizar incondicionalmente esse estado de coisas. É imprescindível aliar as duas armas mais importantes – talvez as únicas – a que um cidadão pleno pode lançar mão nos dias atuais: conhecimento e participação política direta. Informação é combustível poderoso que faz mover as engrenagens da sua vida, por esse motivo ela é tão negligenciada. Fazer política não é meramente participar daquele concurso esporádico, e escolher candidato através do "show de horrores" do oneroso horário político. Em tempos de sobrevivência, não pretendo recriminar ninguém, e sei o quanto é cruel essa luta cotidiana para a maioria da população. Aceite o pão, aceite o circo, mas não se esqueça de exigir o livro, que certamente abrirá seus olhos e o tornará crítico, cético, exigente e com chances de melhorar sua árdua existência. Esse lamaçal tem que acabar, só depende de você!              &lt;br /&gt;O ateniense Péricles discursou com orgulho aos seus concidadãos, após a guerra do Peloponeso: "Nós somos o único povo a pensar que um homem alheio à vida política, não deve ser considerado como um cidadão  tranqüilo, mas como um cidadão inútil".&lt;br /&gt;Um abraço!&lt;br /&gt;__________________________________________________________       &lt;br /&gt;P.s.:&lt;br /&gt;Que tristeza me causou, constrangimento,&lt;br /&gt;Vergonha, vexame, catatonia...&lt;br /&gt;Nós que acompanhamos desde o surgimento,&lt;br /&gt;Lutas, tomada do poder, ascensão e agonia.&lt;br /&gt;Dessa confusa corte, outrora combatente&lt;br /&gt;Onde figurava companheira tão humilde,&lt;br /&gt;Ver seu nome execrado publicamente,&lt;br /&gt;Indefensável, por ávidas "bocas de Matilde".&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-5567226513888348706?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/5567226513888348706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=5567226513888348706' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5567226513888348706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5567226513888348706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/02/poltica-pr-qu.html' title='Política, prá quê?'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-7122629002798400800</id><published>2008-01-29T09:33:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T20:15:22.806-08:00</updated><title type='text'>Carnaval, Cinzas e Ressureição!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Segundo historiadores, o "Carnaval" é uma festa regida pelo ano lunar, tem suas origens na antiguidade, começava no "Dia de Reis", e acabava na "Quarta-Feira de Cinzas", às vésperas da "Quaresma". O período era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada", dando origem ao termo carnaval. Por sua vez, o "Dia de Reis", segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo (recém nascido), recebera a visita de uns reis magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. Os festejos realizados nesse dia ficaram conhecidos como "Folia de Reis". Por sua parte, a "Quarta-Feira de Cinzas", é o primeiro dia da "Quaresma", no calendário cristão ocidental. As cinzas que os católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passagem transitória, e efêmera fragilidade da vida humana. A "Quaresma" é o tempo litúrgico de conversão que a tradição cristã marca para preparar os crentes para a grande festa da "Páscoa". Durante esse período, os fiéis são convidados para um tempo de penitência e meditação. Finalmente, a "Páscoa" - termo hebraico que significa "passagem" - é um evento cristão que celebra a ressurreição de Jesus Cristo (vitória sobre a morte), depois de sua crucificação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Independente da origem das festas e datas religiosas; da crença ou não em Deus; da escolha para qual facção religiosa o "temente" doará seu dízimo; o que importa é que a convenção cultural existe, mesmo que totalmente descaracterizada. O sentido dos eventos co-relacionados foram deturpados para a maioria da população, e a grande festa do carnaval brasileiro, reconhecido mundialmente, transformou-se numa sórdida "folia de reis" às avessas: rei do jogo-do-bicho, rei do tráfico de drogas, rei da demagogia com dinheiro público, rainha da bateria fazendo curso para aprender a sambar, reis de vendas de abadás para acompanhar trios-elétricos... No país inteiro, prefeituras preocupadas com o ano eleitoral, subsidiam o carnaval com repasses de verbas para a realização do evento sem prestar contas a ninguém. Se tomarmos o exemplo do maior carnaval do país, o da cidade do Rio de Janeiro, constataremos o equívoco oportunista. As grandes escolas de samba daquela cidade, sempre foram patrocinadas pela contravenção do jogo-do-bicho; pelo dinheiro do tráfico de drogas; pela venda de enredos, espaços e fantasias para pessoas de fora de suas comunidades e pela liberação de verba pública pelo município e pelo estado. Este ano, a imprensa noticiou que - para a realizaçao da festa - a prefeitura do Rio de Janeiro liberou R$ 9.000.000,00 (nove milhões); o governo do estado do Rio de Janeiro R$ 4.000.000,00 (quatro milhões) e a estatal Petrobrás R$ 6.000.000,00 (seis milhões), sendo que todo esse dinheiro será gerenciado e distribuído pela LIESA (Liga Independente das escolas de samba), historicamente dirigida pelos "patronos" das escolas de samba (banqueiros do jogo-do-bicho, e mais recentemente, traficantes de drogas), cujo último presidente (bicheiro) foi preso pela Polícia Federal no ano passado. Inocências e hipocrisias à parte, esses criminosos se estabeleceram justamente onde o Estado é ausente e onde a população carente é totalmente desassistida. Impulseram seu império de contravenção e tráfico de drogas pela força e pelo terror; bancados pela corrupção e omissão dos órgãos públicos; patrocinados inicialmente pelo folclore do bandido provedor e assistente dos pobres, e agora exclusivamente pela coação e desespero dos moradores cada vez mais abandonados à sorte. E, por sobre esse cinza das áreas pobres e sem assistência básica (previsto na Constituição Federal como obrigação estatal), juntam-se os delinquentes que oprimem e corrompem o marginalizado, com os chefes-dos-executivos omissos e demagogos, nessa festa colorida e deturpada. Resta-nos observarmos o sentido da quarta-feira (simbolicamente recebermos as cinzas para a reflexão e mudança de vida), e não aceitarmos passivamente essa "estranha e velada associação" entre partes que deveriam combater-se e repelirem-se, para o bem público. Nada contra a festa, desde que a folia seja em forma de catarse de pessoas que pretendem expurgar alegremente as agruras do ano todo. De forma saudável, não subsidiada, diversa dessa estabelecida "para gringo ver", alimentando o turismo sexual e denegrindo a imagem do país no exterior, como terra do "samba do crioulo doido".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"&lt;em&gt;Se você mentalizasse na folia, sabe lá se não seria a solução prá de manhã pensar melhor..."&lt;/em&gt; (Osvaldo Montenegro). Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mara:&lt;/span&gt; Faço uma analogia sobre o meu aprendizado referente à sociedade, e a forma de como o Nelson Rodrigues dizia ter aprendido sobre sexualidade: "aprendi pelo buraco da fechadura".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Róbson:&lt;/span&gt; obrigado pela orientação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carlos:&lt;/span&gt; obrigado pelas dicas e pela preocupação, é pancada de todos os lados amigo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Camila:&lt;/span&gt; sua amiga leu o post?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Larissa:&lt;/span&gt; fico lisonjeado com as suas palavras, obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Célia:&lt;/span&gt; bom poder contar com você e com suas observações pertinentes, obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_______________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carla:&lt;/span&gt; emocionantes e esclarecedoras suas palavras. Fiquei realmente emocionado, obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-7122629002798400800?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/7122629002798400800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=7122629002798400800' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7122629002798400800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7122629002798400800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/01/carnaval-cinzas-e-ressureio.html' title='Carnaval, Cinzas e Ressureição!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-7334162879941705107</id><published>2008-01-19T17:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T06:43:58.557-08:00</updated><title type='text'>Família Brasileira (crônica de uma semana comum)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Às vezes, a realidade parece ficção nessa atribulada vida cotidiana de sobrevivência arrancada à fórceps. Por mais que me esforce, tenho enorme dificuldade em entender as relações humanas, em assimilar sem pré-julgar as escolhas pessoais, em compreender o grau de importância que as coisas representam para cada indivíduo, e a aceitar o poder de indignação ou omissão dos membros de nossa sociedade. Acompanhem a trajetória trivial e corriqueira deste brasileiro, durante a semana que passou, nesse fragmento de uma estória particular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A semana começa com o êxito de um filho que, após ser abandonado pela mãe, e entregue a uma família de estranhos há aproximadamente vinte anos, consegue localizar a sua genitora, através de uma busca digna de uma odisséia, com desmedida felicidade. A mãe (genitora) "errou de João" como na música do Chico Buarque, e amasiou-se com um canalha de vida desregrada, e após gerar três filhos, passou a morar na rua, comer sobras de lixo, viver de doações e apanhar diariamente. Julgando não ter como sustentar as três crianças, a genitora optou por "doar" os filhos para famílias abastadas, com dificuldades para ter filhos legítimos. Justamente nesse momento, essa mulher (bonita e atraente, apesar dos maus-tratos da vida) conheceu um homem bom e digno, imigrante nordestino, trabalhador e altruísta. Porém, a condição não permitia - segundo suas avaliações - "criar" todas as crianças, e dois meninos foram adotados por famílias desconhecidas, e uma menina foi criada pelo casal, que posteriormente, quando a vida melhorou um pouco, teve mais três filhas. A família viveu em um lar regular, feliz e rígido por aproximadamente dezoito anos: o pai, a mãe e as quatro filhas; com uma vaga, dolorosa e silenciosa lembrança dos dois meninos lançados ao mundo. A mãe, após esses dezoito anos de vida confortável e estável, conforme o padrão do trabalhador brasileiro, foi acometida por um súbito fanatismo religioso, e praticamente internou-se em uma igreja evangélica, e um belo dia deixou um bilhete com pedido de perdão e fugiu - apenas com a roupa do corpo e alguns trocados - com um desocupado, metido a pregador, feio e sem instrução. Reeditou todo o sofrimento do primeiro casamento, passando fome, vivendo de esmolas e submetendo-se a agressões diárias. Quando finalmente livrou-se do covarde companheiro, e arrumou um barraco em uma favela para instalar-se precariamente, foi encontrada por um dos filhos abandonados, que nada questionou, apenas a beijou, a levou para passear, e disse: "agora tenho a quem presentear no Natal!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Durante a semana, também participei de uma dessas audiências criminais, a que me referi no último &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;. Como fiz a opção por "trabalhar" e não por me omitir quando exercia plenamente minha função policial, essas audiências persistem até hoje, mesmo estando afastado há algum tempo, me dedicando a projetos muito mais gratificantes e satisfatórios. Pela primeira vez em minha carreira, não me recordava do fato, e apenas aguardei minha vez de dar meu depoimento. Os dois acusados chegaram à vara criminal algemados, usando uniformes do sistema carcerário e escoltados por dois policiais militares e um agente penitenciário. Um deles levantou a cabeça, me olhou com muito ódio e cutucou o colega. A diferença é que o olhar não encontrou reflexo, o sentimento negativo não encontrou reciprocidade de minha parte, como aconteceria antigamente. Meu ex-parceiro, ainda na "febre" do exercício da função, resmungou: "...folgado esse moleque, hein! você lembra do caso". O juíz de direito leu rapidamente os nomes dos acusados, e me perguntou o de praxe: "na data tal, no endereço tal, os indivíduos foram presos por roubo, etc... O que o sr. lembra disso?" Respondi tranquilamente que, infelizmente, não me recordava de nada. Ele então folheou automaticamente as folhas do processo judicial, localizou meu relatório, e disse: "O sr. ratifica esse relatório?" Olhei brevemente as folhas do relatório que fiz há quatro anos atrás, e respondi que sim, assinei meu depoimento, e fui embora. Na lembrança, o olhar de raiva e rancor do acusado, cuja fisionomia eu recordava, mas que o esclarecimento sobre certas coisas, me fez esquecer do ocorrido. Poucas horas depois, uma amiga relata que está atarefada com o nascimento de sete filhotes de seus cães de raça "São Bernardo", de linhagem pura e autêntico &lt;em&gt;pedigree&lt;/em&gt;. Diz que vai doar apenas um para uma amiga querida, e vender o restante da ninhada, cujo preço de cada filhote corresponde a R$ 1.800,00 reais. Diante do meu espanto, ela esclarece que todos os dias atende a um bom número de interessados, e que provavelmente venderá os filhotes em uma semana. Explica que quem adquirir o referido cachorro, terá que arcar com o custo do documento que comprova o pedigree, com as vacinas obrigatórias, com as visitas periódicas ao veterinário e com outros mimos caninos. Surpreendo-me e até reajo com rispidez, quando ela revela que a amiga querida a quem ela doará o filhote será a minha esposa, mas depois de minha reação espontâneo e veemente, procuro ponderar. Ouço uma gama de explicações, desde a importância do animal para o crescimento do meu filho; até o fato da oportunidade de obter um cachorro tão caro, sem nenhum custo. Jamais vou compreender e conseguir relacionar estes fatos de forma serena, e não tenho a pretensão de assimilar com tranquilidade as relações humanas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pouco antes de escrever essas palavras , recordei-me do menino que me olhou com ódio no tribunal; de como ocorreu a prisão; de como ele estava drogado no dia do roubo; de como ele delatou seu parceiro; de como as manchas de micose adquiridas na cadeia já tinham se espalhado pelo seu corpo; de como ele não deveria estar recebendo atendimento médico no cárcere; de como sua família deveria estar desestruturada; de como a gente julgava estar fazendo justiça... Ouço de longe, minha mulher feliz em conhecer seu "meio-irmão" após vinte anos, com o filhote de "São Bernardo" latindo pela sala, e meu filho Heitor tentando segurá-lo. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Patrícia Oliveira:&lt;/span&gt; Também relembrei nossa estória, e compartilhei dessa emoção. A luta continua, um grande beijo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Camila, Carla, Cláudia, Bezão, Mara, Célia:&lt;/span&gt; Muito obrigado pelas palavras! Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Márcia:&lt;/span&gt; Adorei a sua idéia, sempre tive vontade de falar para alunos da escola pública. Também tenho um projeto para palestras. Se puder me orientar sobre esse projeto para as Delegacias de Ensino, ficarei muito agradecido. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nina Flora:&lt;/span&gt; Se destacaria sim. É um outro ponto de vista, e o roteiro é muito bom. É sempre gratificante ver filmes de qualidade surgindo no cenário nacional, e nos levando à reflexão. Um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-7334162879941705107?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/7334162879941705107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=7334162879941705107' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7334162879941705107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7334162879941705107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/01/famlia-brasileira-crnica-de-uma-semana.html' title='Família Brasileira (crônica de uma semana comum)'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-9129198324042187035</id><published>2008-01-12T15:14:00.001-08:00</published><updated>2008-01-12T16:37:17.055-08:00</updated><title type='text'>Meu nome não é Johnny!