
Papai Noel, Velho Batuta!
Papai Noel velho batuta, enjeita os miseráveis
eu quero matá-lo, aquele porco capitalista,
presenteia os ricos, cospe nos pobres,
presenteia os ricos, cospe nos pobres.
Mas nós vamos sequestrá-lo, e vamos matá-lo, por que?
aqui não existe natal, aqui não existe natal, Por que?
(grupo punk "Garotos Podres")
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Feliz natal!
É nossa a festa
Que era dia do criador.
Mesa farta
Mesa falta
É nossa hora
De esquecer a dor.
A hora é de luz
As estrelas no céu
São o lustre do teto
Que a todos seduz.
A hora é de festa,
Mas outros meninos
De outras manjedouras
Carregam sinos pequeninos
Em usinas e lavouras.
A hora é de festa
Na casa do patrão
E na casa do empregado.
Numa Jesus não se manifesta
Na outra não foi convidado.
(Sérgio Vaz, poeta e escritor)
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Esses dois textos tão distintos, traduzem minha empolgação com data tão comercial, a qual deveria ser de muita solidariedade. Quase ninguém se lembra do aniversariante, e ao contrário, cerram os olhos e consomem assustadoramente. Natal dos Shoping Centers, supermercados lotados, e enormes diferenças sociais e constrangimentos. Pais apreensivos, filhos ávidos por presentes, esmolas de quem "faturou em cima do seu irmão", e falta de senso crítico dos que aceitam as migalhas em forma de "doações" em favelas e cortiços. Mais um ano, mais um natal, tudo igual...