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nessa semana que passou, assisti ao filme "Meu nome não é Johnny", com atuações respeitáveis dos atores Selton Mello, Cléo Pires e Júlia Lemmertz, baseado no livro de mesmo nome, o qual narra a estória de vida do próprio autor João Guilherme Estrella; jovem da classe média carioca, usúrio de drogas, que chegou a ser um dos mais conhecidos traficantes da cidade do Rio de Janeiro. O filme é emocionante, e como qualquer obra de arte, é sentido de forma diversa, e leva cada um a refleti-lo conforme seu patrimônio cultural e atual estado de espírito. Compartilho agora minhas impressões e algumas feridas ainda não cicatrizadas, a que esse bom filme me remeteu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A estória ajuda a refletir sobre família, amizades, escolhas individuais, e, principalmente, a desmistificar a onda causada por "Tropa de Elite", de que todo tráfico de drogas acontece apenas nos morros cariocas, com moleques pobres, quase sempre afro-descendentes, sem camisas, portando armas automáticas. O personagem principal vivia numa eterna "balada", acompanhado de jovens brancos, com o esteriótipo de classe mais abastada, com festas diárias regadas à drogas lícitas e ilícitas, numa quase interminável viagem hedonista, não se atentando para à escalada que o levou de usuário a comerciante de entorpecentes, com o intuito inicial de sustentar seu vício e opção de vida. O filme dá uma virada à partir da inevitável prisão do personagem principal, sob a acusação de tráfico internacional de drogas, e sua inclusão no sistema penitenciário. Daí em diante, mergulha-se numa enorme depressão, num choque de realidade que é essa estupidez da mera segregação sem objetivo digno. Os mesmos vícios, tragédias, facções criminosas, degradação do ser humano são apresentadas. Não obstante as particularidades regionais, ou os nomes que se dê para essa aberração social: cadeia é cadeia em qualquer lugar. O filme aprofunda-se ainda no mundo dos manicômios judiciais, denominados "casas de custódia"; depósitos de indivíduos que necessitam de tratamento, e ao invés disso; são monitorados com doses elevadas de remédios e abandono. Como se a idéia fosse recuperar e não apenas castigar. No próprio estado de São Paulo existe um rol de siglas (C.D.P.; C.P.P.; C.R.), que anuviam a visão dos incautos e despolitizados contribuintes, os quais são ludibriados pela teoria da suposta ressocialização. No filme, aborda-se também o julgamento do personagem principal com a velha frieza da rotina das decisões em série, como se todos os casos fossem iguais, e se todos os que delinquiram tivessem uma pré-disposição congênita para tal. O cenário aproxima-se bastante da realidade: um promotor justiceiro, uma intocável juíza semi-deusa, um advogado atento para as habituais brechas judiciais e um emaranhado de papéis timbrados. O diferencial do julgamento tratado na estória, é que a juíza de direito sensibilizou-se com a sinceridade do personagem principal, e seu depoimento despojado e contundente, o condenando à pena mínima e o encaminhando para tratamento. Mas, a realidade é muito diferente disso. Iniciando pela pouca chance que os réus têm de se pronunciarem nas audiências criminais. Participei de incontáveis como policial e de uma como réu, e - como relato em meu livro - o juíz que me julgará nunca ouviu meu relato. As referidas audiências são rápidas, automáticas e impessoais. Quase sempre com o esteriótipo do jovem favelado, ou morador em "áreas de risco", acuado, pronunciando-se num misto de gírias e tentativas de parecer instruído; com testemunhas amedrontadas, sendo interrompidas pelo juíz em seus testemunhos, o qual exige objetividade (ou depoimentos em linha de produção); e decisões análogas. Naquele ambiente, nem julgador e nem julgado têm a menor noção do que se passa na vida do outro, no seu meio, na sua vida, no que seria efetivamente necessário para sua inserção social, no que está errado nesse país. Afirmo com convicção, que se o personagem Johnny fosse negro, magrelo, favelado, falasse um português sofrível, olhasse para o chão durante o julgamento, usasse chinelos "havaianas", e expressasse no olhar toda revolta e raiva das pessoas que estivessem naquele tribunal, seria condenado à pena máxima. Porém, para mim o que foi sentido mais profundamente no filme, foi quando o personagem principal saiu provisoriamente da prisão ("indulto"), para passar o Natal com sua mãe, e após rever familiares, amigos e ex-companheira, passou horas (até o amanhecer), sentado na areia da praia, fitando o mar, enquanto seus amigos dormiam dentro do carro, o esperando. Esse sentimento é particular, e como disse no início desse texto, sentido individualmente por cada espectador, e para mim foi devastador lembrar de como se passou minha saída de um destes estabelecimentos prisionais. Tudo perde o sentido, o mundo exterior é algo que não te pertence, que você não compreende de imediato. Perde-se a noção de tempo e espaço. A sua hierarquia de valores e coisas importantes, modifica-se. E a superficialidade de nossa sociedade atual aflora-se em cada novo contato social. Têm-se a impressão que tudo está viciado, que a realidade é ficção. Sua máscara social diária, que adotamos conforme a conveniência e o compromisso, não tem mais sentido. A crueza de nossa existência é mais importante. Na mesma noite de minha saída, minha família perguntou que comida eu gostaria de provar, e paramos em uma pizzaria, para eu degustar algo com "gosto de rua", porém, a iguaria não descia pela garganta. Recordava-me apenas dos ex-companheiros de cárcere que haviam ficado para trás. Só quem já esteve dos dois lados do problema (incluindo e sendo incluído), pode dizer com propriedade que a discussão sobre esse sistema punitivo e discriminatório faz-se urgente. Retornando ao filme, no final aparece na tela uma mensagem de uma juíza de direito dizendo agora acreditar na recuperação de quem supostamente delinquiu, reiterando a confusão de opiniões sobre esse equívoco chamado sistema carcerário. Que bom seria se todos pudessem afirmar enfaticamente em um tribunal: "meu nome não é Johnny, não é réu, não é reeducando, não é alcunha, não é aliases, não é um número, não é estatística...", e contar sua estória de vida. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;_____________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Camila:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Aquele abraço afetuoso de sempre!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Márcia, Denilson, Carlos:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Muito obrigado pelas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cleiton:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Difícil expressar indignação em forma de poema, e com talento. Parabéns!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Célia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Muito obrigado, Chico César cantou: "não aponte o dedo para Benazir Bhutto, seu puto, ela está de luto, pela morte do pai. Não aponte o dedo para Benazir! (aguarde)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bezão:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Um dos maiores desafios do candidato Barack Obama é provar para os próprios negros politizados dos E.U.A., que apesar da cor de sua pele, não é tão conservador e reacionário quanto seus colegas de partido Democrata, e que pode ser um líder como Malcon X, Martin Luther King, ou mais recentemente, Jesse Jackson, que tinham alguma proposta efetiva para lutar contra a discriminação em um dos países mais racistas e intolerantes do mundo. Gilberto Gil cantou: "Bob Marley morreu, porque além de negro era judeu. Michael Jackson ainda resiste, porque além de branco, ficou triste." É preciso ter atitude irmão, um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-9129198324042187035?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/9129198324042187035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=9129198324042187035' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/9129198324042187035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/9129198324042187035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/01/meu-nome-no-johnny.html' title='Meu nome não é Johnny!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-6474815838915942718</id><published>2008-01-05T13:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T15:27:25.400-08:00</updated><title type='text'>Ano novo, velhas hipocrisias!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com a chegada de um novo ano, renovam-se as esperanças, e ficamos ávidos por novidades boas, que possam melhorar nossas vidas. Porém, se o veículo de comunicação e formação de nossas opiniões continuar sendo a imprensa e "meia dúzia" de "mantenedores do &lt;em&gt;status quo"&lt;/em&gt;, estamos perdidos! É lamentável e desestimulante acompanhar o noticiário dos primeiros dias do ano, e aos comentários dos especialistas de plantão. Destaco cinco notícias que foram exaustivamente discutidas, como o que de mais importante estaria acontecendo no momento, e suas requentadas análises: a sucessão presidencial americana; diversos casos de "balas perdidas" pelo Brasil; &lt;em&gt;pop star&lt;/em&gt; americana sendo internada à força e perdendo o direito de ver os filhos; início do mais popular &lt;em&gt;reality show&lt;/em&gt; da televisão brasileira e; finalmente, manifestações quase uníssonas contra a saída provisória dos presos no Natal e Ano Novo. Algumas considerações:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;I -&lt;/span&gt; Um historiador diz em um telejornal que a vitória de Barack Obama na prévia do partido Democrata representa uma virada de página na história política americana. Só se for virar a página para o próximo capítulo da mesma estória! A diferença entre Republicanos e Democratas no cenário político americano significa exatamente alguns conservadorismos a mais por parte dos primeiros, não fazendo dos segundos radicais de esquerda que pretendem mudar a história de injustiça mundial. Surpreender-se por um negro americano sair na frente da prévia de seu partido para disputar pela primeira vez uma eleição presidencial, é no mínimo ingenuidade. Em justa medida, no sentido pejorativo mesmo, Barack Obama é tão branco quanto Hilary Clinton. Independente de quem ganhe as eleições americanas, a mais bélica das nações continuará a ser intervencionista, imperialista e a desrespeitar as soberanias dos demais países.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;II -&lt;/span&gt; Reportar os casos de violência extrema como "balas perdidas" parece que basta para os jornais e televisões, como que classificando-se crimes diferentes, cometidos em situações diferentes, e em pontos diferentes do país, como uma linha de produção de fatalidades, amenizasse o problema. Nenhuma projeção, análise, estudo de causa foram considerados em relação aos fatos isoladamente. Dá-se a impressão que temos que aceitar a violência corriqueiramente, como parte de nossas vidas, sem dissecarmos nossa parcela de culpa e falta de iniciativa para revertermos o quadro. Basta esperar o rótulo: "bala perdida"; "chacina"; "assalto", e elegermos um culpado: "polícia"; "governo"; "bandidos"; "menores infratores". A má distribuição de renda; a educação negligenciada; a sociedade cegamente consumista; a avareza; a usura; a ausência de solidariedade, passam a ser detalhes. O que foi feito de efetivo no ano que passou para mudar a desigualdade social, principal causa da violência. A "bala que se perdeu" em Belo Horizonte; Porto Alegre; litoral paulista; etc., não se perdeu de forma padronizada, mas, certamente, direcionada por um dos motivos acima elencados, e pelos órgãos de imprensa ignorados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;III -&lt;/span&gt; A "pop star" americana Britney Spears, que iniciou sua carreira como diva angelical da cena musical internacional rendeu cifras vultosas para os profissionais do &lt;em&gt;show bussiness&lt;/em&gt;, para a imprensa fútil que acompanha a vida de "celebridades", para a indústria do falso &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt;, em sua fase recatada. Quandom rebelou-se, agregando um pouco mais de atitude em sua personalidade, até beijando a cantora Madonna em público, faturou ainda mais aos cofres dos sanguessugas acima relacionados; e agora, no seu melancólico declínio como dependente química, viciada, desorientada e abandonada, continua a proporcionar gordas remunerações com a cobertura de seus escândalos. É patético e revoltante ver uma moça que necessita de tratamento, independente das baboseiras que cante ou de suas infelizes escolhas, ser exposta, execrada e pré-julgada pela mídia de banalidades. Como um produto descartável, que será sugado até sua extinção, sem causar a indignação dos inertes expectadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;IV -&lt;/span&gt; O "espetáculo da vida real", que confina alguns jovens bem apessoados, numa competição para averiguar quem pode ser mais evasivo, fútil, hipócrita e dissimulado; de realidade não tem nada. A começar pela seleção dos candidatos. Os que se atrevem a expor-se, mostrando a face pobre, inculta, feia e equivocada do Brasil verdadeiro, bem como o nível de educação e cultura em que nos encontramos, são ridicularizados nos programas "Fantástico" e "Vídeo-Show" da Rede Globo, como aloprados que foram desclassificados e reconduzidos ao show de horrores que é suas próprias vidas. Os selecionados para a "real" competição, parecem recém-saídos de mini-séries americanas, com corpos modelados e caráter deformado, compondo uma nova leva de canastrões que serão aproveitados na sofrível programação da televisão, em revistas masculinas e eventos alienantes. A dúvida que persiste é onde o cidadão médio da população se vê naquele simulacro de vida real. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;V -&lt;/span&gt; O estado de São Paulo - unidade federativa que mais prende, condena e encarcera do país - possui atualmente uma legião de aproximadamente 144.000 penitentes nos seus calabouços. Nos últimos seis anos (segundo fonte da agência Estado), a população carcerária do estado quase que dobrou, o que equivale a quase 800 presos por mês, ou a 1 detento por hora. Prá quê? Na teoria, um infrator deve ser julgado, e se condenado, cumprir sua condenação em regime de progressão de sua pena, ou seja, conforme vai sendo reeducado pelo estado, vai resgatando sua cidadania, passando do regime fechado, para o semi-aberto, e, consequentemente para o aberto. Na prática, nada disso pode ser levado em consideração. O condenado passa por um período de expiação do seu corpo e de sua mente, perde a noção de civilidade, passando a sobreviver em um micro-cosmo totalmente diverso de nossa sociedade regular, e sente a "vingança pública" travestida de ressocialização diariamente. Quando o estado decreta que o preso que tenha cumprido um 1/6 de sua pena, encontra-se no regime semi-aberto, e com bom comportamento - em tese tendo progredido - poderá sair provisioriamente da prisão e passar algumas datas importantes com seus familiares; a opinião pública entra em polvorosa. Para variar, apenas reportando casos isolados, sem discussão aprofundada. Ressalte-se, que essa saída ainda depende da análise dos órgãos públicos (prerrogativa da justiça), a qual deverá saber quem está preparado ou não para a reinserção social gradativa. Pois bem, vamos decidir corajosamente nossa posição: somos vingadores ou acreditamos na recuperação de quem supostamente delinquiu? Vamos optar por um lado e deixar cair o pano; e, é claro, assumirmos toda a responsabilidade pela involução de nossa existência!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Obs.:&lt;/span&gt; Neste último Natal, 17.968 presos com direito à saída provisória receberam esse benefício, sendo que 1.143 não voltaram para as prisões (144 unidades) do estado de São Paulo, o que equivale a 6,36% dos detentos, o mais baixo índice desde 2.002. (fonte Jovem Pan/UOL).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De fato, o ano se inicia com a impressão de que o ano anterior não acabou, e a luta pela sobrevivência vai sendo travada, sem sentirmos as "verdades" que - segundo a grande imprensa - mudarão as nossas vidas. "Feliz Ano Novo", ou melhor, "Feliz Ânimo Novo". Não esmorreçam, um abraço! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-6474815838915942718?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/6474815838915942718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=6474815838915942718' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6474815838915942718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6474815838915942718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2008/01/ano-novo-velhas-hipocrisias.html' title='Ano novo, velhas hipocrisias!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-6369900645659448874</id><published>2007-12-23T09:57:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T10:04:16.630-08:00</updated><title type='text'>Decreto de Natal!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Róbson&lt;/strong&gt;, você é um vencedor. Sua trajetória é exemplar, e seus alunos são privilegiados por poder receber educação de um homem com a sua estória de vida. Parabéns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que, neste Natal, em vez de dar presentes, faremos presentes junto aos famintos, carentes e excluídos. Papai Noel será malhado como Judas e, lacradas as chaminés, abriremos corações e portas à chegada salvífica do menino Jesus.&lt;br /&gt;                                   Por trazer a muitos mais constrangimentos que alegrias, fica decretado que o Natal não mais nos travestirá no que não somos: neste verão escaldante, arrancaremos da árvore de Natal todos os algodões de falsas neves, trocaremos nozes e castanhas por frutas tropicais, renas e trenós por carroças repletas de alimentos não perecíveis e, se algum Papai Noel sobrar por aí, que apareça de bermuda e chinelas.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que cartas de crianças, só as endereçadas ao menino Jesus, como a do Lucas, que escreveu convencido de que Caim e Abel não teriam brigado se dormissem em quartos separados; propôs ao Criador ninguém mais nascer nem morrer e todos nós vivermos para sempre; e, ao ver o presépio, prometeu enviar seu agasalho ao filho desnudo de Maria e José.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que as crianças, em vez de brinquedos e bolas, pedirão bênçãos e graças, abrindo seus corações para destinar aos pobres todo o supérfluo que entulha armários e gavetas. A sobra de um é a necessidade de outro, e quem reparte bens partilha Deus.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que, pelo menos um dia, desligaremos toda a parafernália eletrônica, inclusive o telefone, e, recolhidos à solidão, faremos uma viagem ao interior de nosso espírito, lá onde habita Aquele que, distinto de nós, funda a nossa verdadeira identidade. Entregues à meditação, fecharemos os olhos para ver melhor.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que, despidas de pudores, as famílias farão ao menos um momento de oração, lerão um texto bíblico, agradecendo ao Pai de Amor o dom da vida, as alegrias do ano que finda, e até dores que exacerbam a emoção sem que possa entender com a razão. Finita, a vida é um rio que sabe ter o mar como destino, mas jamais quantas curvas, cachoeiras e pedras haverá de encontrar em seu percurso.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que arrancaremos a espada das mãos de Herodes e nenhuma criança será mais condenada ao trabalho precoce, violentada, surrada ou humilhada. Todas terão direito à ternura e à alegria, à saúde e à escola, ao pão e à paz, ao sonho e à beleza.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que, nos locais de trabalho, as festas de fim de ano terão o dobro de seu custo convertido em cestas básicas a famílias carentes. E será considerado grave pecado abrir uma bebida de valor superior ao salário mensal do empregado que a serve.&lt;br /&gt;                                   Como Deus não tem religião, fica decretado que nenhum fiel considerará a sua mais perfeita que a do outro, nem fará rastejar a sua língua, qual serpente venenosa, nas trilhas da injúria e da perfídia. O menino do presépio veio para todos, indistintivamente, e não há como professar o pai nosso se o pão também não for nosso, mas privilégio da minoria abastada.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que toda dieta se reverterá em benefício do prato vazio de quem tem fome, e que ninguém dará ao outro um presente embrulhado em bajulação ou escusas intenções. O tempo gasto em fazer laços seja muito inferior ao dedicado a dar abraços.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que as mesas de Natal estarão cobertas de afeto e, dispostos a renascer com o Menino, trataremos de sepultar iras e invejas, amarguras e ambições desmedidas, para que o nosso coração seja acolhedor como a manjedoura de Belém.&lt;br /&gt;                                   Fica decretado que, como os Reis Magos, todos daremos um voto de confiança à estrela, para que ela conduza este país a dias melhores. Não buscaremos o nosso próprio interesse, mas o da maioria, sobretudo dos que, à semelhança de José e Maria, foram excluídos da cidade e, como uma família sem terra, obrigados a ocupar um pasto, onde brilhou a esperança.&lt;br /&gt;                                                                                    &lt;strong&gt;(Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;                              FELIZ NATAL À TODOS!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-6369900645659448874?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/6369900645659448874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=6369900645659448874' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6369900645659448874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/6369900645659448874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/12/decreto-de-natal.html' title='Decreto de Natal!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-8937412175875772101</id><published>2007-12-02T12:41:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T12:51:13.368-08:00</updated><title type='text'>Atire a primeira pedra!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Célia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;...fico chocada cada vez que tenho notícias de policiais envolvidos com o crime. Tenho consciência que a questão é mais complexa do que parece, mas fico pensando no "senso comum", como ver a polícia com bons olhos? Como acreditar que existem bons policiais, aqueles que cumprem seu papel de verdade?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                                   &lt;strong&gt;Célia&lt;/strong&gt;, cabe a nós - através do debate e da reflexão - pontuarmos os problemas sociais de forma isenta, corajosa e contundente, apontando equívocos e más intenções, desanuviando o cenário obscuro que só interessa a uma pequena e gananciosa parcela que se beneficia disso, para podermos exigir mudanças e correções, que equilibrem um pouco nossa iníqua sociedade. Tudo é reportado, catalogado e narrado de uma forma superficial, que não vai além da epiderme, deixando inerte o corpo social, enquanto as artérias por onde passam as riquezas do país são sugadas avidamente. Um ótimo sinal de que essa estrutura desleal montada para "traduzir" mazelas sociais, que deságua nas notícias dos veículos de comunicação, com suas versões em série para dramas diversos pode ser questionada; é a sua indignação e dúvida quando diz ter ficado chocada com as reportagens sobre policiais envolvidos com crimes. E como esse espaço não se propõe a maquiar, e sim ajudar a desconstruir hipocrisias que mantém a sociedade brasileira nesse vergonhoso estado de estagnação, eis o que posso acrescentar ao debate.&lt;br /&gt;                                   A cultura sob a qual a Polícia Civil se estruturou, é a mesma em que todos os outros órgãos públicos do país se criaram e se estabeleceram, ou seja, do capitalismo imposto como sistema econômico, adaptado e incorporado pela nossa herança como colônia de exploração, redundando numa "filosofia de vida" onde quanto mais você possui e ostenta, mais você é respeitado como cidadão e faz valer os seus direitos. A polícia é o tentáculo da formação do Estado para o qual foi delegado poderes de utilização de força, de contenção, de mais proximidade com os conflitos cotidianos, em todas as camadas sociais. E à Polícia Civil coube a designação de dissimular-se no corpo social, sem protocolos, de forma não ostensiva, para melhor apurar autorias de eventuais delitos contra a legislação penal, no seu papel de "polícia judiciária", conforme sua incumbência oficial. Inicialmente, muito poder foi delegado a essa instituição, que tinha o dever legal de autorizar coisas banais como a instalação de um circo ou parque em uma cidade, ou a emissão de atestado de pobreza a um cidadão, até o extremo da aprovação a um mandado de busca ou prisão. Com o "sacolejar da carruagem" a estrutura estatal foi adaptando-se e os "poderes" foram sendo melhor distribuídos. Fato relevante também, foi o papel a que a polícia civil se prestou, postulando-se ao lado da ditadura, legitimando as ações ilegais dos militares, na época do regime de exceção, herdando inconseqüentemente essa herança macabra.  O saldo de tudo isso, resulta no que ficou instituído no imaginário popular: o medo e a figura negativa das instituições policiais, e o quinhão que coube peculiarmente à polícia civil, foi a pecha de desonesta e corrupta. Porém, para discutir o assunto com isenção, esqueça o espetáculo da superexposição de policiais sendo presos, os prejulgamentos televisivos, a necessidade do enquadramento de pessoas no time do bem ou do mal; faça sua própria reflexão. O que deve ser exaustivamente combatido é a "verdade socialmente construída" de que se o indivíduo não tripudiar e "passar seu semelhante para trás", não será reconhecido como cidadão e não usufruirá das benesses a que somente os endinheirados têm acesso. Urge demonstrar que não corrompendo ainda mais nosso meio social é possível reverter recursos para a melhoria de nossas (base da pirâmide) vidas. É imprescindível discutirmos de forma veemente, mas sem hipocrisias (como bradam os que se pretendem "santos canonizados" de calça jeans e eternas camisas brancas), o por que das instituições oficiais e dos nossos representantes serem tão desacreditados pela população, detectando verdadeiramente soluções cotidianas. É explicitar, na prática e sem discursos circulares, que é mais salutar e recompensador optar por não se corromper. É investir maciçamente em informação e cultura para todos nós e "jogarmos o jogo instituído", buscando uma maneira de fiscalizar de muito perto as ações de todos os funcionários públicos (do Presidente da República aos professores do município). Retornando ao caso específico dos policiais sendo presos, mas não perdendo de vista o que foi dito acima, na polícia - como em toda a sociedade - não existem vestais, todos os integrantes sabem "quem é quem", ou quem não resiste ao "canto da sereia". Não pretendendo julgar ninguém, mas mesmo ressaltando sempre que, segundo a Constituição Federal, um indivíduo só será considerado culpado quando transitar em julgado sua sentença penal condenatória, não é difícil constatar ou identificar quem faz mal uso da função pública (...quando nem os sinais exteriores de riqueza são tomados como o início de prova, lembrando Rui Barbosa, chega-se a vergonha da honestidade mantida). Porém, essa constatação nada condiz com o espetáculo pérfido transmitido pela imprensa, e a parte profundamente responsável pela deterioração da "coisa pública" continua escondida, e bem protegida, pelos discursos demagógicos, e pelo meteórico poder aquisitivo conquistado. E a raiz do problema, segue sem sequer ser arranhada. Também é pertinente destacar que ao contrário do que possam sugerir as matérias jornalísticas que apartam e execram o servidor investigado, seja ele culpado ou não, a maioria dos integrantes dessa instituição, desaprovam tais atitudes ilícitas, e - malquerenças e maledicências à parte - conservam um resquício de orgulho em pertencerem ao quadro policial. Os integrantes da carreira policial quase sempre vêm do mesmo extrato social dos delinqüentes catalogados pelo estado, e exercem sua função na contenção desse mesmo extrato social. Nas filas de inscrição para os concursos das carreiras policiais, durante as rodas de conversa, constata-se que os postulantes já carregam um pré conceito negativo do universo ao qual pretendem ingressar. Os que conseguirem a aprovação, trarão seu preconceito da instituição, adicionando ao mesmo o pseudo poder que julgarão portar, "combatendo o crime" inconscientemente apenas no meio social de onde advieram, completando o círculo do erro total, a serviço do poder usurpador de cima para baixo, que manipula e estimula iguais em posições desfavorecidas a agredirem-se reciprocamente.                             &lt;br /&gt;                                   Concluindo a resposta ao seu questionamento, veja todas as instituições - não só a polícia - da melhor maneira possível: com olhos de cidadã, olhos atentos, e ajude a reverter para o "público", o que interesses escusos usurparam para o "privado". Afinal, a Delegacia de Polícia, os Palácios de Justiça, as Câmaras Legislativas, os Paços do Executivo, os hospitais públicos, os prédios do INSS, as escolas públicas; são seus e de todos nós, e o acesso a esses espaços que a representam na tarefa de tornar nossa convivência social harmônica, são livres, apesar da blindagem corporativista e dos humores instáveis de seus empregados públicos. Quanto aos ocupantes de cargos policiais, esses estão vulneráveis à tentação e capitulação frente ao implacável mundo do consumo e da ostentação; à execração pública da indústria do espetáculo e seus pré&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;-julgamentos; às armadilhas de exercer sua função lidando diariamente com vilanias e ardis, cabendo a cada um, particularmente, optar pelas escolhas condizentes com sua formação e pretensão social. Um abraço!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;strong&gt;Em tempo:&lt;/strong&gt; às vezes somos ludibriados pela vida e achamos que a dor da morte, da prisão, da separação, são ácidas e agudas. Ledo engano, hoje tenho a dimensão da dilaceração do espírito e da alma. Doem todas as equinas do meu ser, e de alguma maneira, rebaixo-me junto ao meu querido Sport Club Corinthians Paulista, para todas as sub-divisões que a vida nos colocar. Tu és forte, tu és grande, dentre os grande, és o primeiro. Força Corinthians! Todo poderoso Timão!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-8937412175875772101?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/8937412175875772101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=8937412175875772101' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8937412175875772101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8937412175875772101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/12/atire-primeira-pedra.html' title='Atire a primeira pedra!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-2528474587787887300</id><published>2007-11-12T10:47:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T10:56:18.485-08:00</updated><title type='text'>Mente Criminal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Camila:&lt;/strong&gt; Parabéns pela iniciativa de ler o livro "Vigiar e Punir", estamos juntos. Um abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos:&lt;/strong&gt; A respeito da polêmica criada após a veiculação dos artigos do apresentador Luciano Huck (publicado no jornal "Folha de S.P.", o qual foi vítima de roubo no badalado bairro dos Jardins em São Paulo/SP), e do escritor Ferréz (artigo resposta em forma de conto, publicado no mesmo jornal, com o objetivo de explicitar a realidade e mostrar um pouco a outra face dos fatos, e o que origina essa violência), já dei minha opinião no &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;Tropa de (a) Elite - o que você tem a ver com isso?. Sobre as opiniões publicadas que valem a pena comentar, lamento o artigo bem escrito, mas fora de propósito da excelente Alba Zaluar, a quem respeito muito e admiro todos seus artigos publicados naquele jornal (exceto esse sobre a polêmica); e destaco o ótimo artigo escrito pelo cantor Zeca Baleiro (O rolo do Rolex), que pode ser lido na íntegra no blog "O lado B de Mara", linkado aí ao lado. Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Denise:&lt;/strong&gt; A corrupção no Brasil data dos primórdios da nosso formação como sociedade. Fomos descobertos como uma colônia de exploração, onde se retirava tudo o que tinha valor comercial e enviava para a terra do colonizador. Ao contrário das colônias de povoamento, cujos pioneiros tinham também a intenção de explorar, mas para se estabelecer na terra, aqui desde o princípio instituiu-se essa característica da usurpação do público pelo privado, de se levar vantagem em tudo, de desprezo mútuo entre as instituições oficiais e os cidadãos. A formação do caráter do brasileiro é muito bem aludida na obra "Macunaíma" do autor Mário de Andrade. Porém, corrupção não deve ser compreendida apenas pelas chamadas dos jornais da grande imprensa, divulgando escândalos diários; deve ser estendida para nossas ações, onde devemos verificar se no nosso raio de ação, não tomamos atitudes igualmente vis, travestidas de "esperteza" ou o famigerado e corrosivo "jeitinho brasileiro". A propósito, seria ingenuidade acreditar que em um batalhão policial como o BOPE não exista corrupção, o mesmo é formado por pessoas de momentos de esclarecimento diferentes como todo grupo. O autor do filme "Tropa de Elite" apenas pretendeu enfatizar a diferença entre os grupos policiais, e a motivação justiceira do Capitão Nascimento e do batalhão a que ele pertencia, o qual era menos corrupto em relação a envolvimento com marginais e achaques, mas que degradava intensamente o dever policial com execuções e torturas. No confuso momento em que vivemos, um personagem criminoso vira herói nacional, e a morte é mais tolerada (e até reverenciada), do que um delito de corrupção. Os presídios que abrigam policiais estão repletos de estórias que ajudam a esclarecer esse nó, dando uma indicação onde o problema se inicia, com uma profusão de ex-policiais que participaram da mesma guerra civil que o Capitão Nascimento, de lados diversos, às vezes dos dois lados, em momentos diferentes; aprofundando e explicitando menos superficialmente os problemas sociais e equivocadas avaliações. A seguir reproduzo um dos capítulos do livro que tento publicar, sobre uma das inúmeras figuras que me fizeram refletir sobre nossa sociedade, na traumática vida entre muralhas. Um abraço!                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mente Criminal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      Parecia que o termo havia sido criado para descrevê-lo. Todas as outras formas de referi-lo seriam impróprias sem a utilização dessa palavra: oportunista. Observando a definição empregada no dicionário Aurélio para oportunismo, desfaz-se todas as dúvidas e ressalta-se a atitude desse interno que dedicava grande parte do seu tempo ocioso à engendrar novas artimanhas para encurtar o caminho que leva ao sucesso, desde que esse percurso fosse sem muito esforço e paralelo à via legal e mais árdua: ...”acomodação às circunstâncias para se chegar mais facilmente a um resultado”. Sua figura franzina; sempre arrumado, com camisas para dentro da calça; cabelos penteados com minúcia formando um estilo antiquado de corte e sempre ostentando um relógio de marca importada, transitava quase imperceptível pelo pátio de convívio. Tinha facilidade em estabelecer intimidade, bastando encostar em qualquer “banca” e começar a conversar, com sua fala arrastada, intercalando palavras rebuscadas (impropriamente empregadas no diálogo), com gírias (essas ditas com grande propriedade). Fingia ter muita simpatia e apreço pelo interlocutor, e em pouco tempo de bate-papo conseguia ouvir confissões, arrependimentos, segredos ilícitos, desabafos, etc. Era conservador, machista, racista e superficial, o que facilitava sua fácil aceitação nas rodas de conversas, quase sempre sobre futilidades e “teorias” equivocadas. Também era inteligente, mas mal intencionado. Tudo para ele tinha que ser feito da forma ilegal, levando alguma vantagem, ludibriando, induzindo alguém ao erro. Sua cabeça pensava em crime ou ilegalidades todo o tempo, e todo acontecimento - por mais corriqueiro que fosse - era rapidamente traduzido pelo sua índole viciada e convertido em projeto de futuros delitos, o que levou os detentos do  P. E. P. C. a chamá-lo pela alcunha de “Mente Criminal”. Sua fama espalhou-se pelo presídio, e quando alguém queria uma opinião segura sobre a possibilidade de algum ardil dar resultado positivo, era logo aconselhado:&lt;br /&gt;- “Pergunte ao ‘Mente’, ele é a pessoa que pode te ajudar...” Se era convidado por um interno para tomar um café na “boqueta”, “Mente Criminal” já divagava sobre a beberagem: “esse café pode ser superfaturado, depois desconta o valor real pago e pega a diferença, mas também dá pra desviar ou misturar com algum produto, tá com um gosto estranho mesmo...”. Ficava atento a todas as conversas, sempre com a intenção de aprender ou de dar algum palpite que lhe valesse alguma vantagem. Aproximou-se do interno mais talentoso, dos poucos que exerciam a atividade de pintura com tinta óleo sobre tela no presídio, ficou amigo e logo começou a “ajudá-lo” a comercializar seus quadros, vendendo-os a conhecidos e familiares por preços muito acima do combinado com o artista; e, posteriormente, ainda cobrava comissão do mesmo pelas vendas. Certa vez, assistíamos ao noticiário sobre o pagamento do seguro obrigatório para vítimas fatais em acidentes de trânsito e “Mente Criminal” logo se interessou pelo assunto, vislumbrando aproveitar-se do momento de dor dos familiares das vítimas, para adquirir as assinaturas necessárias para solicitar o referido seguro, e obviamente, embolsar o dinheiro para ele. Sempre interessava-se pelos crimes imputados aos novos internos incluídos no P. E. P. C., indagando:&lt;br /&gt;- “Qual o B. O. daquele novato, ali?” E quando era informado, partia rapidamente para a abordagem inicial, dizendo: “esse golpe eu ainda não conheço, deixa eu ir lá dar as boas vindas”, e dirigia-se para o encontro com desmedida cordialidade. “Mente Criminal” aproveitou-se do seu drama do encarceramento para comover antigos parceiros e amigos e angariar algumas doações, sempre com sua conversa demagógica, carregada de lugares comuns. Com sua ambição e seu “tino comercial”, vislumbrava lucro até na esdrúxula estrutura da prisão, que constantemente precisava de reparos em coisas básicas como chuveiros, torneiras, manutenção da quadra de esportes, etc. “Mente Criminal” pedia doações a colaboradores externos, os quais - comovidos com  as parcas instalações  do cárcere e  com sua má sorte - colaboravam na medida do possível. Posteriormente, “Mente Criminal” cobrava dos demais internos, rateando o valor do objeto doado, como se o mesmo tivesse sido comprado, apossando-se do dinheiro arrecadado. “Mente Criminal” vinha de uma infância em um bairro pobre e violento, mas detestava pobreza, e não se identificava com suas origens. Era extremamente preconceituoso, e seu principal alvo era o presidente da República. A implicância com "Lula" era demasiada e não justificava-se por divergências políticas ou ideológicas, mas pelo fato de não aceitar um homem de proveniência humilde e sem sofisticações, exercendo um cargo tão expressivo. “Mente criminal” exprimia o pensamento advindo da herança colonial, de verdades socialmente construídas; institucionalizando o “levar vantagem em tudo”, não importando o meio empregado; a valorização do usurpador bem sucedido em detrimento do virtuoso desprovido de bens materiais; e a não aceitação do seu igual em posição de destaque. Não media esforços para enterrar seu passado de dificuldades, e queria “vencer” de qualquer modo, não importando a maneira de conseguir esse intuito. Desejava ser aceito no meio dos “bem nascidos”, os quais sempre o desprezaram, e cujo circulo social “Mente Criminal”, irremediavelmente, só conheceria pela porta dos fundos. Sabia na ponta da língua nomes de grifes de roupas, marcas de carros, e demais segmentos da cultura do consumo inútil, porém, não tinha conhecimento científico de nada, desperdiçando sua destacada inteligência. Não cogitava “vencer” pelo caminho árduo e honrado; e considerava apenas os meios ilícitos - que o acompanharam em toda a sua trajetória profissional - como forma eficaz de atingir o sucesso. Em uma conversa com “Mente Criminal” na quadra de esportes, confidenciava sobre a minha intenção de criar uma Organização Não Governamental (ONG) para discutir e encontrar propostas para, efetivamente, ressocializar detentos do sistema prisional, e não meramente puni-los, como acontece realmente; para impedir que a ausência de políticas de reintegração social de infratores, se revertesse em novos delitos cometidos contra a própria sociedade, através do recrutamento de presos execrados, aliciados por facções criminosas. Falávamos sobre as mazelas e falhas na segregação do delinqüente apenas como vingança pública, e todos os efeitos negativos que se voltariam para a comunidade, e a necessidade de se fazer algo para desmistificar a hipocrisia da reeducação e fugir das “receitas” mirabolantes dos pseudo-especialistas que nunca estiveram do lado de lá da grade. “Mente Criminal” ouvia à tudo atentamente, e concordava sobre o teor do assunto debatido, chegou a oferecer-se para ajudar nesse trabalho, porém, desistiu quando não conseguiu mudar um ponto do projeto: o fato da iniciativa ser “sem fins lucrativos”. Gabava-se de conhecer um esquema criminoso para tudo: concursos públicos; diplomas escolares; aberturas de contas bancárias; sumiços de parte de processos judiciais em varas criminais; aprovação na segunda fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil; financiamentos de veículos com documentos falsos, etc., e despertava em mim uma indignação quase incontida quando relatava esses absurdos. Porém, após áspera interpelação sobre sua consciência e sobre os reflexos devastadores que essas “sacanagens” causariam no seu próprio meio social, “Mente Criminal” desconversava, alegando que se ele não usufruísse dessas irregularidades, outros o fariam. Era totalmente inconseqüente, e o fato de galgar alguma vantagem financeira, que supostamente o elevaria a mais um andar da escala social, justificava para ele qualquer ato espúrio. Reverenciava os mais abastados, principalmente os de famílias tradicionais, que deveriam manter-se endinheirados e inatingíveis, por terem “berço” ou pedigree, como repetia constantemente. Mas, paradoxalmente, admirava os “novos ricos”, os quais haviam conquistado sua riqueza através de espertezas, trapaças e fraudes. Desprezava os honestos e pobres, que segundo seu entendimento não passavam de tolos e fracassados. Esse pensamento norteava as ações de “Mente Criminal”, que - ao contrário de alguns presos do P. E. P. C. - não havia saído de seu estado de consciência, arriscando-se a enveredar por caminhos delituosos, motivado  pela  ganância. Ele, pontualmente, vivia nesse mundo irregular, por formação de caráter e deturpada visão cultural.&lt;br /&gt;                                   O momento que mais abatia a população carcerária, era quando espalhava-se a notícia da condenação de algum detento que estava “sumariando”, ou seja, respondendo a  processo judicial, e que finalmente havia sido comunicado de sua sentença. A fria comunicação de que um preso havia sido condenado a determinados anos de reclusão, caía como uma bomba de melancolia no presídio, e afetava em certa medida todos os internos. A esperança de que o desafortunado fosse absolvido, independente do crime a ele imputado, era coletiva; não por saber-se que o mesmo seria inocente ou culpado, mas pela cumplicidade que se estabelecia com a convivência forçada dos castigados do P. E. P. C., os quais dividiam a carga diária de ódio e indiferença que recebiam da vingativa sociedade. No caso específico de “Mente Criminal”, o que mais me aborrecia não era o iminente desfecho do seu processo judicial, mas o futuro de seu processo de desenvolvimento como ser humano. Aquela  penosa segregação, o descaso com que fora tratado pelo mesmo estado que um dia havia lhe contratado, que fora o seu patrão, e que agora o castigava sem nenhum propósito de reabilitação; nada disso tinha lhe servido de aprendizado. O desperdício de sua vida toda dirigida para uma inútil necessidade de aceitação por parte de quem sempre lhe oprimiu. A avidez com que desejava ser acolhido pela aristocracia que o desprezava; a não aceitação de seus iguais, que certamente seriam pessoas melhores que os endinheirados quase sempre sem moral que ele tanto admirava. Nada havia mudado na vida daquele homem comum, que tentava camuflar-se de “bem nascido”, denotando a si próprio um indisfarçável ar de canastrão. O tempo e a inteligência dispensados por “Mente Criminal” para esconder todos os seus traços nordestinos e sua origem humilde, e para arquitetar atos delituosos; se fossem convertidos em algo produtivo para a sua vida, com certeza tornariam seus dias mais dignos e gratificantes. Era doloroso observar que naquele ambiente inútil, cercado de grades por todos os lados, paredes úmidas e arames farpados, “Mente Criminal” - independente da  absolvição de seu corpo - condenava sua mente a continuar traçando caminhos equivocados, no anseio de acorrentar seu destino à rabeira do fantasioso universo do consumo, da futilidade e da ostentação. Ironicamente, o homem que orgulhava-se das artimanhas e malandragens que utilizava para mover as peças do jogo da vida, inconscientemente, produzira para si mesmo, um engodo do qual dificilmente conseguiria se livrar; e seguia seus dias, entre ilicitudes, devaneios, ardis e a inseparável armadilha na qual ele mesmo havia se aprisionado, e que certamente o acompanharia, talvez para sempre, quando as grades do P. E. P. C. se abrissem, e ele finalmente pudesse caminhar pela desalinhada calçada da av. Zaki Narchi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em tempo:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;"Interno"&lt;/strong&gt; era o termo usado pela administração do presídio para referir-se aos presos. &lt;strong&gt;"Bancas"&lt;/strong&gt; eram os locais com geladeiras, fogões e cacarecos agrupados pelos presos para montar cômodos virtuais no pátio do presídio. &lt;strong&gt;"P.E.P.C.":&lt;/strong&gt; (Presídio Especial da Polícia Civil). &lt;strong&gt;"Boqueta":&lt;/strong&gt; local onde eram servidas as refeições no presídio. Até breve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-2528474587787887300?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/2528474587787887300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=2528474587787887300' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2528474587787887300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2528474587787887300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/11/mente-criminal.html' title='Mente Criminal'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-705276841698682565</id><published>2007-10-24T12:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T12:20:10.140-07:00</updated><title type='text'>Foucault, Camila e as entranhas do poder!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                                                           &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Camila&lt;/strong&gt;, espero que esteja bem, e que tenha conseguido organizar sua rotina de trabalho após o feriado prolongado. Em referência ao livro abordado no filme "Tropa de Elite", do cineasta José Padilha, trata-se da obra do pensador francês Michel Foucault. No filme, o personagem André Matias cursa uma faculdade de Direito na cidade do Rio de Janeiro, e em uma aula de Sociologia, entra para um grupo de estudos para realizar um trabalho sobre Michel Foucault. A obra mais conhecida deste escritor é o clássico "Vigiar e Punir", onde o autor desenvolve um estudo científico sobre legislação penal e os métodos adotados pelos poderes públicos para punir os que praticam alguma modalidade de crime desde os séculos passados, até os tempos modernos. A contracapa do livro já diz: "Cada época criou suas próprias leis penais, utilizando os mais variados métodos de punição, que vão desde a violência física até a aplicação dos princípios humanitários que apostam na recuperação e na reintegração dos delinqüentes na sociedade. É uma obra clássica sobre as prisões e sobre o Direito Penal". Por ser um clássico, esse livro é facilmente encontrado nas bibliotecas públicas, e acho que você ficaria satisfeita em lê-lo, e constataria o que eu faço questão de enfatizar, com muita segurança, pois conheço o equívoco por todos os lados: atualmente atravessamos um momento de retrocesso no direito de punir, o que se reflete negativamente todos os dias na sociedade. Cadeias abarrotadas, cheias de pessoas ociosas, sofrendo a expiação cotidiana da vingança social velada, sem nenhum processo de ressocialização, alimentando a "indústria da punição", perante a omissão e inércia do estado e de todos nós.      &lt;br /&gt;À seguir, reproduzirei os diálogos que abordam a obra do pensador francês "Michel Foucault", no filme "Tropa de Elite", e, em seguida, transcrevo alguns trechos do livro "Microfísica do poder" do mesmo autor. Compare os trechos do filme; do livro, e se possível; dos posts deste blog (Carta resposta à professora Carla e Tropa de Elite: o que você tem a ver com isso). Você verificará que o interessante do debate, é que os assuntos convergem e sugerem algumas idéias e posicionamentos, escreverei nos próximos dias minha opinião sobre o que os personagens do filme debatem sobre a obra de "Foucault". Um grande abraço e obrigado pela oportunidade!&lt;br /&gt;Obs.: Os posts foram escritos antes de eu assistir ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trechos extraídos do filme&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Personagem André Matias (no grupo de estudos que realiza um trabalho sobre "Foucault" para a disciplina de Sociologia):&lt;/em&gt; (...) bom gente, primeiro eu fiz o resumo (...), e depois eu li que, prá "Foucault", o Direito Penal é uma manifestação das relações de poder, tá. E que, na verdade, não há "contrato social" nenhum, entendeu? E que o Estado sempre administra instituições para vigiar e punir os criminosos, entendeu? Como ..... , que era aquela prisão da época, que a gente já tinha estudado. Para "Foucault" a análise histórica dessas instituições revelam como o Estado exerce o poder sobre a sociedade, que é exatamente o que o "Gusmão" (professor) pediu prá gente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Personagem Maria (aluna em sala de aula, apresentando o trabalho que o seu grupo de estudos desenvolveu para a disciplina de Sociologia):&lt;/em&gt; (...) bem professor, nós concluímos portanto, que no Brasil a legislação penal, ela funciona como uma rede que articula diversas instituições repressivas do estado, e que infelizmente, no nosso país, hoje a resultante dessa micro-relação de poder que o "Foucault" tanto fala, acabou criando um Estado que protege os ricos, e pune quase que exclusivamente os pobres.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Personagem Gusmão (professor em sala de aula, durante a apresentação de trabalho que o seu grupo de estudos desenvolveu para a disciplina de Sociologia): &lt;/em&gt;(...) muito bem, acho que a Maria e todo o grupo falaram com clareza como as relações de poder, e não apenas o Estado, moldam instituições perversas. Agora, pra concluir, podíamos fazer uma análise de caso. Quer dizer, um exemplo de uma instituição desse tipo?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Personagem Maria (aluna em sala de aula, apresentando o trabalho que o seu grupo de estudos desenvolveu para a disciplina de Sociologia):&lt;/em&gt; A polícia!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Personagem Gusmão (professor em sala de aula, durante a apresentação de trabalho que o seu grupo de estudos desenvolveu para a disciplina de Sociologia):&lt;/em&gt; (...) A polícia! Muito bem! Mas, por que a polícia?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Personagem Edu (aluno em sala de aula, apresentando o trabalho que o seu grupo de estudos desenvolveu para a disciplina de Sociologia):&lt;/em&gt; (...) Aí, professor. É porque todo mundo aqui sabe que na favela, os tiras chegam batendo mesmo, saca. Eles chegam dando porrada, esculachando geral!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Personagem Gusmão (professor em sala de aula, durante a apresentação de trabalho que o seu grupo de estudos desenvolveu para a disciplina de Sociologia):&lt;/em&gt; (...) O Edu tá certo. A polícia age perversamente contra os despossuídos, os bestializados, e aqueles que por sua condição, são compelidos a cometer delitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alunas concordam em parte com o aluno Edu, e acrescentam que a polícia age violentamente também contra a classe média, a classe alta, e relata um caso pessoal de ser abordada pela polícia em uma blitz.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Personagem sem identificação (filho de um Juiz de Direito, em sala de aula, durante a apresentação de trabalho para a disciplina de Sociologia):&lt;/em&gt; (...) Professor, meu pai é juiz e ele falou que, lá na baixada, tortura é pouco o que a polícia faz. A polícia entra lá e sai matando todo mundo, tipo chacina da candelária(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trechos extraídos do livro Microfísica do poder (Michel Foucault):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;...o poder não é um objeto natural, uma coisa; é uma prática social e, como tal, constituída historicamente. Uma coisa não se pode negar às análises genealógicas (procedência, origem) do poder: elas produziram um importante deslocamento com relação à ciência política, que limita ao Estado o fundamental de sua investigação sobre o poder. Estudando a formação histórica das sociedades capitalistas, através de pesquisas precisas e minuciosas sobre o nascimento da instituição carcerária, viu delinear-se claramente uma não sinonímia (palavra com a mesma significação) entre Estado e poder. O que aparece como evidente é a existência de formas de exercício do poder diferentes do Estado, a ele articuladas de maneiras variadas e que são indispensáveis inclusive a sua sustentação e atuação eficaz. (...) visa é a distinguir as grandes transformações do sistema estatal, as mudanças de regime político ao nível dos mecanismos gerais e dos efeitos de conjunto e a mecânica de poder que se expande por toda a sociedade, assumindo as formas mais regionais e concretas, investindo em instituições, tomando corpo em técnicas de dominação. Poder este que intervém materialmente, atingindo a realidade mais concreta dos indivíduos – o seu corpo – e que se situa ao nível do próprio corpo social, e não acima dele, penetrando na vida cotidiana e por isso podendo ser caracterizado como micro-poder ou sub-poder. O importante é que as análises indicaram claramente que os poderes periféricos e moleculares não foram confiscados e absorvidos pelo aparelho de Estado. Não são necessariamente criados pelo Estado, nem, se nasceram fora dele, foram inevitavelmente reduzidos a uma forma ou manifestação do aparelho central. Os poderes se exercem em níveis variados e em pontos diferentes da rede social e neste complexo os micro-poderes existem integrados ou não ao Estado, distinção que não parece, até então, ter sido muito relevante. O importante é que essa relativa independência ou autonomia da periferia com relação ao centro significa que as transformações ao nível capilar, minúsculo, do poder não estão necessariamente ligadas às mudanças ocorridas no âmbito do Estado. A razão é que o aparelho de Estado é um instrumento específico de um sistema de poderes que não se encontra unicamente nele localizado, mas o ultrapassa e complementa. O que me parece, inclusive, apontar para uma conseqüência política contida em suas análises, que, evidentemente, não têm apenas como objetivo dissecar, esquadrinhar teoricamente as relações de poder, mas servir como um instrumento de luta, articulado com outros instrumentos, contra essas mesmas relações de poder. É que nem o controle, nem a destruição do aparelho de Estado, como muitas vezes se pensa, é suficiente para fazer desaparecer ou para transformar, em suas características fundamentais, a rede de poderes que impera em uma sociedade. Daí a importante e polêmica idéia de que o poder não é algo que se detém como uma coisa, como uma propriedade, que se possui ou não. Rigorosamente falando, o poder não existe; existem sim práticas ou relações de poder. Com isso, se quer dizer que é impossível dar conta do poder se ele é caracterizado como um fenômeno que diz fundamentalmente respeito à lei ou à repressão. O que suas análises querem mostrar é que a dominação capitalista não conseguiria se manter se fosse exclusivamente baseada na repressão. Não se explica inteiramente o poder quando se procura caracterizá-lo por sua função repressiva. O que lhe interessa basicamente não é expulsar os homens da vida social, impedir o exercício de suas atividades, e sim gerir a vida dos homens, controlá-los em suas ações para que seja possível e viável utilizá-los ao máximo, aproveitando suas potencialidades. Objetivo ao mesmo tempo econômico e político: aumento do efeito do seu trabalho, isto é, tornar os homens força de trabalho dando-lhes uma utilidade econômica máxima; diminuição de sua capacidade de revolta, de resistência, de luta, de insurreição contra as ordens do poder, neutralização dos efeitos do contra-poder, isto é, tornar os homens dóceis politicamente. Portanto, aumentar a utilidade econômica e diminuir os inconvenientes, os perigos políticos, aumentar a força econômica e diminuir a força política. É o diagrama de um poder que não atua no exterior, mas trabalha o corpo dos homens, manipula seus elementos, produz seu comportamento, enfim, fabrica o tipo de homem necessário ao funcionamento e manutenção da sociedade capitalista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                         &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Denise:&lt;/strong&gt; Agradeço pelas palavras carinhosas, quanto a sua pergunta, darei minha opinião no próximo post, e também gostaria de saber o que você acha sobre toda essa repercussão do filme "Tropa de Elite?" Um abraço!    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-705276841698682565?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/705276841698682565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=705276841698682565' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/705276841698682565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/705276841698682565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/10/foucault-camila-e-as-entranhas-do-poder.html' title='Foucault, Camila e as entranhas do poder!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-8210140768888610367</id><published>2007-10-17T12:58:00.000-07:00</published><updated>2007-10-17T13:07:49.071-07:00</updated><title type='text'>102 dias no calabouço (reportagem do "Jornal de Limeira")</title><content type='html'>Domingo passado, 14/10/2007, foi publicada a matéria abaixo reproduzida, escrita pelo competente jornalista &lt;strong&gt;Paulo Corrêa&lt;/strong&gt;, que conseguiu achar poesia em tema tão ácido.&lt;br /&gt;(Para visualizar a reportagem na íntegra, basta acessar &lt;a href="http://www.jornaldelimeira.com.br/"&gt;www.jornaldelimeira.com.br&lt;/a&gt; e entrar no suplemento &lt;strong&gt;jornal de domingo&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;102 dias no calabouço&lt;br /&gt;No dia em que o investigador Djalma de Oliveira Júnior obteve o habeas-corpus e se desvencilhou das grades do Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo (exclusivo para policiais civis) após três meses de confinamento, o primeiro ato de celebração à liberdade foi reunir a família e comer uma pizza. Na pizzaria, a massa apetitosa tinha um aspecto suculento de felicidade. Assim que Oliveira provou o primeiro pedaço, porém, o alimento ganhou um poderoso sabor de culpa, desceu pontiagudo e árido pela garganta. Foi assim que o investigador descobriu que, embora estivesse longe do calabouço da Avenida Zaki Narchi, zona norte da Capital - ao qual, segundo ele, foi submetido por ter assinado uma intimação em nome do delegado titular para detenção de um traficante -, a invencível lembrança dos ex-companheiros de cárcere azedaria a noite e toda a sensação de alegria por estar livre seria assombrada por um sentimento de traição à população carcerária.A reação negativa foi um dos pontos de partida para o amadurecimento de uma idéia e um conceito. A idéia foi a de escrever um livro revelando o ponto de vista de um policial sobre o sistema carcerário a partir do seguinte conceito: "por trás de toda anomalia social, esconde-se a culpa coletiva e a parcela de negligência de todos nós".Essa é a tônica da obra "Os execrados da av. Zaki Narchi", um surto de revolta e indignação em 212 páginas. Com a tinta pesada, o autor não mede esforços para mostrar como facções criminosas aliciam policiais dentro do presídio da própria corporação, descreve a ação de oportunistas sobre os detentos, a "indústria da punição" que se tornou um dogma no sistema carcerário, o impacto da detenção sobre as família e as dramáticas histórias de vida de ex-policiais que tinham a função de deter marginais e agora estão presos.A narrativa rica descreve a lenta, sofrível e catártica metamorfose no comportamento dos internos do presídio. Como o caso de um policial de origem oriental que passou as duas primeiras semanas no presídio recebendo advogados e sanando dívidas para não perder o apartamento onde residia com a mãe e a irmã. Após deixar tudo acertado, ele enforcou-se no banheiro da cela. Além de descrever um cenário insólito do funcionamento da "cracolândia", tolerada pelos administradores, atrás de uma igreja evangélica.&lt;br /&gt;Investigador busca editora para lançar livroO policial civil Djalma de Oliveira Júnior conta em seu livro que sentiu na carne como o isolamento - sem qualquer proposta de ressocialização - produz efeitos devastadores sobre a vida do preso. Uma violência que, ele reconhece, só se materializou durante o período de detenção. Um despertar brutal para quem exerceu durante oito anos um papel de investigador de polícia, sendo uma engrenagem do sistema de segurança pública do Estado, dando manutenção à "máquina de punição" atrás de um balcão de delegacia em Barão Geraldo, bairro nobre de Campinas. Não é à toa que, na última frase do livro, o investigador desabafa - após ficar 102 dias preso: "No peito, um vazio. E, na alma, a total incompresão do sentido vida!".A prisão de Oliveira ocorreu no dia 18 de abril do ano passado. Ele só foi libertado no dia 27 de julho após ter conseguido o habeas-corpus. Depois de ser solto, passou boa parte do tempo na casa da irmã, em Limeira, onde trabalhou na construção do livro. Agora, o investigador busca uma editora para publicar o material. Ele segue suspenso das atividades na Polícia Civil enquanto aguarda o parecer final do Tribunal de Justiça sobre seu caso. O julgamento está previsto para ocorrer no próximo mês. O autor disponibilizou parte da obra na Internet. Para ler um trecho do livro, basta acessar o blog &lt;a href="http://www.djalma-oliveira.blogspot.com/"&gt;www.djalma-oliveira.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leia um trecho do livro: "Em meio às imprecisões das notícias que chegavam, de fatos inusitados, que davam conta que integrantes de tal grupo criminoso (PPC) estavam cometendo atentados contra policiais, agentes penitenciários e seus familiares, as reações dos presos do P.E.P.C. (presídio) foram das mais diversas.- Eu não sou mais polícia, eu apóio os irmãos de cárcere, viu!Outros desesperados temiam por seus familiares, agora sem a proteção do seu braço armado e à mercê de bandidos. Uns, de sabida interação com a quadrilha em questão, foram alvos de chacota e de pedidos irônicos.- Você que é envolvido, pede para os irmãos não atacarem minha família."&lt;br /&gt;Paulo Corrêa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornaldelimeira.com.br/Domingo/integra.asp?cod_noticia=18336"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="javascript:history.back();"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.jornaldelimeira.com.br/Domingo/integra.asp?cod_noticia=18508"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-8210140768888610367?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/8210140768888610367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=8210140768888610367' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8210140768888610367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8210140768888610367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/10/102-dias-no-calabouo-reportagem-do.html' title='102 dias no calabouço (reportagem do &quot;Jornal de Limeira&quot;)'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-5254133945529545707</id><published>2007-10-11T11:11:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T11:47:38.307-07:00</updated><title type='text'>Tropa de (a) Elite!                         O que você tem a ver com isso?</title><content type='html'>Finalmente assisti ao tão badalado filme "Tropa de Elite", do cineasta José Padilha; baseado no livro "Elite da Tropa", escrito por um ex-policial do BOP da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro. Agora entendo porque algumas pessoas que sempre são questionadas sobre violência urbana se recusaram a falar sobre o assunto. O tema é delicado, melindroso; e o filme é realista, "à flor da pele", violento, mas de qualidade. O próprio diretor do filme foi estranhamente tachado de "fascista". A estória é cotidiana, alguns problemas urbanos são abordados na trama, sempre sob a ótica do narrador, um policial militar violento e incorruptível, que realmente acredita naquilo que prega. Concomitantemente ao lançamento do filme, uma polêmica interessante surgiu nas páginas do jornal "Folha de SP", o apresentar Luciano Huck foi vítima de roubo no bairro dos Jardins, na capital paulista, tendo seu relógio de marca "Rolex" subtraído, e publicou um artigo de desabafo sobre a violência que "assola" o país, e a necessidade de prender os bandidos, de se falar em segurança pública e, (suponho que num ato de desespero não justificado), chegou até a evocar o capitão Nascimento (personagem de Wagner Moura no filme "Tropa de Elite"), para "acabar" com a violência nas grandes metrópoles. Alguns dias depois, o escritor Ferréz também publicou artigo na mesma "folha", criticando o discurso unilateral de Huck, e derramando uma enxurrada de realidade suburbana, da classe massacrada pelos consumidores de relógios e preciosidades importadas, posicionando-se do lado oposto ao do apresentador. Para variar, no resumo dos fatos, o discurso hipócrita prevaleceu: as razões do escritor não foram sequer ponderadas; e a pretensão do cineasta descaracterizada. O apresentador Luciano Huck foi reverenciado como o abastado que tem o direito de ser rico, pois conseguiu seu patrimônio com esforço e honestidade, e o máximo que recebeu de crítica foi a alusão ao "riquinho esperneando porque perdeu seu brinquedo". O cineasta José Padilha foi "classificado" como defensor de ideais da direita que justifica as atitudes repressivas e violentas da polícia, e vez por outra foi elogiado pelo bom filme. E o escritor Ferréz, por sua vez, foi linchado publicamente, acusado de ser defensor de bandido, inconseqüente, destruidor do estado de direito. O "patrulhamento", ávido por catalogar cada um no seu devido lugar não tardou, e a tropa da elite bradou em plenos pulmões: rico é rico, pobre é pobre, bandido é bandido, e filme tem que ter final feliz. Muito cômoda é a posição da elite neste país, a qual disseminou um bom número de discursos prontos, chavões, frases de efeito, e deitou em berço esplêndido, olhando de cima o "debate de uma nota só". Voltando ao filme, o mesmo deixa clara a necessidade de discutir a possibilidade da descriminalização das drogas, visto que a erradicação é uma utopia. O tráfico de entorpecentes é um grande negócio, como a comercialização de bebidas alcoólicas e de cigarros. Grandes conglomerados enriquecem vendendo bebidas e cigarros, com publicidade em horário nobre, passando a imagem de substâncias que o ajudam a relaxar após a correria do cotidiano de luta, sempre ao lado de mulheres bonitas e rapazes saudáveis; ocultando os males causados por esse "prazer". A droga é associada ao morro, à favela e ao cortiço, cercada de "magrelos" sem camisa, portando armas pesadas; e seus consumidores às pessoas perturbadas, perdidas, viciadas. Convenhamos, o efeito é o mesmo, o malefício é o mesmo, o dinheiro arrecadado é o mesmo, porém, por tratar-se de coisa ilícita, proibida, a droga alimenta outro micro-cosmo, onde os atravessadores usam de métodos violentos para se estabelecer, mas não menos imorais que os outros. Esse comércio velado deságua em outros males como a indústria da punição, a inutilidade do sistema penitenciário, o preconceito sofrido por moradores dessas áreas de tráfico, etc. No filme, a "guerra retratada" é causada e combatida pela mesma polícia. O traficante ocupa um espaço negligenciado pelo estado, que intervem para se beneficiar do próspero comércio de drogas ou para reprimir e moralizar, mas nunca para suprir as necessidades dos desfavorecidos. Isso foi mostrado pelo diretor do filme, e precisa ser explicitado muito mais, pois existem várias e paradoxais intervenções estatais, e diversas incorreções nessa nossa sociedade multifacetada. Contudo, classificar o cineasta de fascista é no mínimo impróprio. Outro ponto é aplaudir o desabafo do rico indignado que teve um súbito contato com a violência, e execrar o também desabafo do periférico que sente na pele diariamente a violência. Usar da força e da ameaça para tomar um objeto caríssimo, que daria para comprar mais de uma casa na periferia, e sustentar uma família pobre por alguns meses é ilegal; mas usar no braço alguns anos de salário da média de todos os trabalhadores do país é imoral. Para posar de vestal que ajuda os pobres é preciso ter consciência social, não apenas usando uma parcela de seus vultosos lucros para manter uma instituição de "caridade", mas tendo conhecimento do que faz o despossuído se sentir mal, de fora da sociedade de consumo. É não contribuindo para a erotização precoce das crianças dos subúrbios, com suas "Tiazinhas" e "Feiticeiras", que reduzem as mulheres a meros bibelôs sensuais. É não expor os necessitados a situações constrangedoras em troca de alguns trocados, em quadros do seu programa semanal, mantido à custa de polpudos contratos de publicidade. Conheço a obra do escritor Ferréz; do livro infantil Amanhecer Esmeralda ao romance Manual prático do ódio. Acompanho sua luta na idealizada revolução literária. Esporadicamente leio seus artigos publicados em algumas revistas. E nunca o vi prestando um desserviço social, pelo contrário, ouço apenas mais uma voz resistente, altruísta, às vezes equivocada, remando contra a maré, fugindo do recrutamento da elite.&lt;br /&gt;Porém, o essencial de tudo isso, é permitir o debate desinteressado, isento, não obtuso, onde cada indivíduo possa "olhar com olhos livres", e refletir sobre esses temas polêmicos que indiretamente direcionam nossas vidas e interferem no nosso cotidiano, não aceitando o "entendimento pronto" que lhe empurram garganta abaixo. Afinal, para bom entendedor, um risco quer dizer Francisco, ou Luciano, ou Reginaldo, ou Padilha...Em tempo: segundo o dicionário Aurélio: "elite: s.f. O que há de melhor em uma sociedade ou grupo; nata; flor. Minoria prestigiada e dominante no grupo, constituída de indivíduos mais aptos e/ou mais poderosos. Até breve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um apelo: algumas pessoas que não deixam comentários neste blog, têm discutido fora deste espaço, ou dito a outras pessoas que leram os posts. Isso é ótimo, porém, pediria encarecidamente que deixassem qualquer observação, mesmo uma palavra, ou a expressão "eu li". Por mais estranho que pareça, isso é fundamental para balizar essa iniciativa. Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta ao " Jão": Ninguém expressa o que não é, ou "paga uma sugestão" só porque teve problema. Quem me conhece e sabe da minha estória não se surpreende com minhas palavras. Viemos todos do mesmo lugar, para onde vamos é que são elas. Vou para o debate, tento publicar meu livro, e assim vou aprendendo um pouco com quem interage nesse espaço. A polícia, a milícia, a quadrilha, são só detalhes. Força e esclarecimento irmão, um abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-5254133945529545707?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/5254133945529545707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=5254133945529545707' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5254133945529545707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/5254133945529545707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/10/torpa-de-elite.html' title='Tropa de (a) Elite!                         O que você tem a ver com isso?'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-549298732112337924</id><published>2007-10-05T14:52:00.000-07:00</published><updated>2007-10-05T15:11:33.847-07:00</updated><title type='text'>Alguns agradecimentos.</title><content type='html'>Camila, muito obrigado mais uma vez! Suas palavras são sempre muito importantes para mim. O objetivo é esse, o debate se faz urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professora Márcia, fiquei realmente lisonjeado pelas palavras de incentivo. Seria um imenso prazer poder conversar com seus alunos. Acho que nos ajudaríamos a entender e tentar achar soluções para melhorar essa estrutura hipócrita que não criamos, mas a que estamos submetidos. Meus sinceros agradecimentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcão, precisamos aparar essas arestas e diminuirmos a mútua aversão entre iguais. Vou assistir ao filme "Tropa de Elite" e depois trocamos idéias a respeito. Só uma dica, quem leu o livro que originou o filme diz que o mesmo é mais completo, e que o filme só aborda parte da obra do autor do livro. Estamos juntos, um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson, não entendi o que o azucrina. Não sei o que os colegas de trabalho acham do meu trabalho, mas acho que deveriam gostar de qualquer iniciativa que valorize a profissão e incite ao debate sobre injustiças e maneira eficáz de reeducar quem supostamente delinqua. Gostaria muito de saber sua opinião, que certamente têm mais conhecimento da sociedade do que alguns ocupantes de cargos legislativos e judiciários desse país. Obrigado pela visita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-549298732112337924?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/549298732112337924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=549298732112337924' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/549298732112337924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/549298732112337924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/10/alguns-agradecimentos.html' title='Alguns agradecimentos.'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-7183087160099182878</id><published>2007-09-30T07:14:00.000-07:00</published><updated>2007-10-03T17:38:59.994-07:00</updated><title type='text'>CARTA RESPOSTA À PROFESSORA CARLA</title><content type='html'>Há aproximadamente dez dias, numa noite fria destes tempos difíceis, encontrava-me na casa de um amigo, e aproveitei a oportunidade de assistir a um debate na TV fechada (paga), no canal da O.A.B. (Ordem dos advogados do Brasil), onde uma advogada debatia os problemas da repressão policial nas periferias, permeando e comentando trechos do filme (que ainda não vi) "Tropa de Elite". Bastante exaltada, e do alto de uma espantosa empáfia, talvez justificada pelo conhecimento que ela julgasse ser detentora, bradava com naturalidade as ações repressivas da polícia em áreas de extrema pobreza, sempre apoiada numa definição que repetia reiteradamente para agregar legalidade a tais atos: ..."a polícia é um órgão público de contenção social." Da baixeza do meu parco conhecimento, me senti extremamente incomodado com tal definição. Do prisma do conhecimento científico, catalogado, positivado, esse termo até que se justifica, e de tanto ouvir frases prontas e chavões o ouvido até que se acostuma. Mas, se nos concentrarmos um pouquinho, pararmos a correria diária pela sobrevivência por uns segundos, e nos atermos para o significado real da declaração, a mesma soa ofensiva para quem está do lado de baixo (base) da pirâmide social – não aquela que desenhávamos e interpretávamos nas aulas de geografia ou E. P. B. (Estudos dos Problemas Brasileiros) para os mais antigos – e sim a base achatada, oprimida e inerte dos brasileiros que trabalham apenas para comer! Conter quem? Por que? E, para quem se beneficiar? É aí que começa a nó da questão, professora. Um dos princípios mais importantes da ciência do Direito diz que todo cidadão é inocente até que se prove o contrário, ficando o dever de provar para quem acusa. Hipocrisias à parte, para o policial e para boa parte da sociedade, este princípio se inverteu. Todo morador de áreas críticas, de extrema pobreza, é visto como potencial delinqüente, não raro, ouve-se comentários depreciativos ao povo que reside em morros, cortiços e favelas; nesses agrupamentos sub-normais "todo mundo é culpado, desde que se prove o contrário". O morador de periferia é induzido a manter diariamente uma conduta irrepreensível, e qualquer deslize, é potencializado pelo preconceito ou pré-julgamento.&lt;br /&gt;Vivemos num momento cultural onde cada indivíduo vale o que consome, e o Estado Providência (que deveria assistir o menos favorecido), ao menos cumprindo as obrigações constitucionais (quando elenca os direitos sociais à educação; saúde; trabalho; moradia; lazer; segurança; previdência social; etc, como sua responsabilidade), é relegado em detrimento do Estado Policial e repressivo. Posto isto, chega-se facilmente à conclusão de que a tal "contenção" social, diz respeito a um órgão público (que deveria atender à maioria), a serviço de uma minoria abastada, que teme pela revolta, rebeldia e violência de uma massa que não têm nada a perder. Se visitarem as cadeias (espaço físico destinado meramente a tirar do convívio social indivíduos que delinqüiram), constatarão que lá a população carcerária é constituída, em sua quase totalidade, por gente oriunda destas áreas de extrema pobreza. Parafraseando aquele provérbio antigo: "ao suburbano não basta ser honesto e passivo, deve parecer honesto e passivo." Apesar de bombardeado diuturnamente por uma ávida e feroz indústria do consumo, através de todas as mídias, e saber que jamais poderá usufruir daquilo que lhe escancaram, deve permanecer dócil, e conformar-se com sua condição inferior, sempre contido por quem é pago indiretamente pelo seu imposto cobrado obrigatoriamente (conforme pesquisas publicadas esporadicamente, quem paga mais impostos e tributos no Brasil, são as pessoas menos favorecidas). A mídia e os órgãos oficiais, estrategicamente, tratam de rotular todo o povo pobre de alguma maneira peculiar, seja pela classe social, pela cor da pele, pelas preferências artísticas, pela localização geográfica, etc., como uma tribo problemática e sem anseios, porém, como definiu sabiamente o rapper Mano Brown: "cada favelado é um universo em crise", e cabe a polícia "conter" e monitorar essa crise, daí o erro total de agressão mútua entre iguais (policiais e pessoas oriundas da mesma classe social), para benefício e regozijo de quem assiste a tudo lá do alto, formulando teorias mirabolantes e vomitando uma profusão de falácias. Certa vez, um adolescente infrator acusado de cometer um pequeno delito era abordado por mim, e aproveitava para desabafar enquanto era averiguado, tecendo o seguinte comentário: "seu Djalma, o senhor eu respeito que venha me abordar e me investigar, o senhor usa sapato e me respeita, mas seu parceiro vem querer me prender usando Nike doze bolhas, aí é falta de respeito, quer me prender e é igual eu, tá tirando a favela..." Só entenderá essa passagem, quem conhecer profundamente a sociedade, e o que os dessasistidos esperam dela. "Só quem sabe onde é Luanda saberá me dar valor", um abraço afetuoso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-7183087160099182878?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/7183087160099182878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=7183087160099182878' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7183087160099182878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7183087160099182878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/09/carta-resposta-professora-carla.html' title='CARTA RESPOSTA À PROFESSORA CARLA'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-8905901390958627345</id><published>2007-09-04T11:27:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T11:57:27.710-07:00</updated><title type='text'>Polaco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                          Obrigado pelas palavras de incentivo, mas o caminho é árduo, e o assunto é árido. Cada vez mais descrente das boas intenções humanas, prossigo " postando" minha experiência, mesmo que tenha que reproduzir todo o conteúdo do livro neste espaço. Quanto ao questionamento da professora Carla - do ensino médio da rede pública - creio que posso ajudá-la a compreender esse nó a que você se refere, responderei mais especificamente no próximo &lt;em&gt;post. &lt;/em&gt;Amigo Luciano, gostaria muito de conhecer o trabalho de sua ONG, todo o trabalho nesta área ainda não é suficiente para corrigir este equívoco histórico chamado sistema carcerário. Um grande abraço a todos! E, como mesmo alheia a nossa vontade a vida continua, lá vai o terceiro capítulo do livro, que se refere à uma figura ímpar, que é citado também em outros capítulos do livro: Polaco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                                                        POLACO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                           Desperto por volta de 07:00h e continuo na cama aguardando que algo se manifeste, porém, tudo permanece inerte. Após aproximadamente uma hora resolvo levantar, escovo os dentes e desço até o pátio, onde está sendo realizada a faxina da parte térrea do presídio, obrigação dos recém-chegados. Avisto apenas um pequeno grupo de pessoas e descubro mais tarde que dormir o máximo suportável, às vezes quase o dia todo, era uma das maneiras encontradas pelos presos para que o tempo passasse, pois não existia quase nada com o que se ocupar naquela clausura. Entre o grupo de internos (termo usado pela administração) está “Polaco", caucasiano aparentando 50 anos; alto; forte; cabelos claros, que sempre era o primeiro a acordar e a descer para o convívio, me aproximo e ouço as primeiras estórias e algumas instruções. Relato o meu infortúnio pela primeira, das dezenas de vezes que terei de repeti-lo nos primeiros dias. De certa forma, ouvir a desdita dos outros era uma maneira dos detentos se relacionarem com o mundo de fora. Através da estória de quem chegava, informavam-se de como as coisas estavam ocorrendo no mundo exterior, e, de forma macabra, sentiam-se bem interiormente com a desgraça alheia, não propositadamente, mas como um meio de evoluírem no mundo ao qual agora pertenciam, como uma escala fúnebre, onde alguém era incluído e teria que passar por todas as agruras que o preso mais antigo já passara: era a escala evolutiva da cadeia! De algum modo, a desgraça do próximo redimia sua vida penitente, ao menos no subconsciente do recluso, por mais que o detento antigo fosse solidário e auxiliasse o novato no cumprimento de sua pena. Alguns internos se solidarizavam, e outros, os “asas negras”, já previam o pior; contavam suas mazelas; o desprezo do poder judiciário para com os presos; os abusos e as injustiças cometidas; e praticamente condenavam sumariamente. Sabiamente, “Polaco” interrompe a conversa, dando o primeiro conselho que valha à pena ouvir:&lt;br /&gt;- “aqui, cada um deve cuidar da sua vida, não falar sobre o processo e tentar abstrair o mundo lá fora. O que mais você vai encontrar entre os presos é Juiz de Direito, Promotor de Justiça e Desembargador”, dizia ironicamente. Aos poucos, viria a confirmar a razão dessas palavras, o assunto preferencial entre os detentos era sobre o processo judicial. Faziam projeções; comparavam casos parecidos; consultavam códigos, acórdãos, sentenças, súmulas, jurisprudências e tudo que pudesse ser relacionado; descreviam perfis, hábitos profissionais e pessoais de promotores, juízes, desembargadores e ministros; adivinhavam sentenças e contavam estórias (a maioria com finais tristes, de injustiças e maus julgamentos). Ao mesmo tempo em que lamentavam o destino dos subjugados, riam dos infortúnios, faziam chacotas onde deveriam indignar-se. Quase todos os internos tinham uma cópia do seu processo entre os pertences, um amontoado de folhas brancas, as quais de vez em quando folheavam exaustivamente. Particularmente, não fui contagiado por esse mal, o que me ajudou a ter menos dias de total revolta e sentimento de impotência frente à frieza das letras impressas no papel, que invariavelmente, diminuíam as chances de defesa do acusado.&lt;br /&gt;                                         “Polaco” era referência em todo o presídio, de uma inacreditável onipresença, aproximava-se sempre sorrateiramente das rodas de conversas, como se conhecesse todos os atalhos do P. E. P. C., e com a autoridade de doze anos de reclusão, interferia em quase todos os assuntos, desmistificando supostos feitos; acrescentando detalhes importantes às estórias ou desmoralizando o “bandidão da hora”, dizendo:&lt;br /&gt;- “pára com isso rapaz, você é um ‘cú’, não mata nem barata!”, disparando com o sarcasmo e o bom humor que lhe eram peculiares. De todos os condenados com quem convivi no P. E. P. C., “Polaco” era o que melhor resistia a tantos anos de inatividade social naquele inútil depósito de seres humanos. Era impossível não alterar o humor, a personalidade e alguns dos seus princípios em situação similar, porém, em raros momentos “Polaco” deixava transparecer sua mágoa com o destino, ou arrependimento - só ficava evidente quando falava de sua mãe e do rumo diferente que sua vida poderia ter tomado se tivesse se dedicado à engenharia (ingressou quando jovem em uma faculdade no Paraná) e não ter se tornado policial civil em São Paulo. Mas, esse momento de introspecção durava pouco, e logo já emendava outra das centenas de estórias que presenciou ao longo da carreira e do período no cárcere. No P. E. P. C. existia um acordo velado que funcionava relativamente bem, o Estado não investia em nada além da alimentação, água e energia elétrica, sendo que todas as benfeitorias e necessidades do preso ficavam por conta dos detentos, que captavam - através do conhecimento pessoal e do prestígio que gozavam quando em liberdade - recursos para a sobrevivência de todos. Em contrapartida, a gestão de fato do presídio, também ficava por conta dos próprios internos, com a intervenção da administração apenas para conter os abusos. "Polaco" (ao lado de um investigador conhecido como "Fininho", que permaneceu longo período encarcerado no P. E. P. C. - e que havia sido libertado pouco mais de um ano antes de minha inclusão - acusado de ter participado do "Esquadrão da Morte" e de ter pertencido à equipe do famoso delegado "Sérgio Paranhos Fleury"), era o policial civil mais conhecido em todo o estado de São Paulo, e havia se tornado o melhor relações-públicas do presídio, demonstrando uma incrível habilidade para amealhar doações para os internos e para o precário funcionamento do lugar. Isso, porém, dividia a opinião da população carcerária, em parte que achava esse ato uma atitude louvável, e parte que não poupava adjetivos negativos para referir-se à sua pessoa, o acusando de aproveitar-se do efeito altruísta que a visão do "purgatório da av. Zaki Narchi" exercia nos ex-colegas de trabalho, os quais contribuíam com o que podiam, por temer destino semelhante ao do pedidor. Dono de um passado de causar espanto nas biografias mais conturbadas, intensas e delituosas do país, e remanescente das piores fases do P. E. P. C., quando os internos mais temeram por sua integridade (inclusive tendo passado curtos e esporádicos períodos no inoperante C. O. C. – Centro de Observação Criminológica – tendo contato com as figuras mais obscurecidas do mundo do crime, como "Pedrinho Matador" e "Pernambuco"), “Polaco” afirmava ter se encontrado no Espiritismo, cujas reuniões organizava as segundas e quintas-feiras na biblioteca improvisada do presídio. De vasta leitura espírita, “Polaco” arriscava-se a confortar e aconselhar internos que estivessem passando pelas inevitáveis crises que o enclausuramento provoca. Contrariando o efeito que o estabelecimento penitenciário incuti no preso, de comprometer gradativamente sua lucidez e sociabilidade - já que o detento não se afina mais com as instituições as quais pertencia ou acreditava quando em liberdade - “Polaco” era avesso ao comportamento de alguns internos que passavam a ter atitudes de desleixo com a aparência pessoal e higiene, ou passavam a comunicar-se através de gírias, denominando objetos com termos adotados por presos comuns, tais como “jéga” ao invés de cama; “boi” no lugar de banheiro ou “bandeco” para referir-se à marmita de alumínio. Quando presenciava tal comportamento, “Polaco” exaltava-se, dizendo:&lt;br /&gt;- “Amigo, aqui é um ambiente familiar, se você quiser viver como preso, te arrumo uma transferência para Tremembé”, em alusão ao presídio comum, destino dos internos do P. E. P. C. que cometessem alguma grave indisciplina. Apesar de ser excessivamente inconveniente às vezes, com brincadeiras que simulavam agressões físicas ou de cunho sexual, “Polaco” tornou-se figura imprescindível à harmonia necessária ao ambiente do presídio, dirimindo conflitos - mesmo os provocados pelos internos que optaram em cumprir suas penas através de uma constante viagem etílica, embriagando-se com o álcool comercializado clandestinamente - e deixará uma lacuna insubstituível naquela ante-sala do inferno, quando merecidamente for libertado. Por vezes, tentei imaginar aquele calabouço sem a presença de “Polaco”, e as previsões não foram das melhores. O ócio permanente do local permitia longos momentos de silêncio, quando algum assunto esgotava-se. Silêncio interrompido bruscamente por “Polaco”, que fitava seus olhos magneticamente azuis nos olhos do interlocutor e repetia uma expressão muito utilizada pelos detentos para descrever a intensidade do problema alheio:&lt;br /&gt;- “...que piça, hein amigo!” Dizia, já saindo, caminhando rapidamente para um afazer qualquer, fugindo do perigo da depressão.&lt;br /&gt;                                          Há mais de vinte anos, um governador do estado disse a um grupo de Investigadores de Polícia que se manifestavam por meio de uma grande passeata, reivindicando melhores salários:&lt;br /&gt;- “vocês têm carteira, arma e distintivo, pra que estão querendo aumento de salário?” Para bom entendedor, fica clara a cultura que se incutiu em uma parcela do efetivo policial civil. Em algumas ocasiões, um pequeno grupo de internos que assumidamente “estavam na correria”, para usar uma expressão adotada pelos próprios indivíduos, se reunia no pátio do presídio e confabulava sobre crimes, grandes golpes e formas das mais criativas para se ganhar dinheiro ilicitamente. “Polaco” aproximava-se como de costume, ouvia atentamente as conjeturas, depois despistava:&lt;br /&gt;- “deixa eu sair daqui, porque aqui só tem bandido de verdade”; ironizava o grupo, e se afastava. Porém, quem ouvia suas estórias, sabia da sua capacidade de articulação, raciocínio rápido, persuasão e liderança. Uma mente capaz de comentar com lucidez qualquer fato novo, e deliberar acertadamente sobre qualquer assunto, com destacado e profundo conhecimento sobre a sociedade; das atitudes e pensamentos mais nobres, às obscuridades e oportunismos mais rasteiros. Uma grande capacidade intuitiva, adquirida à custa da convivência em um mundo profissional repleto de ardis, vilanias e más intenções. Um indivíduo que, independente de eventuais delitos que tenha cometido, deveria estar sendo aproveitado, e contribuindo de alguma forma para o desenvolvimento social. Trancado há doze anos no sistema penitenciário, sendo apenas um ônus para o estado, sem nunca ter sofrido nenhuma tentativa efetiva de ressocialização, demonstrava que era realmente muito difícil tentar entender a máquina estatal, e o que pretendiam os que criaram esse mecanismo inútil e oneroso de mera punição ao corpo e à mente do condenado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-8905901390958627345?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/8905901390958627345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=8905901390958627345' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8905901390958627345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/8905901390958627345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/09/polaco.html' title='Polaco'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-2769604303507979444</id><published>2007-08-21T12:36:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T10:41:38.680-07:00</updated><title type='text'>Comentários e agradecimentos!</title><content type='html'>Descupem-me pela demora em responder aos comentários, afinal, o debate é a intenção a que esse espaço se propõe. Houveram contratempos que não me permitiram ser pontual nas respostas. No futuro, isso ocorrerá de forma mais precisa. Os cumprimentos, as indignações, a curiosidade, as ponderações, me deixaram satisfeito e com a sensação de ter atingido meu objetivo inicial, obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mara&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: obrigado pelas palavras carinhosas, muito pertinente recordar seus comentários sobre o "socialmente construído" e da expressão referida pelo Oswald de Andrade: "ver com olhos livres..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Juliana&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: agradeço o carinho e não esqueci nosso projeto do documentário, aliás, não quero te apressar, mas: aquele roteiro está adiantado? Seu profundo conhecimenbto de literatura me encanta, sua aula sobre "Macunaíma" foi impressionante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cláudia Silva&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: Obrigado pelo apoio, segui o seu conselho e iniciei esse espaço. Suas sugestões e abnegadas iniciativas para me ajudar a publicar o livro são imprescindíveis. Espero poder continuar contando com sua visita a esse modesto fórum de debates. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Fábio Shiraga&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: Reflitamos juntos, e que se estabeleça o debate! Obrigado pelo apoio. Meu filho está bem sim, com muita saúde, e é claro que me recordo daquele churrasco num domingo de sol, na sua agradável companhia. Quando perceber que estiver sol e se tratar de um domingo, me procure para a gente repetir a dose, ou as doses... Um abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Roberto Barbato Junior&lt;/strong&gt;: &lt;/em&gt;Obrigado pela análise completa desse projeto. Suas observações foram providenciais. Espero poder contar com sua experiência e conhecimento do assunto, baseados na sua concreta formação acadêmica, para me manter nos trilhos desse incipiente e pretensioso espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Márcia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: Obrigado pelo comentário, e bem vinda a este lado da estória. Depois de cento e dois recluso naquele calabouço um &lt;em&gt;habeas corpus&lt;/em&gt; foi julgado no Tribunal de Justiça (2a. instância), e um desembargador determinou minha soltura, alegando que a prisão havia sido arbitrária, porém, continuo respondendo a um processo judicial aguardando sentença. O juiz que me julgará jamais me dirigiu a palavra me questionando sobre o ocorrido. Fui ouvido rapidamente em um tribunal da cidade de São Paulo, em um início de feriado prolongado, por uma juiza que aparentava total desinteresse pelo meu caso, através de um expediente chamado carta precatória. Relato isso em um dos capítulos do meu livro, espero que eu consiga publicá-lo, e que você tenha a oportunidade de lê-lo. Existem momentos da vida em que as coisas acontecem alheias ao nosso entendimento, porém, sinto-me com uma oportunidade única de expressar minha indignação e procurar soluções para essas vicissitudes que só atingem os menos favorecidos, conto com você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jorge&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: Você pensava que a "vida loca" só tinha uma face? Todos nós que estamos "correndo atrás" estamos sujeitos às injustiças. Já vi esse filme dos dois lados e estou à disposição para a reflexão, e se puder ajudar, estou sempre apto ao debate, que é a melhor maneira de atingirmos esse objetivo. Quando você se refere a "raça do caralho", citada na música "homem na estrada" do grupo Racionais MC´s, não tiro sua razão naquele contexto, e nem generalizo, porém, depois do que vi nesse profundo contato com várias facetas do mundo criminal e da indústria do crime, te digo que todos nós podemos ser uma "raça do caralho" de meros vingadores inconsequentes. E por falar em Racionais MC´s, no meu livro cito uma frase do brown no final de um capítulo:..."você sabe o que é frustração? É máquina de fazer vilão". Muito obrigado, e vamos ao debate, vai na fé também irmão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Camila&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: Um abraço para você também, Camila! Muito obrigado pelo carinho. Estou afastado do meu trabalho enquanto durar o processo judicial. É um procedimento administrativo que não adianta contestar. O salário é cortado à metade, e você passa a ser visto como um pária, além de ter de pagar advogado. É injusto, mas não é ilegal. O que importa é que enxergo tudo isso como uma oportunidade de fazer a minha parte, compartilhando essa experiência e discutindo esse tema tão sério. A mácula e o constrangimento são para sempre, mas basta canalizar isso tudo em força para prosseguir. Mais uma vez muito obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Júlio Marcondes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: Julio será um grande prazer contar com você para discutirmos nesse espaço, suas referências são as melhores. A Mara e o Ivam te têm em grande conta. Obrigado pelas palavras de incentivo, um abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Edna:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Obrigado pela visita, faz tempo sim. O presídio existe há aproximadamente 34 anos, e encontra-se meio dissimulado entre a penitenciária feminina da capital e penitenciária do estado, no complexo do Carandirú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dinho:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Não apagarei seu comentário, ficará sempre onde está, apesar de ofensivo. Essa sua atitude o ratifica como combustível da indústria da punição que dá lucro para muita gente, menos para você. Espero que um dia você se conscientize e venha para o debate produtivo, justamente para mudar essa realidade que você sabe que existe. Coragem irmão, atirar para qualquer lado é muito fácil. Mostra a cara "Mister M"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-2769604303507979444?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/2769604303507979444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=2769604303507979444' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2769604303507979444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/2769604303507979444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/08/comentrios-e-agradecimentos.html' title='Comentários e agradecimentos!'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-7289668492093853996</id><published>2007-08-16T07:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-16T08:20:23.925-07:00</updated><title type='text'>A inclusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para melhor ilustrar a problemática do assunto sugerido para debate na primeira postagem, transcrevo - texto editado e resumido - mais um capítulo do livro que tento publicar (Os execrados da av...), com o intuito de fazer sentir-se (mesmo em pequena medida) o significado e a necessidade de discutir-se esse modo obtuso de perceber a justiça.&lt;br /&gt;Quando a viatura policial ganha a avenida Zaki Narchi, avisto o casarão velho e mal conservado de iluminação deficiente. 18 de abril de 2.006, o dia da minha injusta prisão, o dia em que algo em mim se perdeu. Encravado na confluência das avenidas Gal. Ataliba Leonel e Zaki Narchi, no bairro de Santana, na Zona Norte da cidade de São Paulo, existe uma construção obscura, com seus muros irregulares; calçadas mal conservadas; arames assimétricos e janelas residenciais gradeadas, formando em um cone obtuso, de arquitetura confusa e aparência repugnante, com suas paredes lúgubres espremidas entre prédios comerciais e as tradicionais e gigantescas Penitenciária Feminina da Capital e Penitenciária do Estado, uma edificação que passa quase despercebida, dissimulada entre o trânsito intenso da região e o grande fluxo de passantes, os quais - acostumados com a intensidade da movimentação urbana, com a profusão de estilos e com a poluição visual de uma das mais cosmopolita de todas as cidades do mundo - ignoram o que se passa no interior daqueles muros, que escondem uma das mais fascinantes micro-células da sociedade brasileira: O Presídio Especial da Polícia Civil. As grades nas janelas exercem inevitável magnetismo para os olhos de quem por ali passa e fita o P. E. P. C., despertando a curiosidade invariável que o cárcere representa no imaginário das pessoas, porém, elas vêm ali apenas mais um estabelecimento prisional, ou outra cadeia comum, que aos olhos desavisados nada têm de especial. Essa relativa discrição deve-se talvez à falta de imponência da construção, ou à evidente publicidade negativa que o órgão representa para o governo do estado, que parece esforçar-se para deixá-lo com esse aspecto de prédio abandonado, de prisão dissimulada, de importância secundária, que não chame a atenção para essa extravagância jurídica que beira a inverossimilhança. Presídio destinado a segregar policiais civis (detidos provisoriamente ou cumprindo condenação penal), o P. E. P. C. difere de todos os outros estabelecimentos prisionais do estado, sendo o único (...), vigiado e administrado por policiais civis da mesma carreira, funcionando com regulamento próprio e normas internas peculiares (ressalte-se que o presídio “Romão Gomes”, que destina-se a encarcerar policiais militares, segue a mesma inflexibilidade dos demais presídios do estado de São Paulo), o que o torna um segmento ímpar da história carcerária brasileira. O P. E. P. C. está subordinado à Corregedoria da Polícia Civil Paulista (ele foi criado através de uma resolução SSP/33 de 5 de novembro de 1.974) e segue a mesma formação cultural do seu órgão criador, a qual baseia-se num paradoxo entre a improvisação e informalidade e a rigidez dos seus ritos de polícia judiciária, avalizando um dito freqüente repetido reservadamente pelos funcionários desta instituição “aqui o provisório dura para sempre...”, resultando numa estrutura única, palco de estórias fantásticas, com personagens quase surreais, dessa acomodação provisória que já dura 32 anos. A Polícia Civil do estado de São Paulo apresenta um modo particular na sua estruturação, formação e prestação de serviços. As carreiras policiais civis diferem de todas as outras do funcionalismo público do estado, principalmente por seu modo de atuar, conduzir seus serviços e no seu ambiente de trabalho. No balcão de uma Delegacia de Polícia são depositadas diariamente doses elevadas de emoção e paixão, num turbilhão de acontecimentos que clamam por raciocínios rápidos, deliberações urgentes e pré-julgamentos. Diante desse quadro, seus funcionários envolvem-se cotidianamente com todas as camadas sociais, todos os níveis de humores e, invariavelmente, problemas de toda natureza. Apesar das condições adversas de trabalho, da má remuneração e do desprestígio com que a profissão é vista atualmente, exercê-la é motivo de orgulho para as pessoas que a compõe, as quais sentem no trabalho uma extensão de sua vida pessoal, trabalho este que - não obstante o resultado satisfatório de seus serviços - executam de forma quase mambembe, improvisada, contrastando com o excesso de protocolo da Polícia Militar do mesmo estado, redundando em uma cultura profissional confusa, com atitudes que às vezes excedem a volúpia em elucidar dramas sociais, ultrapassando a linha tênue que a separa do abuso de autoridade e da usurpação da competência do julgamento. Na esteira dessa singularidade da carreira policial civil paulista destaca-se seu correspondente no sistema penitenciário da mesma unidade federativa: o P. E. P. C.&lt;br /&gt;Em São Paulo garoa intermitentemente em uma madrugada fria, que combina perfeitamente com o ar funesto do local e com o meu estado de espírito. Adentro o presídio, transpasso o portão de entrada conduzido por policiais da Corregedoria, sem algemas, carregando minha própria bagagem, uma bolsa com roupas e objetos pessoais. Sou apresentado aos policiais de plantão que me tratam com respeito - talvez por pertencerem à mesma carreira e sentirem-se constrangidos. Não revistam meus pertences, apenas perguntam se há somente roupas na bolsa, nitidamente mais preocupados com a burocracia dos papéis referentes à minha inclusão. È indescritível a sensação de ser classificado em uma cadeia. É como não ter mais identidade, tudo o que sua figura representava perde o significado, como se sua cidadania tivesse expirado o prazo de validade, você passa a ser algo que não deu certo e precisa ser escondido do convívio público, a humilhação é quase insuportável! Prisão preventiva, instituto muito criticado por parcela considerável de estudiosos da ciência do direito, visto que suprime a liberdade antes mesmo do julgamento, causando ao eventualmente inocente a desmoralização e a depressão aos seus sentimentos de dignidade. Segregar preventivamente, antecipadamente, como se eu pretendesse me tornar um foragido, sendo funcionário público, ocupando cargo de confiança (chefia), e tendo bons antecedentes. Como se eu pudesse ameaçar alguém, colocar em risco a ordem pública, e, principalmente, sem suporem que eu pudesse ser inocente e merecesse me defender em liberdade. Ignoram que a prisão em regime fechado é um mal irreparável para o espírito, para a vida social e para a família! Penso no meu passado de ideais de esquerda; na minha formação familiar e na minha dedicação à profissão, e sou invadido por um invencível sentimento de revolta. Mudam radicalmente a vida de um cidadão, com uma enxurrada de papéis frios, num alucinante processo Kafkaniano, e o destacam do seu meio, para, posteriormente, averiguarem a veracidade da denúncia. Sinto um turbilhão de indignações, que de certa forma me exauri e me prostra. Percebo minha defesa reduzida para satisfazer egos de altos funcionários públicos (juízes, promotores de justiça e delegados de polícia), contudo, tenho que alojar essa indignação em algum canto do meu ser, pois, dali para frente estou sob a custódia do estado, deixo de existir por um período e passo a pertencer a uma instituição carcerária. Deixo para trás (...). Passo a primeira grade de ferro e estou formalmente incluído no sistema penitenciário. Agora tenho que testar meu poder de mimetismo e me misturar àquela triste realidade, procurando me manter lúcido, me manter vivo, dentro daquela inexplicável ilha de desesperança. Sou direcionado a uma escada que dá acesso às celas do pavilhão, onde dois internos estão sentados e fumam despretensiosamente. Noto se aproximando a silhueta de um interno, cuja figura confunde-se com a própria história daquele estabelecimento, o indivíduo conhecido como “Polaco” - espécie de gerente do local - que, com seu prestígio entre os detentos e um certo trânsito na administração, mantém a paz na medida do possível e das regras do cárcere. (...). O pavilhão dos quartos/celas é dividido em dois andares, cada andar subdividido em três alas, e cada ala possui duas celas e um banheiro. As portas das celas são de madeiras (residenciais), o que denota ao local aspecto de quarto, mas, imediatamente após transpô-las, depara-se com as impactantes grades que segregam os detentos das demais instalações do presídio. As alas são separadas pelas referidas grades, que são trancadas as 22:00h, após a contagem dos presos, e reabertas as 08:00h. Em cada quarto/cela de 4x3 metros existem três beliches de ferro e um armário de madeira, os quais são divididos respeitando o quesito antiguidade na cadeia, porém, às vezes, o poder econômico fala mais alto e os espaços são comercializados. As janelas são de madeira (residenciais), com grades de ferro, e cada centímetro do lugar é disputado e reclamado por alguém. Há ainda o “Cingapura”, quarto no andar térreo com aproximadamente oito beliches apinhados e um banheiro coletivo, o pior ambiente do presídio; só mais habitável que o “Cinguinha”; um quarto também no andar térreo, sem janelas, com paredes revestidas com azulejo, um banheiro sem porta e alguns beliches de madeira; provavelmente uma cozinha desativada adaptada para abrigar o excesso de detentos. Segundo os presos mais antigos o ambiente no presídio está um “paraíso”, com aproximadamente oitenta detentos, com cama para todos. Relatam que a população carcerária já chegou a cento e cinqüenta homens convivendo no mesmo espaço, e quem chegava dormia no “sarcófago” (espaço no chão embaixo dos beliches) e muitas vezes, por falta desse espaço alternativo, na “praia” (espaço livre no chão entre as camas). Adentro o quarto/cela, avisto os beliches brancos de ferro, a janela de madeira pintada de branco e o armário de madeira também pintado na cor branca, porém, muito longe de significar a paz que a cor normalmente representa. Escalo a parte superior do beliche mais próximo à janela - com todo o cuidado para não incomodar os demais internos - e me deito com roupa e tudo, tendo nos bolsos um rosário que ganhei de minha irmã e um porta funcional/distintivo vazio, o qual carrego instintivamente.&lt;br /&gt;Passo a madrugada em claro, tentando relaxar o corpo, mas fico remoendo pensamentos, sentindo o metabolismo acelerado. Ao amanhecer, inesperadamente, sinto uma paz interior, vislumbro em pensamento o sorriso do meu filho (...), de apenas cinqüenta e oito dias de vida; a beleza lépida de minha mulher Patrícia e o futuro reencontro com minha família. Lembro dos meus filhos (...), e adormeço... Passo o final da madrugada numa espécie de transe, entre pensamentos, lembranças e o barulho constante da movimentada avenida Zacki Nark.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S.: Agradeço muito aos comentários deixados nesse blog, e mesmo os comentários enviados diretamente para o meu e-mail. Obrigado pelas palavras de incentivo, pelo apoio e pelas sugestões. O debate é o melhor caminho para pensarmos sugestões para equacionarmos este grande equívoco e seus desdosbramentos negativos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S.: Continuo na luta para tentar editar o livro mencionado, qualquer ajuda será bem vinda!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-7289668492093853996?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/7289668492093853996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=7289668492093853996' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7289668492093853996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/7289668492093853996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/08/incluso.html' title='A inclusão'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1194573589947824663.post-842784287084287356</id><published>2007-08-08T11:47:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T12:20:16.972-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falácias sobre o sistema penitenciário como panacéia social'/><title type='text'>Falácias sobre o sistema penitenciário como panacéia social.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como texto de abertura deste espaço, lanço à reflexão - e ao mesmo tempo externo minha indignação - sobre as inúmeras impropriedades que são ditas sobre este assunto, reproduzindo a introdução do livro que tento publicar (Os execrados da av. Zaki Narchi), a respeito da mais sinistra experiência de minha existência:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante toda a minha vida, sempre me senti incomodado com a visão ou simples lembrança de qualquer prédio cerrado com grades, destinado a encarcerar seres-humanos. Parecia-me uma solução estúpida, ineficaz e perigosa - por mais bem intencionado que fosse o objetivo desse constrangimento. Mesmo profissionalmente (trabalhando há nove anos na Polícia Civil Paulista), me repugnava o objetivo final de minha ação no cumprimento do meu dever legal: depositar o infrator em um calabouço governamental para que seu corpo fosse meramente expiado, numa espécie de vingança pública contemporânea, sem objetivos reais de recuperá-lo. Em abril do ano de 2.006 passei por uma experiência que me fez entender a razão daquela repugnância instintiva. Uma determinação judicial injusta - que não vale a pena discutir nesse contexto - fez-me provar do amargo e contraproducente meio, que a sociedade acredita ter encontrado, para reeducar cidadãos que delinqüiram ou que estão sob suspeita de terem infringido alguma lei penal. Mesmo tendo como palco dessa desventura uma instituição penitenciária que não encontra reflexo em nenhuma outra prisão do estado brasileiro, com suas singularidades e estilo próprio de auto gestão, acredito que esse súbito e desleal enclausuramento, despertou em mim uma indignação a muito contida, desvelando durante esse período em que parte de minha existência perdeu-se em algum lugar daqueles metros quadrados, dentro daqueles muros que encerram tanta revolta, ociosidade e desesperança; imensurável repúdio a essa ação justiceira do Estado. Entulham-se presos diariamente nas cadeias, e a justiça continua a ser sentida como simples punição e vingança.&lt;br /&gt;Pretendo compartilhar, através dessa experiência; impressões e constatações da ineficácia do atual modelo penitenciário brasileiro e seus desdobramentos negativos, partindo do insólito universo de ex-agentes da lei encarcerados - o Presídio Especial da Polícia Civil do estado de São Paulo - com pertinente comparação à segregação de presos comuns, pontuando os efeitos devastadores do mero isolamento sem proposta de reeducação e reinserção social. Sob a ótica de quem passou cento e dois dias recluso naquela instituição prisional (P.E.P.C.), testemunhando estórias e ouvindo relatos de outros internos, funcionários e visitantes; passo a discorrer sobre dramas pessoais que explicitam a contingência de fatos inusitados, que podem mudar o destino de qualquer membro da comunidade, revelando a ele uma nova sobrevivência em situação de cruel condicionamento ao falho sistema carcerário expiatório. Busco ressaltar a extensão da punição estatal para a família do penitente, seu único esteio durante o enclausuramento; as isoladas tentativas altruístas de conforto e ressocialização do preso, realizadas por religiosos e pessoas abnegadas, e também os oportunismos e proselitismos; a inutilidade do sistema prisional como ele se apresenta atualmente; a descaracterização da proposta inicial da progressão do regime de cumprimento da pena dos condenados; a sexualidade e a promiscuidade nos calabouços governamentais; o descrédito dos detentos nas instituições oficiais; o reflexo da não ressocialização do infrator e o aliciamento por parte das facções criminosas; o distanciamento de legisladores, governantes e julgadores das problemáticas sociais que alimentam a "indústria da punição"; e, principalmente, o círculo vicioso da violência criminal urbana, relatada pelas mídias, que omitem em suas notícias, as violências sociais que o originou; e a demasiada execração pública e super exposição de delinqüentes, as quais avalizam o caráter velado de vingança por parte da sociedade, ao ir à forra dos transgressores às regras de conduta; e os reflexos negativos que essa mesma sociedade colhe com essa atitude inconseqüente. Recordando as palavras elucidativas do jornalista Jorge Coli, no artigo "O crime de todos nós", publicado no jornal "Folha de SP": "Diante de um crime, é fácil reagir instintivamente, desumanamente. No impulso, 'pagar a pena', punir, vingar, brotam primeiro. Só lá para trás, bem depois é que se arrasta, quase irrisória, a idéia de compreender, de sanar, de educar, de recuperar".&lt;br /&gt;Nos momentos derradeiros do martírio de Jesus Cristo, o filho de Deus fora crucificado ao lado de dois malfeitores, um à sua esquerda e outro à sua direita. Um dos ladrões, percebendo que o especial momento extrapolava o ritual de expiação e flagelo, tratando-se realmente de algo sagrado, num último ato de arrependimento, suplicou:&lt;br /&gt;- "Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no paraíso"; ouvindo, em seguida, a resposta confortadora de Jesus:&lt;br /&gt;- "Em verdade te digo, que ainda hoje, estarás comigo no paraíso"; transformando um bandido confesso - São Dimas - no primeiro santo da Igreja Católica. Lembremos deste exemplo quando sentirmo-nos aptos a vestir o manto da vingança, e execrar publicamente qualquer suposto infrator das regras de convívio, sem esmiuçarmos o emaranhado de dramas sociais que culminaram em ato de delinqüência. Ressaltando, que por trás de toda anomalia social, esconde-se a culpa coletiva e a parcela de negligência de todos nós. Reafirmando que o Estado – representando toda a comunidade – têm o direito legítimo de punir, e o dever inescapável de recuperar! O debate, o mea culpa, a busca por soluções capazes de equacionar essa aberração social em forma de panacéia aos conflitos contemporâneos, faz-se urgente... Reflitamos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1194573589947824663-842784287084287356?l=djalma-oliveira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/feeds/842784287084287356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1194573589947824663&amp;postID=842784287084287356' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/842784287084287356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1194573589947824663/posts/default/842784287084287356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://djalma-oliveira.blogspot.com/2007/08/falcias-sobre-o-sistema-penitencirio.html' title='Falácias sobre o sistema penitenciário como panacéia social.'/><author><name>Djalma Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07340639706269811382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
